gostaria que fosse realidade,muitas pessoas iria usar o guarda chuva ao contrario.
Cientista com ótimas intenções tenta acabar com a fome no mundo. Ao menos para a população da pequena cidade de Chewandswallow, tudo parece perfeito quando começa a chover sopa, nevar purê de batatas e vem uma tempestade de hambúrgueres. O cientista só não imaginava que isso iria causar um ... Leia mais
Cientista com ótimas intenções tenta acabar com a fome no mundo. Ao menos para a população da pequena cidade de Chewandswallow, tudo parece perfeito quando começa a chover sopa, nevar purê de batatas e vem uma tempestade de hambúrgueres. O cientista só não imaginava que isso iria causar um problema de proporções globais. Adaptação animada do livro infantil escrito por Judi Barrett e Ron Barrett.
| Gênero | Animação, Comédia, Familiar |
|---|---|
| Título Original | Cloudy with a Chance of Meatballs |
| Diretor | Chris Miller, Phil Lord |
| Atores principais | James Caan, Anna Faris, Bruce Campbell, Bill Hader, Sr. T, Tracy Morgan, Andy Samberg |
| Ano de produção | 2008 |
| Duração | 90 minutos. |
| Produtor | Pam Marsden |
| Escritor | Ron Barrett, Judi Barrett |
| Música | Mark Mothersbaugh |
| País | Estados Unidos da América |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 1018 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 8 críticos |
| Última modificação | jev233 (5 meses atrás) |
Tá Chovendo Hamburguer
por Arthur Melo
Depois que a febre de filmes em 3D se propagou, muitas animações passaram a se sustentar neste formato para atrair o público. De fato, o 3D colabora – e muito – quando se trata de longas-metragens que ainda não tem um público garantido antes da estréia. É o caso de praticamente todos os animado ... Leia mais Tá Chovendo Hamburguer
por Arthur Melo
Depois que a febre de filmes em 3D se propagou, muitas animações passaram a se sustentar neste formato para atrair o público. De fato, o 3D colabora – e muito – quando se trata de longas-metragens que ainda não tem um público garantido antes da estréia. É o caso de praticamente todos os animados que não sejam frutos dos “criadores de Shrek e Madagascar” ou dos “produtores de Os Incríveis e Procurando Nemo”. O problema é que este tipo de diversão se tornou um atalho para histórias fracas cujo único apelo é o visual que salta para fora da tela – algo que, por mais super explorado que esteja sendo agora, ainda guarda um sabor de novidade.
Tá Chovendo Hambúrguer, animação da Sony Pictures que vem agradando nos EUA, não é lá um exemplo de enredo excepcional, mas ganha pela originalidade. Na aventura, um cientista desacreditado por suas invenções sem utilidade cria uma máquina revolucionária que transforma água em comida. Por um acidente, a máquina termina sendo lançada nos céus sem o menor controle, provocando uma tempestade de hambúrgueres que desencadeará uma série de refeições que irá alimentar toda a sua pequena cidade esquecida e falida, colocando-a em evidência ao redor do mundo.
Não há tanto interesse em desenvolver demais os personagens ou a história em si. Tá Chovendo Hambúrguer é despreocupado com qualquer fórmula de se fazer animação – e qualquer engloba as boas e ruins. Ele apenas segue o seu curso. As piadas para os mais velhos foram postas de lado, as faces cômicas e exageradas das figuras da aventura foram reduzidas a poucas passagens em tela. O roteiro está único exclusivamente preocupado em fazer chover comida e demonstrar toda a força das boas imagens e de um punhado de cenas de ação para segurar o público. De qualquer forma, para não dizer que menospreza os divertidos personagens que construiu, insere um pequeno conflito familiar e uma queda pelo romance premeditado.
Quanto ao 3D, este tem seus momentos. A utilização do formato se banaliza ao longo do filme. Se no início da projeção ele está presente tanto para dar profundidade à cena quanto para surpreender o espectador lançando pedaços de comida e pequenos objetos à frente, ele se transforma gradativamente em uma básica ferramenta de background à medida que as chuvas se tornam mais constantes. Contraditoriamente, isso poderia ser um ponto negativo, mas a retomada da força do 3D na segunda metade da animação reativa o elemento surpresa do filme e colabora para as espetaculares sequências do clímax.
A direção da dupla Chris Miller e Phil Lord chama atenção por sua discrição. Quando não há um verdadeiro buffet completo desabando dos céus (em partes da trama em que ela se volta para os pequenos conflitos familiares ou da própria cidade) a imagem procura deixar uma boa sobra de espaço ao redor do centro da ação, expondo com certa graça os moradores da cidade se aproveitando de maneiras mais absurdas da situação inusitada a que estão inseridos, mas sem exagerar na dose – divertido; aliados os momentos lúdicos ou de maior dramaticidade à boa trilha sonora Mark Mothersbaugh, atinge-se o tom certo.
Cloudy With a Chance of Meatballs (título original que pode ser traduzido como “Nublado com Possibilidades de Almôndegas” – mais coerente com o longa) é amistoso. Diverte sem exageros para gracejar os menores e sem se valer das piadas de cunho mais avançado para os acompanhantes (por mais válidas que sejam elas). Vale a ida ao cinema, desde que tão despretensiosa quanto o filme a que se está indo assistir. Mas, claro, preferindo o 3D.
Um bocado sem sal
Há uma clara e lamentável dicotomia entre efeitos especiais e roteiro em “Tá chovendo hambúrguer”. A animação da Sony, com cópias em 3-D, privilegia os recursos tecnológicos do filme —- legais, mas nada que deixe o espectador de queixo caído —- em detrimento do roteiro, ralinho, ralinho.
A história é exces ... Leia mais Um bocado sem sal
Há uma clara e lamentável dicotomia entre efeitos especiais e roteiro em “Tá chovendo hambúrguer”. A animação da Sony, com cópias em 3-D, privilegia os recursos tecnológicos do filme —- legais, mas nada que deixe o espectador de queixo caído —- em detrimento do roteiro, ralinho, ralinho.
A história é excessiva e quase tão profunda que pode até molhar as canelas de uma formiga. O protagonista da trama é Flint Lockwood, um jovem cientista que consegue ganhar popularidade em sua pequena ilha inventando uma máquina que transforma a água da chuva em comida.
Nem tudo vale, mesmo em desenhos animados. “Cloudy with chance of meatballs” (no original) extrapola qualquer limite. Assemelha-se a um episódio esticado de “Os padrinhos mágicos”.
No entanto, o desenho da Sony parece impermeável a críticas: no fim de semana de sua estreia, superou a casa dos US$ 30 milhões nas bilheterias americanas e segue liderando o ranking dos mais vistos na última semana.
Érico Reis (02/10/2009)
Um filme perdido dentro das próprias referências e intenções.
Na complexa cadeia universal de relações, o que todo mundo acaba vivendo, ao menos uma vez na vida, é a síndrome da aceitação alheia. Os seres humanos precisam dos olhares de aprovação, sorrisos escancarados, cabeças reverenciando a passagem do ser aprovado, aceito, não- ... Leia mais Um filme perdido dentro das próprias referências e intenções.
Na complexa cadeia universal de relações, o que todo mundo acaba vivendo, ao menos uma vez na vida, é a síndrome da aceitação alheia. Os seres humanos precisam dos olhares de aprovação, sorrisos escancarados, cabeças reverenciando a passagem do ser aprovado, aceito, não-discriminado. É essa necessidade que leva Flint Lockwood, personagem principal de Tá Chovendo Hambúrguer, a crer que somente sendo bem-sucedido ele poderá ser aceito e ter o reconhecimento do pai. E somente essa necessidade bastaria para desenvolver essa adaptação do livro de Judi Barret (Cloudy with a Chance of Meatballs, homônimo do título original do filme) para as telas, mas os realizadores estreantes pecam pelo excesso e falham consideravelmente no resultado.
Flint Lockwood é um inventor de fundo de quintal (na verdade, seu QG fica instalado no alto de um amontoado de latarias, resquícios de invenções mal-sucedidas), sempre frustrado na eficácia de suas criações. Tudo que Flint inventa acaba desenvolvendo algum tipo de mutação ou se torna um equívoco completo, normalmente causando danos para ele, seu pai e os demais moradores da cidade pesqueira decadente de Chewandswallow. A cidade, ainda dependente do comércio de sardinhas, é administrada por um prefeito ganancioso, que deseja criar um parque temático a partir da matéria-prima básica do local e atrair turistas desse modo. O pai de Flint deseja que ele trabalhe na loja de sardinhas que possui, mas o filho se sente renegado por não ter a compreensão do pai de que seu real talento é inventar coisas e quem sabe poder beneficiar alguém.
A última idéia “genial” que Flint tem é de uma máquina que transforma água em comida, bastando modificar as moléculas das fórmulas de acordo com o “pedido” da refeição a ser feita. Assim, num acidente meteorológico, a invenção de Flint funciona e começam a chover hambúrgueres do céu. Aos poucos, Flint vai perdendo o controle da própria invenção, passando a ser uma simples marionete nas mãos do prefeito (cada vez mais gordo, com a chuva de comida) e refém do apoio dos cidadãos de Chewandswallow. Do mesmo modo, os diretores Phil Lord e Chris Miller vão ficando perdidos em meio ao emaranhado de informações e citações que acabam criando e se tornam reflexos perfeitos de seu protagonista animado.
Tá Chovendo Hambúrguer começa como um "filme de nerd", passando pelo De Volta Para o Futuro ligeiro, copia um pouco de Todo Poderoso aqui, um tanto de filmes-catástrofes ali, ameaça criticar a postura humana em determinada parte, como se virasse WALL·E, até chegar em Armageddon e lá ficar por quase todo o terceiro ato (com pitadas de Indiana Jones e outras aventuras do gênero). Se torna, desse modo, um filme sem identidade, sem coisa alguma a dizer ainda que tente dizer tudo, atirando para todos os lados. Quando se tem nas mãos a possibilidade de discutir os efeitos do excesso, seja ele qual for, não se deve perder tempo brincando com uma construção bizarra de gelatina (nem com o romance ligeiro entre Flint e a nerd / meteorologista Sam, que além de mal desenvolvido, é perfeitamente descartável) ou amontoando seqüências com propósitos idênticos, mudando apenas a comida da cena anterior.
Existe uma preocupação dos diretores em criar cenas de ação satisfatórias, para que o público que visse o filme projetado em 3D desse pulos nas cadeiras. Em alguns momentos isso é até possível, mas nada que justifique o desleixo narrativo e a sobreposição de idéias. O sucesso do filme nas bilheterias americanas pode ser justificado pela escalação dos dubladores originais, formada por Bill Hader, Anna Faris e Andy Samberg, todos nomes importantes na atual geração da comédia americana. Mas os méritos da escalação comprovam que o foco da produção estava completamente desvirtuado de suas reais possibilidades.
Até mesmo o teor político-social que poderia estar embutido na idéia original (se chove comida do céu, a fome no mundo teria fim) é praticamente ignorado, tendo um efeito contrário à galáxia de temas que poderiam ter sido explorados. Para tanto, o filme se queixa de ser o que é, se perde em qualquer um de seus rumos e volta para o lugar comum, que no caso dele é lugar nenhum. A aceitação que Flint tanto desejava lhe é dada de presente, mas não necessariamente pela consciência da tentativa, mas muito mais pelo erro e fracasso alheio. Se isso é uma mensagem que se preze, a Sony deveria realmente dar uma assistida nos filmes da Pixar.
Por Thiago Macêdo Correia
05/10/2009
gostaria que fosse realidade,muitas pessoas iria usar o guarda chuva ao contrario.


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Tá Chovendo Hamburguer
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"muito bom . very good parfect... good weel"