
"Muito bom"
"Muito bom!
Um excelente filme para pensar sobre toda essa revolução tecnológica que estamos vivendo"
The Surrogates é ambientado em 2054, em um mundo no qual seres humanos usam robôs substitutos como versões idealizadas de si mesmos. Diante da ameaça de um terrorista de acabar com este sistema, um policial é obrigado a sair de seu isolamento de anos para investigar o assassinato de pessoas que ... Leia mais
The Surrogates é ambientado em 2054, em um mundo no qual seres humanos usam robôs substitutos como versões idealizadas de si mesmos. Diante da ameaça de um terrorista de acabar com este sistema, um policial é obrigado a sair de seu isolamento de anos para investigar o assassinato de pessoas que morrem junto com os seus robôs substitutos.
| Gênero | Ficção Científica, Suspense |
|---|---|
| Título Original | Surrogates |
| Diretor | Jonathan Mostow |
| Atores principais | Bruce Willis, Radha Mitchell, Ving Rhames, Helena Mattsson, Rosamund Pike, Meta Golding |
| Ano de produção | 2009 |
| Duração | 104 minutos. |
| Escritor | Michael Ferris, John D. Brancato |
| País | Estados Unidos da América |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 650 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 8 críticos |
| Última modificação | solana |
Bruce Willis dá futuro
‘Substitutos’ (“Surrogates”) chega em déficit nestes tempos em que a ficção científica se recicla na originalidade de “Distrito 9”. Frente a seu concorrente, esta adaptação da HQ homônima de Brett Weldele e Robert Venditti decepciona por oferecer pouco mais do que competência. Falta esmero visual (ceno ... Leia mais Bruce Willis dá futuro
‘Substitutos’ (“Surrogates”) chega em déficit nestes tempos em que a ficção científica se recicla na originalidade de “Distrito 9”. Frente a seu concorrente, esta adaptação da HQ homônima de Brett Weldele e Robert Venditti decepciona por oferecer pouco mais do que competência. Falta esmero visual (cenográfico e fotográfico) ao filme, como é praxe nos trabalhos do diretor Jonathan Mostow (“O exterminador do futuro 3”).
Sua relevância - como entretenimento e como reflexão sobre a finitude do prazer em uma sociedade digital - resume-se a Bruce Willis. No moldes do que fez no antológico “Doze macacos” (1995), o último titã dos filmes de ação esculpe a amargura na figura de Tom Greer. Agente do FBI em um futuro próximo, Greer caça um assassino que elimina robôs usados por humanos para usufruir os sabores da vida sem riscos. Willis torna cada perseguição uma montanha-russa ao ressaltar no olhar a fragilidade de um herói defasado.
Rodrigo Fonseca (23/10/2009)
Um filme que ameaça ser algo mais, mas se perde na falta de ousadia do roteiro.
As melhores ficções-científicas são um reflexo da sociedade. Claro que, ao longo dos anos, o gênero funcionou centenas de vezes como um mero veículo para diversão, com histórias de aventuras passadas no espaço e sem maior conteúdo. No entanto, autores como ... Leia mais Um filme que ameaça ser algo mais, mas se perde na falta de ousadia do roteiro.
As melhores ficções-científicas são um reflexo da sociedade. Claro que, ao longo dos anos, o gênero funcionou centenas de vezes como um mero veículo para diversão, com histórias de aventuras passadas no espaço e sem maior conteúdo. No entanto, autores como Phillip K. Dick, Isaac Asimov, Aldous Huxley, George Orwell e outros perceberam que narrativas situadas no futuro poderiam servir como forma de questionar temas, valores e condições do mundo em que vivemos. Por aí surgiram algumas das maiores obras da ficção-científica, aquelas que são cultuadas até hoje por milhões de fãs pelas ideias e reflexões propostas.
Nem tudo, porém, é preto e branco. Entre criações vazias e outras mais densas, existem também as que ficam pelo meio do caminho, sugerindo temas interessantes, mas jamais os desenvolvendo de maneira satisfatória. É o caso, por exemplo, de Substitutos, novo filme do diretor Jonathan Mostow. A história é situada em um futuro próximo, onde as pessoas utilizam andróides para desempenharem suas tarefas no dia-a-dia, enquanto ficam em casa controlando os autômatos apenas com a mente. Essa vida segura é interrompida quando um ataque aos chamados Substitutos acaba tirando a vida dos controladores, e os agentes Greer e Peters são chamados para investigar o caso.
Escrito pelos irregulares Michael Ferris e John D. Brancatto, o filme de Mostow leva algum tempo para conseguir fazer o espectador acreditar naquele mundo. Durante os primeiros quinze ou vinte minutos, acompanhar Bruce Willis e Radha Mitchell com pele lisa e perfeita e olhar inexpressivo (sem falar na peruca emo loira de Willis) é apenas bizarro. Claro que, aos poucos, isso se torna mais natural e chega até a se tornar uma ideia interessante do filme, especialmente quando Mostow apresenta a contraposição entre a textura de borracha dos robôs e as rugas e barba mal-feita do personagem em carne e osso de Bruce Willis – nesse sentido, o cineasta também acerta ao dar destaque os machucados do agente Greer.
E é exatamente quando trata do tema “ser humano vs. máquinas” que Substitutos dá sinais do que poderia ter sido. Desde as primeiras cenas, o filme apresenta um contexto promissor, levantando a questão: “Devemos viver a nossa vida através das máquinas?” Pode não ser original (filmes como Matrix e WALL·E, só para citar dois, já fizeram isso), mas é uma discussão sempre válida. O problema é que a ideia é jogada na mesa, mas não desenvolvida. A partir daí, a cada nova cena o filme acaba fugindo de seu promissor ponto de partida, optando por deixar a reflexão e a discussão de lado para se focar em uma trama policial capenga, que jamais faz muito sentido.
O enredo de Ferris e Brancatto é repleto de clichês e situações que não conseguem fugir do lugar-comum. Ao longo da projeção, o espectador é obrigado a acompanhar uma série de artifícios aos quais já está mais do que acostumado, como o policial que decide seguir a investigação mesmo sem o apoio de seus superiores, o trauma do passado e as reviravoltas que tentam surpreender, mas não possuem muita lógica. Além disso, o roteiro se permite furos e questões não respondidas: até agora não entendi por que o crime caiu a zero com o surgimento dos Substitutos - com a possibilidade de se “mascarar”, tenho certeza de que as pessoas tomariam ainda mais atitudes ilegais (uma explicação até poderia ter surgido mais tarde com o hacker, mas ele diz claramente que o que fez para impedir um estupro é algo novo).
O maior problema do roteiro, porém, mora no fraco desenvolvimento dos personagens. Todos eles são tratados de forma esquemática, sem qualquer personalidade. Nem mesmo o já citado trauma do protagonista é abordado de maneira eficiente, aparecendo mais como uma mera curiosidade do que como algo para a plateia compreender melhor o agente Greer. Da mesma forma, as motivações do vilão não fazem sentido e alguns personagens – incluso o próprio protagonista – mudam de opinião sobre os Substitutos sem maiores explicações: de uma hora para outra, passam de usuários para críticos dos robôs.
Como consequência, os atores não têm muito material sobre o qual trabalhar, o que acaba limitando suas atuações. Willis, por exemplo, apresenta uma contradição interessante entre o Greer real e o Greer robótico, tanto na composição visual quanto forma de se mover e agir, mas jamais chega a construir um personagem interessante, com o qual o público é capaz de se identificar. O mesmo vale para Radha Mitchell, Rosamund Pike e James Cromwell, totalmente desperdiçados em seus papéis, e Ving Rhames, que apela para a caricatura, mas ao menos parece se divertir um pouco no papel do Profeta.
Apesar destes problemas, Jonathan Mostow é hábil ao manter o interesse da plateia até o final, mesmo após a estranheza dos primeiros minutos. Ainda que o roteiro deixe a desejar em diversos momentos, a história é contada em um ritmo interessante e as mudanças na trama acabam prendendo a atenção do espectador. Além disso, o diretor também cria algumas boas cenas, como a perseguição de Greer a um robô pelas ruas da cidade: não deixa de ser agradável ver um cineasta voltar a filmar uma cena de ação de maneira mais tradicional, sem os exageros de um Michael Bay ou a câmera nervosa de Paul Greengrass.
No geral, Substitutos é um filme de ação eficaz, com uma história que garante a atenção, mesmo que não faça muito sentido quando se pensa sobre ela. O roteiro apresenta alguns temas interessantes e Mostow é um diretor de certa habilidade, mas faltou ousadia para ir a fundo nas questões que levanta. Mais uma boa ideia que se transformou em apenas um produto do cinema americano.
Por Silvio Pilau
28/10/2009
Ao se assistir pela primeira vez ao trailer de Substitutos, nova produção da Walt Disney que foi lançado esse fim de semana nos cinemas nacionais, imagina-se um bom filme de ficção-científica com muitos efeitos especiais e cenas de ação de tirar o fôlego, ainda mais por ser um filme produzido pelo cineasta Jonathan Mostow (O Exterminador d ... Leia mais Ao se assistir pela primeira vez ao trailer de Substitutos, nova produção da Walt Disney que foi lançado esse fim de semana nos cinemas nacionais, imagina-se um bom filme de ficção-científica com muitos efeitos especiais e cenas de ação de tirar o fôlego, ainda mais por ser um filme produzido pelo cineasta Jonathan Mostow (O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas). Tremendo engano. Não que Substitutos seja um filme absolutamente ruim (e isto porque absolutamente subentende uma totalidade, nem um porcento a menos) ou que não tenha boas cenas de ação – nisso ele até agrada - mas o longa tem o defeito de contar uma boa história de um modo ruim, o tornando cansativo e arrastado em longos seguimentos desnecessários para a história.
Baseado na revista em quadrinhos de Robert Venditti e Brett Weldele, o filme se passa em 2054, quando as pessoas vivem confinadas e seguras no interior de suas casas e usam substitutos robóticos para cumprir seus afazeres. Representados por robôs fisicamente perfeitos e até mesmo sensuais, conhecidos como substitutos, toda a humanidade está protegida contra violência e pode realizar diariamente todas as suas tarefas. Mas esse mundo perfeito sem dor, crimes e medo acaba sendo abalado quando uma arma é criada para destruir as pessoas a partir de seus substitutos. Quando Greer, um agente do FBI vivido por Bruce Willis, descobre uma grande conspiração por trás do fenômeno da substituição, ele abandona seu próprio substituto e tem que arriscar sua vida para descobrir quem está por trás das mortes.
A partir de um tema atual com qual convivemos – a troca do mundo real pelo virtual com programas com ferramentas como MSN e simuladores ao estilo de The Sims, sentre outros – o longa-metragem chega sem trazer nenhum fator surpreendente em sua história e se torna mais uma produção ao lado de outros filmes com temática parecida como Gamer e O Exterminador do Futuro: A Salvação; este último também roteirizado pela dupla John Brancato e Michael Ferris, que assinam o roteiro de Substitutos.
O filme, que já inicia mal com uma rápida explicação de como os homens trocaram a vida real pela virtual (o que não ajuda muito na compreensão total da história), tem seu maior problema no final. O desfecho é encerrado em rasas explicações dos motivos que levam o vilão da história a começar a matar as pessoas a partir de seus robôs. O resultado é um final bobo e até mesmo decepcionante. Nenhum personagem consegue se destacar ou causar simpatia com o público e nem a presença de Bruce Willis ajuda, já que ele está em reprise de seus outros papeis, como o herói que salvará a todos.
Substitutos poderia se salvar ao menos como entretenimento se ao menos corresse para o lugar-comum dos dias de hoje: exibição usando a tecnologia no 3D, dando mais empolgação a cenas de ação através da sensação de profundidade que a tecnologia traria, transportando as pessoas para dentro da história. Apesar de não ser o bastante, essas cenas, ainda assim, sustentam a película por algum tempo, mas são vítimas de um desperdício criativo tremendo dentro de uma narrativa que não se desenvolve. Todo o tempo de projeção é apenas um trailer do ótimo filme que Substitutos poderia ser. Agradaria em cheio. No entanto, deixa mais a desejar do que satisfaz. Uma “sessão da tarde” sem grandes surpresas, que será facilmente esquecida com o tempo.
por Léo Francisco

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Substitutos
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"Mais um filme sobre a revolução da tecnologia, mais como já afirme varias vezes, cada filme é único no mesmo tema, e substitutos não é diferente, além do protagonista é todo de bom"