Planeta 51

Planeta 51
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Sinopse

Em um planeta distante, simpáticas criaturas verdes vivem com costumes parecidos com os da Terra, mas como se estivem nos anos 50, no auge do pânico de uma invasão alienígena. Essa histeria é intensificada, quando eles recebem a visita de um astronauta americano.

Dados técnicos

Gênero Animação, Comédia, Ficção Científica
Título Original Planet 51
Diretor Jorge Blanco, Javier Abad
Atores principais Dwayne Johnson, Gary Oldman, Justin Long, Jessica Biel, John Cleese
Ano de produção 2009
Duração 91 minutos.
Classificação do CAEC PG - Não Recomendado para menores de 10 anos.
Produtor Ignacio Perez Dolset
Escritor Joe Stillman
Música James Seymour Brett
País Espanha · Espanha Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.13
Avaliação média baseada em 573 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.00
Avaliação média baseada em 7 críticos
Última modificação jev233 (4 meses atrás)

Trailer

Imagens

Crítica especializada

Pipoca Combo - C. Ferreira (Brasil)

3.00
Bom

Desde que a humanidade é humanidade, o universo exerce fascínio sobre os humanos. Um exemplo disso é a diversidade da produção cinematográfica que leva em consideração viagem a outros planetas e contatos com seres desses corpos celestes. A hipótese de vida semelhante a humana em outros planetas vão de demonstrações sarcásticas como ... Leia mais Desde que a humanidade é humanidade, o universo exerce fascínio sobre os humanos. Um exemplo disso é a diversidade da produção cinematográfica que leva em consideração viagem a outros planetas e contatos com seres desses corpos celestes. A hipótese de vida semelhante a humana em outros planetas vão de demonstrações sarcásticas como em Marte Ataca (Tim Burton), a singelas, como em ET: O Extraterrestre (Steven Spilberg). No dia 27 deste mês, chega aos cinemas mais uma dessas demonstrações, agora em animação: Planeta 51.

A produção, que é uma parceria entre os Estados Unidos e a Espanha, com duração de 91 minutos e dirigida por Jorge Blanco e roteiro de Joe Stillman, tem como mote principal a inversão dos papéis, colocando os humanos como alienígenas. O Capitão Chuck é o descobridor do Planeta 51. Ao chegar lá ele descobre que o local é civilizado por criaturas que seriam humanas, não fosse a falta de nariz e a pele verde.

O estilo desses seres assemelha-se ao dos humanos. O local lembra qualquer cidade pequena dos Estados Unidos na década de 1950. A chegada do capitão Chuck (a voz de Dwayne Jonhson) demonstra todos os problemas que um contato desse causaria. No entanto, o que diverte é que os produtores do filme tentam contar a história a partir do ponto de vista dos alienígenas. A partir daí, uma sucessão de confusões acontece, e o capitão terá que ser salvo pelo Lem (dublado por Justin Longon), que acaba de conseguir o emprego como gerente júnior do planetário.

Além deles, o “elenco” é composto pelo Skiif (dublado por Sean Willian Scott), que é amigo de Lem e trabalha na loja de gibis local e é viciado na temática alien. Neera (na voz de Jessica Biel), por quem Lem nutre uma paixão e que terá de disputar a atenção com Glar (Alan Mariott), ativista e meio hippie. A história conta ainda com a participação de Eckle (Freddie Benedict), irmão de Neera. A “trupe” é fechada pelo robô Roover, que, embora seja uma sonda, comporta-se mais como um cachorro e, inclusive, tem sentimentos. Caberá ao General Graw (a voz de Gary Oldman) resolver os problemas causados com a chegada de terráqueos.

A trama é divertida, mas o diretor nos apresenta aliens com conhecimentos mais limitados do que os nossos e que imaginam que a extensão do universo não supera a medida de 800 quilômetros. Também há espaço para discutir toda a questão do preconceito e como ela nos faz sair por aí propagando uma série de inverdades: no filme, o ser humano teria a capacidade de ler pensamentos e transformar os habitantes do Planeta 51 em zumbis.

Embora o objetivo seja contar tudo do ponto de vista alien, não se vai muito longe, porque o que percebemos é uma transposição do olhar terráqueo, americano para aquele lugar idealizado. Mas isso não é suficiente para tirar o brilho da animação, que também diverte, entretém e garante bons momentos.

Como não poderia ser diferente, o filme é carregado de referências e no distante Planeta 51, há espaço até para a região 9, o que poderia equivaler a famosa área 51, que leva até a um trocadilho com o título do filme em português (os fãs de sci-fi vão entender). A sequência em que o local é apresentado é bastante divertida.

Planeta 51 poderá ser um sucesso. Mas está longe de ser aquele grande filme de animação. Mas, se você leitor está em busca de um bom divertimento e de ter uma hora e meia de leveza e diversão, não pode deixar de assistir.

por Cássia Ferreira

Cine Players - S. Pilau (Brasil)

2.00
Regular

A boa premissa não é aproveitada, resultando em um filme fraco que acaba limitado às crianças.

Certamente você já viu esse filme antes. Em alguma cidade pacata do interior, jovens e adultos tocam as suas vidas tentando superar as preocupações diárias, como a carreira e o amor. Certo dia, sem qualquer aviso, chega à comunidade uma nave ... Leia mais A boa premissa não é aproveitada, resultando em um filme fraco que acaba limitado às crianças.

Certamente você já viu esse filme antes. Em alguma cidade pacata do interior, jovens e adultos tocam as suas vidas tentando superar as preocupações diárias, como a carreira e o amor. Certo dia, sem qualquer aviso, chega à comunidade uma nave espacial, da qual desce um ser alienígena. Prontamente, o exército, provindo de uma base secreta responsável por manter o público alheio à existência de vida em outros planetas, cerca o veículo, enquanto inicia uma caçada para encontrar o alienígena. A criatura acaba por estabelecer amizade com os nativos, que o ajudam a voltar para casa.

Essa é a trama de Planeta 51, a mais recente animação a chegar aos cinemas brasileiros. No entanto, o enredo – a princípio, nada original – apresenta uma reviravolta interessante em sua premissa: o alienígena, na verdade, é um humano, que chega a um planeta que julgava estar desabitado. Algo como um E.T. - O Extra-Terrestre ao contrário, no qual a criatura acuada, na verdade, faz parte de nossa espécie e o menino Elliot assume a forma de um jovem verde, sem nariz e que não tem o costume de usar calças.

Não deixa de ser uma abordagem original. A trama criada por Joe Stillman acerta no início ao inverter as expectativas da plateia. Trata-se, de certa forma, de mais um filme situado nos anos 50 sobre uma invasão alienígena, com a única diferença de que, agora, a lógica é inversa. Pode-se vislumbrar as possibilidades criativas de tal ponto de partida, o que realmente poderia fazer de Planeta 51 uma história curiosa e certamente divertida. Não é o que acontece. Infelizmente, tanto o roteiro de Stillman quanto o trabalho de direção de Jorge Blanco são nulos de inspiração e tomados de preguiça, fazendo do filme uma obra totalmente enfadonha – ao menos para os adultos.

Na verdade, Planeta 51 seria mais bem recebido alguns anos atrás, quando animações de qualidade não surgiam com tanta frequência. Hoje em dia, porém, principalmente com o advento da Pixar, o gênero alcançou um status realmente artístico, conseguindo superar a limitação de falar unicamente ao público infantil para encantar da mesma forma – ou até mais – gente grande de todas as idades. Por isso, Planeta 51 não deixa de ser um retrocesso. Em uma época na qual as animações se tornaram obras de real valor cinematográfico, o filme volta no tempo, deixando de lado a qualidade narrativa para se preocupar unicamente em encher os olhos das crianças com um espetáculo visual.

E os pequenos, certamente, irão gostar do que Planeta 51 tem a oferecer. É uma produção esteticamente competente (ainda que nada além disso), com diversas cenas movimentadas, muito colorido e, claro, bonecos alienígenas. Porém, é só. A construção de qualquer conflito dramático é nula, tanto no que diz respeito aos personagens quanto no que concerne o desenvolvimento do relacionamento entre eles. Não há, por exemplo, qualquer espécie de base para a aproximação entre Chuck e Lem, o que faz com que a amizade entre os dois jamais convença a plateia. Tudo ocorre de forma rápida, abrupta e sem maiores explicações.

Com isso, do lado de cá, a plateia jamais consegue estabelecer uma identificação com os personagens. Nem Lem, nem Chuck, nem Nyra, nenhuma das criaturas vistas em tela desperta o mínimo interesse, fazendo com que a aventura que eles vivem se torne emocionalmente nula para o público, que assiste o que acontece, mas jamais se importa com aquilo. Difícil se empolgar com as cenas de ação quando se é indiferente ao destino daqueles personagens. Essa, uma lição tão básica para qualquer filme, parece ser completamente esquecida pelo diretor Blanco e pelo roteirista Stillman.

Da mesma forma, o roteiro ainda demonstra preguiça criativa ao não buscar novas ideias que poderiam ter gerado mais interesse dentro do universo criado. Fica até difícil de entender como Joe Stillman pode ser a mesma mente criativa por trás de Shrek, uma produção irreverente e repleta de sacadas originais. Em Planeta 51, o roteirista se limita a recriar uma pacata cidade dos anos 50, ao invés de explorar as possibilidades de que isso acontecesse em outro planeta. Ou seja, tudo o que os personagens do filme fazem é repetir o que a plateia está acostumada a ver em produções passadas na época, sem qualquer personalidade. O fato de ser uma espécie alienígena não faz a menor diferença.

Esta letargia vale também para outros aspectos de Planeta 51, dos quais o mais importante talvez seja a baixa qualidade das piadas. Se falha nos desenvolvimento dos personagens, era de se esperar que a produção ao menos proporcionasse momentos divertidos, o que não acontece. São poucas as cenas supostamente engraçadas que geram um sorriso e, quando isso acontece, ele é mínimo. As piadas não possuem inspiração e os diálogos são totalmente infantis, como: “Fique aí direitinho. Ou aqui seria esquerdinho?”. Claro que só é possível avaliar a dublagem, e não deixa de ser irritante que a empresa responsável pelo trabalho apele para gírias e expressões nacionais, perdendo a ideia original proposta pelo roteiro (“Pedala, meu filho!” é a frase que me vem à mente).

Além disso, as referências a clássicos de ficção-científica, que aparecem aos borbotões, também acabam soando gratuitas e inseridas de forma nada orgânica à trama, como ocorre no momento em que Chuck utiliza a clássica tagline de Alien - O Oitavo Passageiro: “No espaço, ninguém vai ouvir você gritar”. Como se não bastasse, o roteiro ainda não se preocupa em oferecer explicações para diversos pontos relevantes da trama, desde as verdadeiras razões da viagem do astronauta até os motivos pelos quais os seres verdes falariam exatamente o mesmo idioma que Chuck.

O que sobra, então? Para os adultos, praticamente nada. Planeta 51 é uma produção voltada única e exclusivamente às crianças, que ficarão deslumbradas com seu visual. Isso, no entanto, não significa que seja um bom filme. É uma animação ordinária, narrativamente desinteressante e sem qualquer sopro de criatividade. Em resumo, um planeta que está a anos-luz do que é feito no gênero hoje em dia.

Por Silvio Pilau
01/12/2009

Comentários

helveciodias comentou:

Planeta 51

4.500
"Excelente"

"A discussão valiosa sobre o medo que temos do desconhecido que essa animação de ficção científica as avessas traz, faz dela um filme bacana, bem bolado e divertido. Apesar de em alguns momentos ser meio devagar, ele merece atenção por ensinar o público que o preconceito está naquilo que não sabemos do que se trata. "

um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Marcelo.Gomes74 comentou:

Planeta 51

4.500
"Excelente"

"Um pouco manjado ja o assunto mais animação é boa! Gostei"

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
John Faber Marques Bitencort avaliou:

Excelente

é otimo, eu adorei esser filme e melho

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

Média da avaliação: 30
Bom
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.13
Avaliação média
baseada em 573 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.00
Avaliação média
baseada em 7 críticos

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