Adaptação da HQ de Warren Ellis e Cully Hamner, o filme acompanha veteranos da CIA que deixam a aposentadoria quando, de uma hora para outra, viram alvo da nova geração.
Hoje em dia, a imagem do aposentado é muito diferente da que se tinha em outras gerações. Com os avanços na área da saúde, as pessoas conseguem parar de trabalhar quand ... Leia mais Adaptação da HQ de Warren Ellis e Cully Hamner, o filme acompanha veteranos da CIA que deixam a aposentadoria quando, de uma hora para outra, viram alvo da nova geração.
Hoje em dia, a imagem do aposentado é muito diferente da que se tinha em outras gerações. Com os avanços na área da saúde, as pessoas conseguem parar de trabalhar quando ainda têm muita energia para gastar.
“RED – Aposentados e Perigosos” traz personagens que passam por essa situação. Só que eles eram espiões e a rotina da aposentadoria não traz o mesmo entusiasmo que suas carreiras.
A vontade por dias mais agitados é usada para algumas piadas dessa comédia de ação. Outra fonte de humor está em personagens memoráveis, especialmente o paranoico Marvin, interpretado por John Malkovich (“Queime Depois de Ler”).
“RED” é a adaptação cinematográfica de uma HQ e o filme traz uma proposta visual que não nega as origens do roteiro. Os enquadramentos um pouco ousados formam imagens que parecem tiradas das páginas de uma graphic novel. Nesse aspecto, muitas vezes a montagem colabora para a criação de fusões com imagens semelhantes.
Há ainda vinhetas para ilustrar quando os personagens mudam de cidade. Uma espécie de cartão postal animado aparece na tela para introduzir a nova locação. Na maioria das vezes, tais inserções são engraçadas.
As brincadeiras com imagens, o bom-humor das piadas e a violência bem diluída permitem que o filme seja apresentado para plateias mais jovens. Com um elenco de primeira linha, “RED” é uma ótima opção de divertimento.
Você já deve ter lido neste site a crítica feita sobre “RED” (retired extremely dangerous – aposentados extremamente perigosos, em português). Para quem não a leu, esse filme é sobre um ex-agente da CIA aposentado Frank Moses (Bruce Willis) que paquerava a funcionária da previdência. Mas a CIA começou a persegui-lo e, para desvendar ... Leia mais Você já deve ter lido neste site a crítica feita sobre “RED” (retired extremely dangerous – aposentados extremamente perigosos, em português). Para quem não a leu, esse filme é sobre um ex-agente da CIA aposentado Frank Moses (Bruce Willis) que paquerava a funcionária da previdência. Mas a CIA começou a persegui-lo e, para desvendar o motivo, ele reencontra seus antigos companheiros de trabalho: Joe (Morgan Freeman), Marvin (John Malkovich), Victoria (Helen Mirren) e seu velho inimigo Ivan (Brian Cox). A história é baseada na HQ da DC Comics escrita por Warren Ellis e desenhada por Cully Hammer.
Confesso que eu não esperava muito do filme, apesar de saber que Morgan Freeman e John Malkovich transformam qualquer filminho em, no mínimo, algo bom. Enfim, não sou crítica de cinema…
Enquanto degustava a minha pipoca e bebericava meu refrigerante, Joe (Morgan Freeman) disse que nunca imaginava que “isso” poderia acontecer com ele: ficar velho. Não teve como não parar para filosofar!
Quando meu pai fez 40 anos (na época, eu tinha 17), ele disse que só percebia que estava envelhecendo quando se olhava no espelho. Falou que a “voz” que existia dentro dele aos 18 anos era a mesma que ele escutava aos 40. No auge da minha sabedoria (aos 17 anos, eu me levava muito a sério), cheguei à conclusão que eu tinha um pai imaturo, com síndrome de Peter Pan. Hoje, eu vejo que não é bem assim.
Há algumas semanas, um colega postou no facebook: “Woody Allen – sobre envelhecer! ‘Acho que é um mau negócio’, disse. ‘Você não fica mais esperto, não fica mais sábio, não fica mais doce ou mais amável. Nada acontece de fato. Suas costas doem mais, você tem mais indigestão, sua visão não é boa, você precisa de ajuda para escutar. É um mau negócio ficar velho e eu aconselharia vocês a não fazerem isso.’”
Quando li esse post, lembrei de uma frase de minha avó Zuzu: “Quem não envelhece, morre cedo”. Aos 81 anos, no auge da sua sabedoria, vovó diz: “Se eu não cuidar de mim, quem é que vai cuidar?” Realmente, ninguém diz a idade que ela tem. Anda na praia e, quando chove, faz exercício subindo e descendo as escadarias do prédio umas três vezes (ela vai me esganar quando souber que estou contando isso).
A questão é que a vida não acaba quando você se aposenta. Independentemente qual seja a sua idade, aquela voz que estava dentro de você aos 18 anos terá uma sonoridade jovem mesmo que você já tenha 90 anos. A escolha é nossa. O problema que somos pressionados a parecermos sempre jovens, como se envelhecer fosse uma doença. Ora, o contrário disso não é a morte?
Por outro lado, envelhecer não é fácil. O Woody Allen está certo também. À medida que passa o tempo vamos perdendo as pessoas que amamos. Quando terminei a faculdade percebi que algumas pessoas foram se afastando por causa da mudança de nossas vidas. Estava reclamando disso para a minha avó (sim, a própria). Aí ela disse: você pode pegar um telefone e ligar para eles. E as minhas amigas que estão morrendo?
A nossa perspectiva também muda. O tempo (sempre ele) faz com que a gente veja as coisas que aconteceram com um outro olhar. Afinal, a nossa vida é definida pelas oportunidades que aproveitamos, como também aquelas que perdemos. Às vezes, lembrar dói. A grande sacada é saber envelhecer. Qual é a fórmula? Ainda não sei.
Talvez o ideal seria sermos como Benjamim Button*. Será que a vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18?
Red: Aposentados e Perigosos
"friamente calculado, comico, rapido, ingenioso, grande elenco, Jhon num papel muito loco mano, paranóico, Willis fazendo o que melhor sabe fazer, Freeman, com sua sabiduria sempre presente, gostei muito"