Os mutantes devem encarar o dilema proporcionado pela descoberta de uma cura para a mutação, que pode lhes dar a escolha de se unirem à sociedade. Além disso, Jean Grey (Framke Janssen) mostra não ter morrido, após o filme anterior. No entanto, uma perigosa personalidade da heroína surge, est ... Leia mais
Os mutantes devem encarar o dilema proporcionado pela descoberta de uma cura para a mutação, que pode lhes dar a escolha de se unirem à sociedade. Além disso, Jean Grey (Framke Janssen) mostra não ter morrido, após o filme anterior. No entanto, uma perigosa personalidade da heroína surge, estragando os planos do professor Xavier (Patrick Stewart). Integram o grupo nesse episódio personagens como Fera (Kesley Grammer) e Anjo (Ben Foster).
| Gênero | Ação |
|---|---|
| Título Original | X-Men: The Last Stand |
| Diretor | Brett Ratner |
| Atores principais | Hugh Jackman, Halle Berry, Ellen Page, Ian McKellen, Vinnie Jones, James Marsden, Famke Janssen, Shawn Ashmore, Ben Foster, Patrick Stewart, Anna Paquin, Rebecca Romijn, Aaron Stanford, Kelsey Grammer |
| Ano de produção | 2006 |
| Duração | 104 minutos. |
| Produtor | Avi Arad, Lauren Shuler Donner, Ralph Winter, Stan Lee, John Powell |
| Escritor | Jack Kirby, Simon Kinberg, Zak Penn, Stan Lee |
| Música | John Powell |
| País | Estados Unidos da América |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 4017 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 4 críticos |
| Última modificação | a.t.vasconcelos (10 meses atrás) |
O resultado poderia ser bem pior. Com o sucesso de público e crítica dos dois primeiros “X-Men”, a cobrança para que o terceiro capítulo da franquia mantivesse o nível dos anteriores era grande. Só que a produção enfrentou vários problemas. Começando pela desistência de Bryan Singer, diretor da série até então, que largou o tercei ... Leia mais O resultado poderia ser bem pior. Com o sucesso de público e crítica dos dois primeiros “X-Men”, a cobrança para que o terceiro capítulo da franquia mantivesse o nível dos anteriores era grande. Só que a produção enfrentou vários problemas. Começando pela desistência de Bryan Singer, diretor da série até então, que largou o terceiro filme para fazer “Superman – O Retorno” e deixou os executivos da Fox em polvorosa. E Halle Berry, que deu vários pitis exigindo maior destaque para sua Tempestade. Quando o novo diretor, Brett Ratner, de “A Hora do Rush”, foi anunciado, os fãs torceram o nariz. Será que o cineasta, acostumado à ação pura, manteria o subtexto social da mitologia mutante? Sim, manteve e conseguiu, a partir de um roteiro irregular, com uma avalanche de personagens condensados em 104 minutos de história, metragem inferior aos antecessores, encerrar com dignidade a primeira trilogia dos personagens no cinema.
“X-Men – O Confronto Final” é inspirado em duas excepcionais fases dos quadrinhos da Marvel: a Saga da Fênix Negra e o arco de estreia de Joss Whedon (“Buffy”) à frente da HQ Surpreendentes X-Men. Obviamente não há fidelidade completa ao material original. A equipe de Professor Xavier, que agora conta com o Fera, e inexplicavelmente não tem Noturno, destaque de “X-Men 2”, precisa lidar com Jean Grey, tomada pela entidade maligna Fênix e responsável pela morte, no início da trama, de Ciclope (James Marsden também foi fazer “Superman – O Retorno” e quase foi limado da produção). Enquanto isso, uma “cura” para os mutantes é descoberta, fator que leva Magneto a angariar mais semelhantes para a sua Irmandade, com o objetivo de destruir a vacina e os seres humanos. Assim, ele vai atrás de Jean Grey que, tomada pela Fênix, fica muito mais poderosa e descontrolada.
São tantos novos personagens que praticamente a maioria não teve chance de maior desenvolvimento por parte dos roteiristas. Os que têm mais espaço são Calisto, a líder dos Morlocks nos gibis e nos desenhos animados, reduzida à capanga de Magneto, Homem-Múltiplo e Fanático, no lado dos vilões. Dos mocinhos, há grande destaque para Fera, em ótima adaptação, e o Anjo que, coitado, não tem função alguma no enredo, a não ser salvar um parente em momento de perigo. Dois que eram coadjuvantes da série, são alçados à equipe principal de Xavier: Kitty Pride (agora interpretada pela “Juno” Ellen Page) e Colossus. Wolverine e Tempestade, essa graças aos ataques de sua intérprete, tornam-se os protagonistas absolutos.
Mesmo com as irregularidades, como um problema claro de continuidade na sequencia da ponte, que inicia em dia claro e, do nada, corta para a noite, o filme mantém a essência da franquia, não tem medo de eliminar heróis (e sabemos que, nos quadrinhos, eles podem ressurgir de repente) e agrada em cheio os fãs. A mesma cena da ponte é impressionante e remete direto aos gibis. Já a reunião dos x-men, no ato final é de arrepiar, assim como a dedicação de Wolverine em salvar Jean. “X-Men – O Confronto Final” cumpre o papel de encerrar, por cima, a melhor trilogia até então baseada em super-heróis. Aqui, o termo “saga” pode ser usado sem neuras. Pois presenciamos o início, o auge e o fim da batalha entre Xavier e Magneto. Uma cena após os créditos deixou aberta a lacuna para a continuação da franquia. Mas antes, os produtores decidiram contar o início da trajetória mutante em “X-Men: Primeira Classe”.
Um filme que, mesmo com a nova equipe, consegue um roteiro muito eficiente... Pena que a direção decepcione.
Quando Bryan Singer anunciou que estava deixando a direção do capítulo final da trilogia inicial sobre os mutantes mais adorados do planeta Marvel para assumir a ressurreição do Super-Homem no cinema, os fãs ficaram apreensivos qu ... Leia mais Um filme que, mesmo com a nova equipe, consegue um roteiro muito eficiente... Pena que a direção decepcione.
Quando Bryan Singer anunciou que estava deixando a direção do capítulo final da trilogia inicial sobre os mutantes mais adorados do planeta Marvel para assumir a ressurreição do Super-Homem no cinema, os fãs ficaram apreensivos quanto ao futuro da cinessérie. Pior foi quando Brett Ratner (que tinha acabado de abandonar justamente a produção de Homem de Aço) foi anunciado como o substituto definitivo (Matthew Vaughn, de ‘Nem Tudo É o Que Parece’, chegou a assumir o comando para logo após desistir): os fãs passaram realmente a temer o resultado. Afinal, o cineasta responsável por desastres como A Hora do Rush e Ladrão de Diamantes e era um dos últimos nomes que os fãs esperavam ouvir.
A boa notícia? Graças a um roteiro tão bom quanto dos filmes anteriores, o filme fecha dignamente o ciclo inicial. A má? Ratner não conseguiu um resultado que chegasse aos pés dos anteriores, culpa única e exclusiva dele. ‘X-Men: O Confronto Final’ possui vários grandes momentos e tantos outros medíocres. Esse emaranhado de altos e baixos resulta em um filme disforme, que não marca, que parece sem uma personalidade definida. Faltou a Ratner o talento que Singer tinha, por exemplo, de conciliar as características típicas de um arrasa-quarteirão, como cenas de ação grandiosas e ação ininterrupta, com uma história relevante por trás.
O roteiro deste novo capítulo ficou a cargo de Simon Kinberg (Sr. E Sra. Smith) e Zak Penn (Elektra), já que os antigos roteiristas foram embora junto com Singer. E os novatos não só deram conta muito bem do recado, dando seqüência à linha narrativa dos dois anteriores, como também conseguiram desenvolver uma grande metáfora neste novo capítulo, que é o mote de toda a ação: a descoberta de uma ‘cura’ para os poderes dos mutantes, podendo transformá-los em seres humanos ‘normais’, o que poderá acarretar em uma grande limpeza racial voluntária.
O grande responsável por essa ‘cura’ é um garoto mutante (Cameron Bright, de Reencarnação) que possui o dom de neutralizar poderes alheios. Através de pesquisas comandadas por um sujeito intolerante, que não aceita o próprio filho como um mutante – o aparecimento de um personagem querido, o Anjo (Ben Foster), que fica praticamente à margem dos acontecimentos do filme, sendo relegado a uma história paralela mal delineada – o governo americano coloca à disposição da população mutante essa vacina. Enquanto o Prof. Xavier (Patrick Stewart) e Dr. Hank McCoy (ou o Besta, também aparecendo pela primeira vez na franquia, sob o ótimo trabalho de Kelsey Grammer, o Dr. Frasier da série homônima da tevê) partem para uma atitude conciliatória, de esclarecimento. Magneto (Ian McKellen) percebe nessa cura uma espécie de ameaça à sua própria natureza e parte para o contra-ataque, mobilizando um exército que tem como peça-chave Jean Grey, que renasce no lago onde tinha falecido no episódio anterior, só que dominada por uma personalidade maligna que até então estava adormecida, assumindo-se então como a Fênix.
Esse aspecto, entre ‘curar-se’ ou manter-se à margem é a grande questão deste terceiro longa. Afinal, qual seria a melhor atitude a se tornar? O filme, claro, toma seu partido, e é a personagem Vampira (Anna Paquin) quem melhor ilustra essa problemática. Afinal, para alguém que é impossibilitada de tocar outro ser, e conseqüentemente, de amar, vê na vacina a possibilidade de se tornar uma pessoa tão comum quanto qualquer outra, e também concretizar o afeto que nutre por Bobby Drake, o Homem de Gelo (Shawn Ashmore).
Enquanto toda essa questão social é levantada, os demais personagens, velhos conhecidos ou novos no pedaço (que são inúmeros) vão desempenhando funções muitas vezes descartáveis, já que há pouco tempo para tanto (o filme é curtinho, tem menos de duas horas de duração). Wolverine (Hugh Jackman) é um mero coadjuvante, e pior, totalmente fora das características que o tornaram o personagem mais querido dos quadrinhos. O Wolverine agressivo, animal, não dá as caras por aqui. Aliás, uma seqüência bastante alardeada do personagem com o Colossus (Daniel Cudmore) é decepcionante. É esperar que vejamos o verdadeiro Wolverine em seu filme solo, que já está prestes a ser realizado. Já Tempestade, para agrado de sua intérprete, Halle Berry, que andou reclamando da falta de espaço, ganha destaque e a partir desse filme passa a desempenhar função primordial – para desespero de muitos, como eu (não pela Tempestade, claro, mas pela Berry). Já o Cyclope (James Marsden), líder dos X-Men nos quadrinhos, desperdiçado nos filmes anteriores, não consegue espaço algum. É revoltante como os roteiristas trataram o personagem até aqui – e se você é fã do personagem, vá assistir preparado para o pior. Aliás, toda uma gama de personagens sai de cena para dar lugar a uma nova geração, numa espécie de troca de guarda. Afinal, ninguém acredita que não haverá um próximo capítulo – para reforçar, não perca um importantíssimo trecho após os créditos finais do filme.
Enquanto Ratner cria algumas cenas realmente impactantes (como aquela em que o Anjo tenta encobrir a maldita verdade do pai), outras são mal dirigidas e desnecessariamente longas, como a do ataque à ponte Golden Gate e à Alcatraz por Magneto e seu exército. Entediante, soporífera e mal feita, já que os efeitos especiais deixam muito a desejar em muitas seqüências, contrastando com um trabalho excepcional de engenharia de som, que muitas vezes consegue criar com mais propriedade a atmosfera exigida que a parte visual.
Resta-nos agora esperar, ansiosamente, pela terceira seqüência.
Por Andy Malafaya
26/05/2006


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X-Men: O Confronto Final
"Bom_mais"
"Também esperava um desfecho melhor.
Ficou bacana, mas, um pouco mais exagerado do que deveria"