
"Bom"
"Achei ele meio bobinho mas tem boas pegadas de humor. Não é lá um grande filme mas é divertido."
Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) está casada com Mr. Big (Chris Noth), mas o relacionamento é abalado por uma possível traição dele. Paralelamente, Samantha Jones (Kim Cattrall) enfrenta problemas econômicos devido à recente crise mundial. Desta forma, é obrigada a reduzir seus gastos ... Leia mais
Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) está casada com Mr. Big (Chris Noth), mas o relacionamento é abalado por uma possível traição dele. Paralelamente, Samantha Jones (Kim Cattrall) enfrenta problemas econômicos devido à recente crise mundial. Desta forma, é obrigada a reduzir seus gastos para se adequar à nova realidade financeira.
| Gênero | Comédia, Drama, Romance |
|---|---|
| Título Original | Sex and the City 2 |
| Diretor | |
| Atores principais | Sarah Jessica Parker, Kristin Davis, Kim Cattrall, Chris Noth, Cynthia Nixon, Max Ryan |
| Ano de produção | 2010 |
| Duração | 146 minutos. |
| Classificação do CAEC | R - Exigido acompanhamento dos pais ou de adultos. Não Recomendado para menores de 16 anos |
| Escritor | Michael Patrick King |
| País | Estados Unidos da América |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 657 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 9 críticos |
| Última modificação | jev233 (11 meses atrás) |
O brilho dos arranha-céus de Manhattan são o cenário. Sob o sol que cintila nas vidraças, a história de Nova York se funde com a de Carrie Bradshaw, com seus sapatos de grife, um closet incrível e as fiéis amigas Miranda, Charlotte e Samantha.
O casamento luxuoso de seu melhor amigo gay, a premiére de um filme de Hollywood, o lançament ... Leia mais O brilho dos arranha-céus de Manhattan são o cenário. Sob o sol que cintila nas vidraças, a história de Nova York se funde com a de Carrie Bradshaw, com seus sapatos de grife, um closet incrível e as fiéis amigas Miranda, Charlotte e Samantha.
O casamento luxuoso de seu melhor amigo gay, a premiére de um filme de Hollywood, o lançamento de seu novo livro, compras e coquetéis são algumas das coisas que fazem Carrie se sentir Carrie. Mas com um marido que quer simplesmente relaxar vendo TV, como manter o brilho do casamento?
É o choque entre dois indivíduos que conduz o filme. A constante, a princípio, se situa no modo desconhecido de como duas pessoas solteiras, com seus hábitos particulares, passam a dividir a vida. A resposta parece estar longe quando Carrie e as amigas embarcam numa viagem para os emirados árabes. Mas ela não é a única que precisa de férias.
Charlotte tem absolutamente tudo que sempre desejou, mas a pressão de ser mãe e esposa parece mais do que ela pode aguentar. Miranda finalmente escolhe a família ao invés do trabalho, mas a escolha “nobre” não parece a correta para a mulher decidida que conhecemos. Samantha, só quer se divertir.
Um encontro inesperado com um antigo amor, as compras com as amigas e o mundo de luxo do oriente fazem com que Carrie se conecte à garota de cabelos cacheados do passado, apesar do bom desenvolvimento da situação no roteiro mostrar evidentemente que ainda há dúvidas na personagem. A relação entre passado e presente, e a forma com que aquele pode influenciar este, às vezes negativamente, é ponto alto de Sex and The City 2, estabelecendo um diálogo bem definido com a plateia sobre o porquê de nunca estamos satisfeitos.
As respostas parecem estar exatamente onde surgiram as perguntas, e, quando o filme termina, ainda resta a sensação de que Carrie finalmente teve um final apropriado para a personagem. O que, graças ao bom manejo do longa, não precisa se basear definitivamente num fim feliz ou dramático, e sim numa resolução correta das perguntas da personagem central. Justo.
Sex and The City 2 segue uma linha muito mais madura do que seu antecessor, trazendo ainda um sabor de epílogo. Enquanto o primeiro filme amarrava algumas pontas soltas da série, sendo inclusive acusado de ser um “episódio gigante” da mesma, essa segunda aventura tem seu brilho individual. Um adendo feliz às garotas de Nova York que ensinaram ao mundo a tomar Cosmopolitans sem nunca descer do salto.
Em entrevista ao Omelete, o diretor e roteirista Michael Patrick King declarou que gostaria que Sex and the City 2 fosse uma grande festa. Com essa ideia em mente, fica fácil entender sua opção pela justaposição de cenas extravagantes, cada uma com figurinos mais deslumbrantes e situações mais rebuscadas que a anterior - com direito até ... Leia mais Em entrevista ao Omelete, o diretor e roteirista Michael Patrick King declarou que gostaria que Sex and the City 2 fosse uma grande festa. Com essa ideia em mente, fica fácil entender sua opção pela justaposição de cenas extravagantes, cada uma com figurinos mais deslumbrantes e situações mais rebuscadas que a anterior - com direito até à participação especial de Liza Minnelli. No entanto, a trama que faz a ligação entre os vários momentos de celebração da feminilidade e cada um dos looks de "desfile de moda" poderia ser melhor amarrada, para que o todo fizesse mais sentido. Do jeito que está, a comédia romântica deixa a desejar e todos os momentos criados para causar euforia nas mulheres da plateia parecem um pouco gratuitos.
O filme começa dois anos depois do primeiro longa e agora Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) precisa lidar com a rotina do casamento. Depois de anos promovendo o glamour de uma vida de solteira cheia de pretendentes e badalação nos lugares mais quentes de Nova York, como lidar com noite após noite no sofá assistindo TV ao lado do maridão? E, acima de tudo, como é a vida depois de um final feliz?
As outras personagens também lidam com as consequências de ter alcançado seus objetivos. Charlotte (Kristin Davis) sofre com o estresse de duas filhas pequenas e Miranda (Cynthia Nixon) já não está mais tão feliz na grande firma de advocacia em que trabalha. Samantha (Kim Cattrall) - sempre caricata na medida certa e lançando as melhores piadas - embarcou na empreitada anti-envelhecimento a fim de seguir com suas (muitas) aventuras sexuais. É ela também que convida as meninas para duas semanas de férias em Abu Dhabi - e com todas as despesas pagas -, que é o ápice da trama.
Vemos então que o filme busca entregar às mulheres de sua plateia o sonho escapista de uma vida luxuosa, em que homens maravilhosos e férias grátis podem simplesmente cair do céu. Sex and the City 2 é o conto de fadas para a sociedade de consumo, em que uma fada madrinha em forma de sheik árabe resgata mulheres das agruras de ser mães e esposas para levá-las ao mundo encantado do Oriente Médio, cheio de possibilidades e mistérios.
No entanto, apesar de todos os excessos, a continuação consegue se recuperar das gafes do primeiro filme e não fica apenas na superficialidade. Ainda que pouco amarrado, o roteiro acerta nas emoções e nos diálogos - como, por exemplo, uma ótima cena entre Miranda e Charlotte no bar do hotel em Abu Dhabi -, entregando um resultado coerente com a trajetória trilhada pelas personagens nos seis anos da série. Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte voltaram a ser personagens esféricas, que mostram o melhor de seu estereótipo - a aficionada por sexo ou a super-mulher profissional, por exemplo -, e também momentos ricos em que as vemos totalmente desmontadas e frágeis, como qualquer mulher normal. O grande orçamento também ajuda e o diretor tira proveito das locações no deserto e dos takes aéreos em Nova York, proporcionando belas imagens.
Para as fãs nostálgicas de Sex and the City, o segundo filme serve muito bem para matar a saudade de nossas heroínas. E a improvável combinação de Samantha Jones e o tradicional mundo das burcas do Oriente Médio também faz valer os reais gastos com o ingresso do cinema.
Acredito que o projeto Sex and the City é daqueles que não guarda opiniões ponderadas: há a crítica festiva ou as opiniões duramente descontrutivas. E quanto menos se conhece o projeto, mais fácil considerá-lo descartável.
De fato, há todo um discurso da direita norte-americana escondida por baixo das saias esvoaçantes de Carrie Brads ... Leia mais Acredito que o projeto Sex and the City é daqueles que não guarda opiniões ponderadas: há a crítica festiva ou as opiniões duramente descontrutivas. E quanto menos se conhece o projeto, mais fácil considerá-lo descartável.
De fato, há todo um discurso da direita norte-americana escondida por baixo das saias esvoaçantes de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) e isso nem chega a ser novidade. Desde 1998, quando o seriado estreou nos EUA, até hoje, muitas foram as teses acadêmicas escritas sobre as quatro amigas que moram em Nova York. Todo um novo modelo de consumismo feminista estava ali exposto e calcado na presença já consolidada da mulher no mercado de trabalho. E, apesar de pregar a liberdade e autonomia femininas, evidenciadas em atitudes desapegadas com relação a sexo e família, muito do que a figura de Carrie representa – seja de longe ou de perto – é a liberdade de consumir. Mas este não é um texto de crucificação.
Nos dois episódios cinematográficos de Sex and the City a ação segue a mesma linha narrativa de sua vida na televisão. A única coisa realmente ampliada é a esquizofrenia do luxo, cujo melhor exemplo são os figurinos assinados por Patricia Field para cada uma das personagens. E por falar em esquizofrenia, a personagem de Sarah Jessica Parker desempenha o papel que melhor expõe essa questão, seja através de suas roupas, seja através de uma psique bastante confusa, que combina anticonvencionalismo e conservadorismo na mesma figura.
Desta vez, os roteiristas usaram um baita casamento gay para falar de liberdades civis, e também para que Liza Minnelli protagonizasse uma versão de Single Ladies, hit da cantora Beyoncé, numa das cenas mais engraçadas e constrangedoras do filme. Logicamente, um casamento gay não seria apenas lugar para celebrar essa liberdade, mas toda a tal esquizofrenia do consumo e das interferências do universo pop mesmo no mais tradicional do eventos.
Neste começo leve e bastante engraçado, todos os personagens se reapresentam aos telespectadores que os conhecem de longa data, e Carrie, Samanta (Kim Cattrall), Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis) começam o desfile dos figurinos que as representam, e também impõem desejos de sapatos, bolsas e acessórios de cabeça à toda boa garota fashionista.
A partir daqui e à medida que o luxo de uma viagem ao Oriente se desenrola, a esquizofrenia do consumo aliada ao conservadorismo das nossas agora (quase) cinquentonas amigas novaiorquinas pode ser revelado a cada troca de roupa e a cada detalhe da viagem, que sugere com singeleza questões tão seriamente preconceituosas como os contrapontos quase infantis entre o Oriente como lugar de tradições massacrantes e os Estados Unidos como terra da liberdade.
Fora isso, luxo e cafonice se confundem, como sempre na série: a cena do karaokê, que apesar de piegas, não pareceria tão distante da realidade se a mensagem que a canção sobre ser mulher e superar obstáculos não estivesse tão distorcida ao longo do filme. Chega a ser engraçado notar que durante às quase duas horas e meia de filme as personagens protagonizem diálogos que demonstram um feminismo de butique, que culmina com uma mulher pedindo perdão ao marido com um beijo nas mãos e um anel caríssimo envolvido.
Entendemos que Carrie Bradshaw viva num mundo diferente do que a maioria de nós, e é über divertido vê-la deslizando roupas inimagináveis para situações cotidianas reais. O grande perigo nessa história toda é esquecer que ela é apenas um personagem que hoje já não condiz com a realidade política e econômica de seu país. Por isso mesmo, todo o discurso sobre colecionar Manolos Blahniks e ter uma coluna na Vogue América parece tão surreal que chega a ser divertido.
De saída, ainda é possível deixar um salve à Kim Cattral com sua impagável Samantha, sempre no timing certo que uma comédia como essa inspira.
Prepare-se para entrar num mundo de futilidades. Uma verdadeira Ilha da Fantasia de sentimentos rasos e gastos profundos. Um, digamos assim, “jeito Daslu de ser”... mas sem os contrabandos. Quem não tiver nenhum tipo de problema com filmes escapistas e maravilhosos sonhos de consumo pode relaxar e curtir Sex and the City 2, sem medo de ser sup ... Leia mais Prepare-se para entrar num mundo de futilidades. Uma verdadeira Ilha da Fantasia de sentimentos rasos e gastos profundos. Um, digamos assim, “jeito Daslu de ser”... mas sem os contrabandos. Quem não tiver nenhum tipo de problema com filmes escapistas e maravilhosos sonhos de consumo pode relaxar e curtir Sex and the City 2, sem medo de ser superficial. Afinal, cinema também é ilusão.
Nesta continuação, vemos agora a escritora Carrie (Sarah Jessica Parker) preocupada em fazer com que seu casamento não caia na monotonia. Enquanto isso, a ninfomaníaca Samantha (Kim Catrall) se entope de cremes e hormônios para afastar o terrível fantasma da menopausa, Charlotte (Kristin Davis) tenta administrar o estresse causado por suas duas filhas e Miranda (Cynthia Nixon) vive uma crise profissional. Quatro amigas com preocupações bastante comuns à grande maioria da população urbana. Os problemas podem até ser corriqueiros, mas Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda não. Elas são mulheres poderosas de Nova York e utilizam duas armas infalíveis para superar as dificuldades: a forte amizade que as une e compras, muitas compras. É mais ou menos como se as Patricinhas de Beverly Hills estivessem envelhecendo, pero sin perder la ternura, jamás.
No universo de fantasia de Sex and the City, a salvação vem sob a forma de uma luxuosíssima e inesperada viagem a Abu Dhabi (na verdade, as locações são no Marrocos), com direito aos mais românticos mistérios das histórias das 1001 noites. É como se Sherazade estivesse sendo entrevistada por Amaury Jr.
Entre uma profusão de cores, muitos vestidos e uma direção de arte de gosto dos mais duvidosos, o filme não apresenta nem roteiro nem direção seguros o suficiente para sustentar uma narrativa cinematográfica desejável. Fiel às suas origens televisivas, tudo é muito unidimensional, sem nuances e filmado de uma forma que parece sempre almejar a estética dos comerciais de perfumes. Sem jamais consegui-lo.
Mas o carisma das quatro amigas consegue, pelo menos em parte, espantar um pouco a sonolência que se instala no espectador nos longos 146 minutos de projeção de uma trama que se ressente fortemente de uma boa espinha dorsal. Um diálogo simpático aqui, uma situação engraçada ali, uma piada bem colocada acolá e o filme logra alguns momentos de entretenimento sem compromisso. Nada muito além disso.
Mas maldade mesmo foi o que fizeram com Liza Minelli. A veterana atriz - mais torta e plastificada que a Ana Maria Braga - faz uma participação especial cantando e dançando. Ou melhor, tentando cantar e tentando dançar, num momento patético do filme. Alguém deveria ter tido o bom senso de eliminar a cena, para pelo menos preservar o ícone que Liza foi.
O ser humano é um insatisfeito por natureza. Quando está só, reclama da solidão. Quanto está acompanhado, reclama da falta de liberdade. Esta constante inquietação vem do desejo de ter aquilo que não se tem, outra característica essencialmente humana. Mas, afinal de contas, qual é então a saída? Sex and the City 2 não traz a resposta, ... Leia mais O ser humano é um insatisfeito por natureza. Quando está só, reclama da solidão. Quanto está acompanhado, reclama da falta de liberdade. Esta constante inquietação vem do desejo de ter aquilo que não se tem, outra característica essencialmente humana. Mas, afinal de contas, qual é então a saída? Sex and the City 2 não traz a resposta, mas apresenta algumas vertentes desta difícil arte de se relacionar com o outro.
Dois anos se passaram desde o filme original. Carrie (Sarah Jessica Parker) está casada com Mr. Big e começa a enfrentar a rotina. Eles já não saem como antes, não se divertem tanto assim, ficam mais tempo em casa, a TV se torna uma perigosa adversária. "Você podia me paquerar um pouco mais", ela reclama. Ao mesmo tempo em que não gosta da situação atual, há o medo da perda do que já foi conquistado. Há também a saudade do passado, como se aquela fosse uma época mais feliz. A soma destes fatores gera insegurança, tristeza, dúvidas... resumindo, crise.
Crise também é o que enfrenta Samantha (Kim Cattrall), mas de ordem pessoal. Devota fiel do sexo, ela enfrenta a inevitável questão da idade. Já Charlotte (Kristin Davis) tem uma dupla questão a resolver: o surto da função de mãe, pelo desgaste contínuo, e a desconfiança em relação ao casamento. A ameaça vem de casa, da prestativa e siliconada babá, que teima em não usar sutiã. Encerrando o quarteto, Miranda (Cynthia Nixon) enfrenta um problema menor diante do panorama geral: a falta de tempo para se dedicar à família, devido ao trabalho. Algo que nem é muito desenvolvido no filme, com uma resolução rápida.
Ao analisar as quatro protagonistas, pode-se imaginar que Sex and the City 2 seja um filme sobre crises. Errado! Trata-se de um relato sobre a vida, as consequências trazidas pelas decisões tomadas e a verdade inevitável de que o tempo passa e as pessoas mudam. Para melhor ou para pior, não importa. Cada fase da vida tem suas particularidades, que precisam ser compreendidas para que seja plenamente saboreada.
É o que acontece com cada uma das personagens, em especial Carrie. Claro que tudo apresentado com bom humor, explorando o mundo fashion ao qual as quatro amigas pertencem. Há uma vastidão de marcas e acessórios desfilando em cena, fazendo a alegria dos que se interessam por moda. Mas, ao contrário do que ocorre em Sex and the City, não há um clima excessivo de futilidade. Ele é diluído ao longo de toda a trama, de forma a não sobrecarregar o espectador.
Outros truques usados pelo roteiro são o uso de Abu Ghraib como cartão postal, explorando o exotismo de uma cultura pouco conhecida pelo mundo ocidental, e o linguajar de Samantha. Sempre dúbio e recheado de pérolas sacanas, muitas vezes amenizadas pela tradução brasileira, eles divertem. Destaque também para a abertura, quando é apresentada a versão anos 80 das protagonistas, e a participação especial de Liza Minelli. Hilário!
Sex and the City 2 é um filme sobre relacionamentos. Apresentados sob a ótica feminina, é claro, o que não o torna um filme exclusivo para mulheres. É um filme, acima de tudo, sobre crescer. Crescer lidando com o passado, crescer ao confrontar as tentações do cotidiano, crescer ao enfrentar o medo. Crescer aprendendo que cada momento da vida é único e que reclamar do que se teve ou pode ter é apenas o melhor meio de não aproveitar o que tem. Como o próprio filme diz, "há uma vastidão de cores e opções a serem exploradas no relacionamento". Apenas é necessário saber encontrar aquela que melhor agrada. A cada um de nós.
O que Você espera ao entrar na sala escura para assistir Sex and the City 2? Uma trama mirabolante que vai mexer com seus neurônios a ponto de fundir sua cuca? Nada disso, é claro. Então seja bem vindo ao mundinho das moças (?) que conquistaram o mundo através do seriado televisivo e, mais recentemente, do cinema.
Embora muitas brasileiras ... Leia mais O que Você espera ao entrar na sala escura para assistir Sex and the City 2? Uma trama mirabolante que vai mexer com seus neurônios a ponto de fundir sua cuca? Nada disso, é claro. Então seja bem vindo ao mundinho das moças (?) que conquistaram o mundo através do seriado televisivo e, mais recentemente, do cinema.
Embora muitas brasileiras possam adorar os modelitos exibidos (não sei se usariam aqui), o que se vê é aquele festival de roupas e acessórios se repetindo com maestria. O merchandising é tanto que chega a ser ofensivo, sobrando nomes como Dior, Valentino, Louis Vitton, Bulgari, Rolex, os carros Mercedes e Maybach, IPhone etc.
Agora, não pense que o filme é ruim porque não é. Dentro da proposta de entreter os fãs (os não fãs também), ele pode até ser longo (pretinho básico), mas consegue segurar a peteca melhor até que o primeiro, mais arrastado.
Com uma abertura onde tudo brilha, desde as marcas dos estúdios até os nomes do elenco, a história começa com a narração básica de Carrie (Sarah Jessica Parker), revelando como tudo começou entre elas. É rápido, mas diverte.
Tendo como ponto de partida um casamento gay, a traição é o assunto principal da trama, mas ele é abafado pelo humor das cenas seguintes que tem até Liza Minelli como ela mesma, cantando e dançando "Single Ladies", o mega sucesso de Beyoncé Knowles.
Mas o tema retorna acompanhado dos questionamentos habituais dos relacionamentos como a rotina do casamento, a "presença" da televisão, a tarefa de ser mãe, o trabalhar demais e os problemas hormonais. O roteiro está longe de ser um primor, mas conseguiu costurar bem estes assuntos entre as quatro personagens e os respectivos coadjuvantes.
Desta vez, como pano de fundo, Carrie, Charlotte York (Kristin Davis), Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) e Samantha Jones (Kim Cattrall) encaram uma viagem para Abu Dhabi, onde irão conhecer o luxo dos sheiks em contraponto com as regras conservadoras, um prato cheio para cenas previsíveis, mas bem tocadas pelo diretor e roteirista Michael Patrick King, o mesmo do original.
E é Samantha/Cattrall, claro, quem protagoniza, de novo, as cenas mais picantes e escancaradas, assim como os diálogos cheios de duplos e triplos sentidos. O humor é raso, mas está dentro do prazo de validade. Entre as curiosidades, uma super propaganda da atriz Suzanne Somers, autora de livro, entre outras atividades, e também para a cantora Paula Abdul que "ganha um personagem" engraçado.
Ah! Tem também uma bandeira do Brasil fazendo ponta com a inscrição "I Love São Paulo" (perto do final quando Charlotte compra camisetas). As estrelas Miley Cyrus e Penélope Cruz também fazem pontas. A trilha sonora é coerente com o que se vê na tela e resgata, de 1986, "True Colors" na voz de Cindy Lauper.
Sex and the City 2 brinca com o cinema ao inserir na trama, novamente, o galã fajuto lançado por Samantha. Porém, mais do que isso, usa um clássico P&B (Aconteceu Naquela Noite) como referência para ilustrar o conflito psicológico de Carrie que pensava viver em preto e branco, mas descobre as cores da vida. E assim, um filme que fala sobre o compromisso é uma boa diversão descompromissada.

"Bom"
"Achei ele meio bobinho mas tem boas pegadas de humor. Não é lá um grande filme mas é divertido."


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Sex and the City 2
"Excelente"
"Amei...filme fofo!"