Predadores

Predadores
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Sinopse

O militar Royce (Adrien Brody) é um mercenário que, relutantemente, tem de liderar um grupo de elite em um planeta alienígena. Ao chegar ao local, ele descobre que todos os outros membros da equipe são mercenários ou ex-condenados e tudo não passa de uma grande caçada. Eles são os principais ... Leia mais 

O militar Royce (Adrien Brody) é um mercenário que, relutantemente, tem de liderar um grupo de elite em um planeta alienígena. Ao chegar ao local, ele descobre que todos os outros membros da equipe são mercenários ou ex-condenados e tudo não passa de uma grande caçada. Eles são os principais alvos e os Predadores irão caçá-los.

Dados técnicos

Gênero Ação, Aventura, Ficção Científica
Título Original Predators
Diretor Nimród Antal
Atores principais Adrien Brody, Alice Braga, Danny Trejo, Topher Grace
Ano de produção 2010
Duração 107 minutos.
Produtor Robert Rodriguez, Elizabeth Avellan, John Davis
Escritor Alex Litvak, Michael Finch
Música John Debney
País Estados Unidos da América
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.21
Avaliação média baseada em 589 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.00
Avaliação média baseada em 5 críticos
Última modificação la vieja (6 meses atrás)

Trailer

Imagens

Crítica especializada

Pipoca Combo - Julia Moura (Brasil)

4.00
Muito bom

Talvez uma das estreias mais obscuras neste ano de grandes bockbusters, o terceiro Predadores injeta vida nova na série ,enquanto faz uma homenagem ao filme de 1987 estrelado por Arnold Schwarzenegger. Com roteiro de Michael Flinch e Alex Litvak, o longa conta com a direção do desconhecido Nimrod Antal e foi cuidadosamente rodado no Troublemaker ... Leia mais Talvez uma das estreias mais obscuras neste ano de grandes bockbusters, o terceiro Predadores injeta vida nova na série ,enquanto faz uma homenagem ao filme de 1987 estrelado por Arnold Schwarzenegger. Com roteiro de Michael Flinch e Alex Litvak, o longa conta com a direção do desconhecido Nimrod Antal e foi cuidadosamente rodado no Troublemaker Studios de Robert Rodriguez que participa como produtor.

O longa nos mostra um grupo de humanos tentando sobreviver em uma reserva de caça alienígena. Logo na introdução, descobrimos que este não será o tipo de filme “passeio no bosque”, nem um mero episódio do telesseriado Survivor. Royce (Adrien Brody) recobre a consciência para descobrir que está em queda livre e que o seu para-quedas não abre. E ele “aterrissa” para descobrir que a sensação de estar seguro em terra firme, salvo, foi apenas uma impressão momentânea. As frequentes tomadas próximas ao solo da densa floresta tropical mantém a sensação de que algo perigoso está à espreita, que que cada passo pode ser o último.

Predadores é, ao mesmo tempo, um filme de ficção científica com alienígenas e um longa de ação. E esta mistura funciona muito bem, já que todos os elementos são colocados em doses exatas. Enquanto a poeira dos tiros e explosões baixa um pouco e um novo perigo não aparece, o público recupera o fôlego e tem a oportunidade de perceber o que está acontecendo em cena – momento raro entre os filmes de ação recentes, nos quais a adrenalina ininterrupta dá o tom da narrativa. Junto com a alternância entre ação e expectativa, os momentos em que os personagens especulam sobre o que está acontecendo, ou em que alguma informação conhecida anteriormente é revelada ao grupo, também vêm em ocasiões oportunas, deixando espaço para a história ser desvendada ao acompanhar os eventos que se desdobram, permitindo que a plateia se pergunte se os personagens estão dizendo a verdade uns aos outros.

Apesar do ritmo bem dosado, Predadores não é original, pois possui em si a falha comum dos dois gêneros que integra: uma vez iniciado, podemos prever a maior parte do que vai acontecer. O que explica o infalível atrativo dos estilos em questão é a criatividade dos idealizadores para que os eventos, mesmo que previsíveis, aconteçam sempre da melhor maneira possível – E os efeitos especiais dão o tempero final para a diversão.

Com isto, resta aos atores a responsabilidade de fazer deste um bom filme, já que todos os outros elementos necessários, ao menos, estão disponíveis. Felizmente o elenco sob a direção de Antal consegue o tom exato. A escolha para os papéis principais de rostos que não são figurões dos filmes de ação hollywoodianos foi acertada: Adrien Brody parece muito confortável em seu primeiro papel do gênero, e a brasileira Alice Braga tem a força necessária para realizar sua Isabelle com eficiência e segurança. Já Laurence Fishburne faz uma participação especial como um humano que conseguiu sobreviver à sua “estação de caça” e que agora sobrevive se escondendo. Mas apesar de Fishburne interpretar muito bem os efeitos de se passar tempo demais sozinho, o seu Noland lembra o Morpheus da trologia Matrix – provando que o ator continua pregado ao personagem, como o dito em tantas críticas ao seu trabalho após a série. Quanto aos coadjuvantes, alguns são mais bem explorados do que outros, mas estes também deixam a sua marca; a exemplo, o Hanzo de Louis Ozawa Changchien, a partir do momento em que ele consegue uma katana (o que seria de um membro da Yakuza sem sua espada oriental? Mas este enorme clichê leva a uma cena que tem sua beleza).

Talvez o grande mérito de Predadores seja que este é um filme de fã para fãs. Todos aqueles que forem ao cinema em busca de um reencontro com um dos vilões mais icônicos do cinema não irão se decepcionar. Os Predadores, com a camuflagem que o público conhece bem, são introduzidos no momento certo da narrativa e reaparecem ao longo do filme sem banalizar a sua presença tão impactante. Letais e sádicos como sempre, agora com um bonus: cada Predador tem uma identidade visual que permite ao público reconhecer cada um deles (sim, se você é fã já pode sorrir agora: são mais de um).

Mesmo com todas estas qualidades, Predadores não é um filme para qualquer público e nem pretende ser. Os que têm estômago fraco, podem pensar bem antes de assistir à caçada. Os que não pertencem a este grupo e estão à procura de ação, ficção e aliens, ao se acenderem as luzes no fim da projeção, além da sensação de ter experimentado uma excelente dose de entretenimento, você também vai estar se sentindo um pouco mais humano.

CineZen Cultural - André Azenha (Brasil)

3.00
Bom

E “Predadores” até começa bem. Com o personagem de Adrien Brody acordando em meio a uma queda aérea, tendo que abrir o pára-quedas e aterrissar no meio de uma selva misteriosa. Aos poucos, ele encontra outras pessoas na mesma situação, interpretadas por Alice Braga (“Ensaio Sobre a Cegueira”), Topher Grace (“Homem-Aranha 3”), Oleg ... Leia mais E “Predadores” até começa bem. Com o personagem de Adrien Brody acordando em meio a uma queda aérea, tendo que abrir o pára-quedas e aterrissar no meio de uma selva misteriosa. Aos poucos, ele encontra outras pessoas na mesma situação, interpretadas por Alice Braga (“Ensaio Sobre a Cegueira”), Topher Grace (“Homem-Aranha 3”), Oleg Taktarov (lutador de Ultimate Fighting russo que atuou em “Miame Vice”, “Bad Boys 2”, entre outros), Walton Goggins (“Milagre em Sta. Anna”), Louis Ozawa Changchien, Danny Trejo (“Machete”) e Mahershalalhashbaz Ali (série “4400”). Exceto o personagem de Grace, um médico, todos os outros são experientes em matar. Poderiam ser os predadores do título. Juntos, tentam desbravar o local e concluem que estão sendo caçados pelos nativos do planeta onde se encontram, que no passado caçaram humanos na Terra.

Quem acompanhou o mundo cinematográfico nos últimos anos, poderá comparar a trajetória de “Predadores”, desde o início de sua produção, a divulgação (que teve até vídeos com comentários do próprio Robert Rodriguez), e a expectativa gerada (muito mais na mídia especializada do que necessariamente no público), a “Superman Returns”, de Bryan Singer.
Tal qual o longa do herói da DC, “Predadores” tenta ressuscitar uma franquia moribunda, ignorando os dois últimos (e fracos) episódios, foi realizado por admiradores confessos dos primeiros filmes da franquia (Singer idolatra os dois primeiros “Superman”), chamou certa atenção no primeiro final de semana em cartaz e depois foi sendo esquecido… esquecido…

Não chega a ser ruim. O visual foi bem realizado, há certa tensão e cenas de luta competentes. Mas o elenco é irregular. Se Adrien Brody, que após seu Oscar de melhor ator por “O Pianista” se enveredou por filmes hollywoodianos, se sai bem como um sujeito dividido entre tentar a própria sorte individualmente e ajudar os outros humanos, a brasileira Alice Braga mantém a mesma expressão de enfezada o tempo inteiro, tentando soar uma nova Michelle Rodriguez (que tem feito vários papéis semelhantes, como em “Resident Evil”, “S.W.A.T.” e “Avatar”).

Porém, nenhum filme sobrevive sem um roteiro decente. E o de “Predadores”, escrito por quatro pessoas (!), possui vários defeitos. Os principais são a participação do personagem de Laurence Fishburne (o ator é bom, muito bom, diga-se), que não acrescenta absolutamente nada à história (dizem que o papel foi concebido para uma participação especial de Danny Glover, que ao menos serviria de homenagem), e, pior ainda, na demora para que alguém use a lama como defesa aos ataques dos alienígenas, sendo que logo no início da trama Alice Braga conta que, no passado, alguém fez uso da lama para confundir os censores das criaturas.

“Predadores”, como “Superman Returns”, é melhor que seus anteriores, mas é uma obra que não soma nada em relação aos originais. É veículo exclusivo para fãs. E mesmo assim há dúvidas. A diferença é que, enquanto o Superman terá um recomeço de verdade nos cinemas, em 2012, Robert Rodriguez já planeja “Predadores 2”. Dispensável.

Omelete.com - Marcelo Hessel (Brasil)

3.00
Bom

Às vezes parece que as pessoas que mandam em Hollywood não têm, entre seus hobbies, o de ver filmes. Dá pra dizer muitas coisas sobre Robert Rodriguez, mas de filmes ele certamente gosta, como Predadores (Predators, 2010) comprova.

Da premissa à ambientação, tudo no filme produzido por Rodriguez e dirigido por Nimród Antal (Assalto ao Ca ... Leia mais Às vezes parece que as pessoas que mandam em Hollywood não têm, entre seus hobbies, o de ver filmes. Dá pra dizer muitas coisas sobre Robert Rodriguez, mas de filmes ele certamente gosta, como Predadores (Predators, 2010) comprova.

Da premissa à ambientação, tudo no filme produzido por Rodriguez e dirigido por Nimród Antal (Assalto ao Carro Blindado, Temos Vagas) evoca o filme de John McTiernan que deu origem à franquia Predador. A sorte de Rodriguez é que - ao contrário de Bryan Singer, que escolheu homenagear com Superman - O Retorno um filme que não combina com o niilismo de hoje - tudo no Predador de 1987 continua vigente.

A selva seria a mesma, não tivesse mudado de planeta. Na trama, um bando de mercenários é capturado e levado a um planeta para servir de caça. O filme de Antal faz referência ao original pelo menos duas vezes. Uma, irônica, quando as armadilhas feitas por um humano para pegar o alienígena não funcionam. A outra, funcional, para ajudar Adrien Brody, Alice Braga e companhia a entender quem os está caçando.

A repetição de situações do filme de 1987 é tamanha que não convém detalhar aqui, para não estragar o clímax do filme. O que vale dizer é que Rodriguez não apenas assistiu bastante a Predador como conhece também o cinema de ação dos anos 80. Ele e Antal pegam o que melhor funciona nessas tramas de horror de sobrevivência e replicam - é o feijão com arroz que Hollywood inexplicavelmente esquece por vezes.

A trilha sonora - com flauta, trombone e harpa, à moda antiga - ajuda a armar no começo um cenário sem pressa, afinal há muitos coadjuvantes a personalizar, e supre a carência de ação. A veia de catarse trash de Rodriguez tenta saltar às vezes (contra-plongée na cara de Danny Trejo dizendo "This is hell") mas se controla. Novamente, como no filme de 1987, é mais importante sinalizar a presença do predador (o rosnado, a mira laser tripla, o modo furtivo invisível, a visão de calor) do que colocar logo de cara as duas raças pra brigar.

As outras criaturas que Antal e Rodriguez desenvolveram para o filme têm participação tímida, em comparação com a glória de design pulp que é o predador. É preciso muito esforço mesmo para errar com ele. Aliás, a veneração ao design do bicho fica latente na primeira cena em que o predador aparece de corpo inteiro - imóvel, acorrentado, para que possamos reconhecer suas escamas, suas pinças, em detalhes. Nesse momento a homenagem se consuma.

De resto, o produtor inova, de fato, na escolha de Adrien Brody para ser o Schwarzenegger da vez. Evidentemente, há pelo menos 40 quilos de músculos e um Atlântico de sotaques separando os dois atores. E é esse ruído na nossa expectativa que torna Predadores diferente não só do original como de outros filmes do gênero - mas não muito.

No fundo é uma grande trapaça. O personagem de Brody é, em tudo, muito previsível: encaixa-se no arquétipo do anti-herói que não escolheu ser o líder, vira o rosto na hora certa para soltar suas frases de efeito, respira ofegante no momento decisivo. Só que Adrien Brody tem uma presença de cena tão ímpar, com seu biotipo franzino, que Predadores fica parecendo algo muito novidadeiro.

Obviamente, não é uma novidade. Rodriguez conseguiu convencer a 20th Century Fox a bancar a produção nos seus termos - Predadores foi rodado no quintal do cineasta, no Texas, bem longe dos engravatados - e recolocou a franquia no eixo. É uma vitória, sem dúvida, depois do pastiche dos dois AvPs, mas daqui a uns anos a memória do Predador-2010 tende a perder força diante do icônico Predador-1987.

Cine Players - S. Pilau (Brasil)

3.00
Bom

Desde que surgiu para o cinema, em 1987, sempre achei interessante a mitologia das criaturas que vieram a ser conhecidas como Predadores. Há um grande potencial a ser explorado na história de uma espécie que viaja pelo universo buscando aperfeiçoar o seu instinto de caçador. Infelizmente, este potencial nunca foi bem aproveitado nos quatro fil ... Leia mais Desde que surgiu para o cinema, em 1987, sempre achei interessante a mitologia das criaturas que vieram a ser conhecidas como Predadores. Há um grande potencial a ser explorado na história de uma espécie que viaja pelo universo buscando aperfeiçoar o seu instinto de caçador. Infelizmente, este potencial nunca foi bem aproveitado nos quatro filmes estrelado pelos alienígenas de tranças: o original, O Predador, ainda que um bom filme de ação, pouco tratou sobre quem era o Predador, enquanto a continuação e as duas produções contra os Aliens até trouxeram relances sobre esta mitologia, mas eram obras de qualidade, no mínimo, duvidosa.

Pois mudar este fato parece ter sido a intenção de Robert Rodriguez ao produzir Predadores, o novo filme sobre as criaturas. Desta vez, não são eles que chegam à Terra, mas os terráqueos que são levados a um planeta estranho para serem caçados. O grupo de humanos, formado por assassinos, mercenários e militares, acorda numa selva sem saber como chegou lá. Aos poucos, eles começam a ser atacados por animais estranhos e descobrem que não estão mais na Terra. Não demora muito para perceberem que foram escolhidos a dedo para se tornarem a caça de uma espécie de guerreiros alienígenas e, por isso, devem encontrar uma forma de combater os Predadores antes que se tornem vítimas fatais.

Não deixa de ser boa a ideia de situar os acontecimentos do filme em outro planeta. É uma forma de dar um novo ânimo e um sopro de originalidade à franquia, que já se tornava repetitiva. Ao criarem esta situação, os roteiristas Alex Litvak e Michael Finch podem, pela primeira vez, construir uma obra inteira sobre a mitologia dos Predadores, uma vez que os personagens se veem presos em um ambiente escolhido pelos caçadores. Infelizmente, o roteiro não consegue se beneficiar desta ideia para acrescentar algo novo ao que a plateia já conhece a respeito das criaturas, preferindo seguir uma estrutura óbvia e apoiada em lugares-comuns. Predadores é um filme de ação comum e genérico.

E isto é uma surpresa considerando o fato de que o diretor Nimród Antal havia chamado a atenção exatamente por conseguir fugir dos clichês em seu primeiro filme norte-americano, o suspense Temos Vagas. Se naquele trabalho o cineasta habilmente contornava possíveis armadilhas, aqui ele cai nelas como se fosse uma vítima das criaturas que estrelam o filme. Predadores usa e abusa de situações batidas: dos personagens estereotipados, passando pelas cenas de susto com a trilha sonora alta e chegando aos momentos em que os heróis são salvos na última hora, Antal não consegue exibir aqui a abordagem original que primeiramente o colocou sob os holofotes.

No entanto, ainda que não passe de um produto sem personalidade, Predadores acerta em alguns aspectos. Em certos instantes, o cineasta exibe um bom olhar para a composição de planos, sendo o mais destacado aquele após a luta entre um predador e o japonês, na qual Antal filma a cena de cima, com o vento mexendo as folhagens. Outra boa escolha é começar o filme sem qualquer perda de tempo: a primeira cena já traz o personagem de Adrien Brody caindo no planeta. Com isso, Antal deixa claro desde o início que a história não é o mais importante e que o espectador está diante de um filme sem maiores pretensões, com o único objetivo de oferecer uma aventura movimentada.

Neste sentido, o diretor também é feliz ao escalar atores de talento para os papéis principais. É graças a eles que os personagens se tornam minimamente interessantes, o que certamente não aconteceria caso Antal fosse pelo caminho mais óbvio do gênero de optar por atores musculosos e sem muita expressão. Assim, Adrien Brody, mesmo sendo um improvável herói de ação, demonstra a sua versatilidade surgindo à vontade no papel de Royce e conseguindo carregar bem o filme. Da mesma forma, Alice Braga comprova seu carisma natural e talento ao contornar o pouco material oferecido para a construção de personagens e fazer de Isabelle a única pessoa do grupo com alguma complexidade (mais uma demonstração de que a atriz brasileira tem muito a crescer no cinema norte-americano).

Já o restante do elenco, também por não ter o mesmo tempo de tela de Brody e Braga, pouco consegue fazer com seus papéis. Antal comete a blasfêmia de descartar o ícone do cool Danny Trejo logo do início da produção, enquanto Topher Grace, o outro nome mais conhecido do grupo, é prejudicado pela péssima reviravolta do roteiro em relação ao seu personagem. Situação semelhante ocorre com Laurence Fishburne, com uma aparição que em nada ajuda o filme: além de quebrar de forma gigantesca o ritmo que vinha sendo desenvolvido até então, seu personagem é escrito de forma desleixada, inclusive tomando atitudes sem qualquer lógica.

Mesmo que seja pouco ambicioso e não procure criar qualquer espécie de significado, Predadores ainda consegue ficar abaixo da média. As criaturas demoram a aparecer e os personagens não possuem a presença de um Dutch (papel de Arnod Schwarzenegger no filme original), por exemplo. Mais uma vez, os predadores sofrem com a baixa qualidade narrativa dos filmes que estrelam. Talvez seja hora de deixá-los de lado.

Cineclick - Vanessa Ribeiro (Brasil)

2.00
Regular

O que dizer de um filme, sem boas sequências, se reinventar? Se você acha bom, que ótimo, mas, no meu caso, bato palmas para a pretensão de Robert Rodriguez de querer sustentar mais um capítulo de uma história que deveria ter parado no primeiro filme. A coragem de confrontar os fãs de O Predador é digna de atenção.

Não achei que foi d ... Leia mais O que dizer de um filme, sem boas sequências, se reinventar? Se você acha bom, que ótimo, mas, no meu caso, bato palmas para a pretensão de Robert Rodriguez de querer sustentar mais um capítulo de uma história que deveria ter parado no primeiro filme. A coragem de confrontar os fãs de O Predador é digna de atenção.

Não achei que foi dessa vez que alguém fez algo significativo em relação a essa história. Tudo bem que Rodriguez pode ter pensado em prestar uma homenagem à produção que tanto admirava, mas esse revival não foi tão bem planejado.

Predadores é um joguete na mão do espectador que, no susto, vê mercenários caírem do céu, numa terra nada prometida. A história é simples e com enredo linear. Aquele começo, meio e fim que um filme de ação e suspense estão longe de dispensar, porque funcionam muito bem. Porém, mesmo seguindo essa fórmula, o longa se perde por conta do roteiro mal montado. Parece que tudo ali não precisa de uma explicação. Para quem conhece O Predador (1987), de John McTiernan, fica até fácil engolir e digerir a nova produção. É o suficiente. Mas, para quem não conhece a história inicial, entender qual o objetivo dos personagens é um obstáculo, pois nada remete a nada.

Oito dos maiores assassinos da Terra são deixados à própria sorte em um planeta desconhecido que, à primeira vista, é coberto por uma densa floresta tropical - cenário clássico, assim como no primeiro filme. O que podemos entender é que esse é o lugar no qual os predadores usam como terreno de caça e jogam com os seus “brinquedinhos”. Mas o porquê daquelas pessoas estarem ali é outro mistério. O diferencial é que na produção de Rodriguez os personagens são “sortidos”, porque antes só militares eram escalados para as missões. Neste filme, há presidiários, um integrante da Yakuza, militares, um médico...

Vemos no elenco Adrien Brody, Alice Braga e Danny Trejo como os grandes destaques. Mas nem sempre o fato de se ter atores de renome em um projeto é sinal de bom resultado, pois, quando vejo um filme, a primeira coisa que eu quero é criar uma empatia com o personagem, pois é por meio dele que vinculamos uma conexão entre realidade e ficção. Senti falta disso em Predadores.

Quando Arnold Schwarzenegger e Carl Weathers caçavam os alienígenas no primeiro filme, mesmo com as falas curtas, porém incisivas, você conseguia sentir um apego pelo herói que cada um representava. O monstro tinha de ser destruído e eu torcia muito por isso. Mas parece que não só na obra de Robert Rodriguez, mas também como nas últimas filmagens feitas sobre o bicho-papão de dreads, a vontade se torna contrária. Neste caso, acho o inimigo tão gente boa que rezo para que ele destrua todos os humanos que encontrar.

Em Predadores, infelizmente, não dá para gostar de nenhum personagem. Quando Adrien Brody abre a boca e usa um tom de voz parecido com o do Clint Eastwood, dou risada. O ator é bom, mas não me convenceu bancando o bad boy e “pagando” tanquinho. Daí, dou pontos para Alice Braga que parece carregar o elenco nas costas como a chefona da turma. Danny Trejo, com aquele peculiar “tipão” mal-encarado, não mata nem mosca. Laurence Fishburne também surge na trama, mas apagado e com pinta de maluco. O resto dos atores faz o que todos os outros fazem: salvam suas peles.

A música que envolve as cenas é o que transmite a tensão do filme e os pontos mais intensos da história são salvos graças à trilha instrumental assinada por John Debney. Mais uma vez traçando uma comparação, nos anos 80, o pano de fundo dos longas era o rock and roll; o que não caberia em Predadores, pois o tom formal entre os personagens só abre brecha para uma orquestra sombria.

Nem tudo está perdido. Os fãs poderão, em certas partes do filme, perceber várias menções a O Predador que os roteiristas Alex Litvak e Michael Finch incluíram no longa. Além disso, a direção de arte também teve o cuidado de não modificar o monstro para que sua originalidade não fosse perdida, embora novas raças de predadores, mais sádicas e destrutivas, possam ser conhecidas.

Sob essa perspectiva, passa pela minha cabeça que a produção de Robert Rodriguez pode até virar um hit cinematográfico para os amantes de seus trabalhos, mas continuo com o pensamento de que essa reciclagem constante e desnecessária de clássicos encalha nas locadoras. Talvez, por isso, seja melhor manter as boas lembranças de sucessos antigos onde sempre deveriam estar: no passado.

Comentários

Pedro.Bondezan comentou:

Predadores

"muito bom
melhor nao há"

6 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Alejandro.Rincon.Arias comentou:

Predadores

4.000
"Muito bom"

"Uma especie de Lost com predadores para falar a verdade, otimos efeitos especiais, a história super bem aproveitada, não ficou cansativa, um elenco muito bem arrumado e pensado, o final mesmo que para alguns deixe a desejar mais é o mais plausível do filme. e Alice, está linda, linda, linda. Já o heroi é diferente de muitos Adrien faz de cowboy solitario. "

7 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
marcio de almeida comentou:

Predadores

"um filme com uma ação totalmemte boa , adorei tudo no filme..."

11 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
karlosete avaliou:

Bom

o filme em si é bom, mas o final deixou a desejar.

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Alejandro.Rincon.Arias achei plausível, como iam sair, pegar a nave e dirigir!!!
7 meses atrás
Média da avaliação

Média da avaliação: 30
Bom
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.21
Avaliação média
baseada em 589 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.00
Avaliação média
baseada em 5 críticos

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