Grupo de crianças em férias numa bela casa no estado americano do Maine é obrigado a enfrentar e defender a todos de uma invasão alienígena. O problema é que eles estão bem no andar de cima da casa.
| Gênero | Aventura, Fantasia |
|---|---|
| Título Original | Aliens in the Attic |
| Diretor | John Schultz |
| Atores principais | Ashley Tisdale, Tim Meadows., Doris Roberts, Robert Hoffman, Carter Jenkins, Kevin Nealon |
| Ano de produção | 2008 |
| Produtor | Barry Josephson |
| Escritor | Adam Goldberg, Mark Burton |
| Música | John Debney |
| País | Estados Unidos da América · Canadá |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 648 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 4 críticos |
| Última modificação | pabs (um ano atrás) |
Só um filme de efeito
‘Pequenos invasores’ confirma uma tendência vigente no mercado cinematográfico americano: a excessiva valorização dos efeitos especiais em detrimento do roteiro. De férias, uma família (aí inclusos avó, pais, tios e primos) aluga uma residência ao lado de um lago, onde pretende passar a temporada pescando. Dur ... Leia mais Só um filme de efeito
‘Pequenos invasores’ confirma uma tendência vigente no mercado cinematográfico americano: a excessiva valorização dos efeitos especiais em detrimento do roteiro. De férias, uma família (aí inclusos avó, pais, tios e primos) aluga uma residência ao lado de um lago, onde pretende passar a temporada pescando. Durante uma tempestade, uma nave alienígena com cinco ocupantes cai no teto da casa. São “batedores” investigando a vulnerabilidade dos terráqueos. Mas só as crianças entram em contato com os ETs e precisam esconder dos adultos sua operação de guerra.
O que salva “Aliens in the attic” (no original) da indigência total são os ETs de um metro de altura, que têm um desempenho estupendo, tecnologicamente falando. Mas os personagens de carne e osso são pessimamente desenvolvidos, especialmente Ricky (Robert Hoffman), namorado de Bethany (Ashley Tisdale, fraquinha, fraquinha).
O descaso com o roteiro custou caro: com orçamento estimado em US$ 45 milhões, o filme faturou nos EUA pouco mais da metade.
Érico Reis (25/09/2009)
Pequenos Invasores
por Arthur Melo
Foi-se o tempo em que levar uma criança ao cinema era motivo de dias de preparação para aturar historinhas bobas e cansativas; por menor que o tempo de duração dos longas para a garota tivessem – pelo óbvio motivo de àquela época ser impossível controlá-las na mesma num ambiente fechado, escuro e s ... Leia mais Pequenos Invasores
por Arthur Melo
Foi-se o tempo em que levar uma criança ao cinema era motivo de dias de preparação para aturar historinhas bobas e cansativas; por menor que o tempo de duração dos longas para a garota tivessem – pelo óbvio motivo de àquela época ser impossível controlá-las na mesma num ambiente fechado, escuro e sentadas numa cadeira sem se mexer ou gritar por mais do que 90 infindáveis minutos. Hoje, o objetivo dos filmes voltados para o público infantil é agradar também aos pais que são arrastados pelos desejos dos filhos de visitarem as salas de cinema, o que, se for lembrado quem tem o trabalho de aquietar os pequenos e ainda pagar pelo martírio, é muito justo. Pequenos Invasores, no entanto, vai na direção oposta.
No filme, um grupo de adolescentes e crianças da mesma família passam as férias juntos na mesma casa, ao lado de seus pais. Em meio à diversão – ou a tentativa de – um ataque alienígena em mínima escala ocorre na tal casa. Obstinados a invadir e conquistar a Terra, os invasores de apenas um metro utilizam do controle de mentes (que só funciona com adultos) para conseguirem chegar até o porão da residência e ativarem um misterioso equipamento que os auxiliará na missão. Agora, as crianças irão se unir para combater os monstrinhos enquanto os seus pais não tem a mais vaga noção dos acontecimentos.
Extremamente voltado apenas para as crianças, o longa não tem a menor preocupação em explicar o porquê dos aliens estarem invadindo o planeta ou como o artefato procurado por eles fora parar ali, se valendo apenas de pressupostos vindos dos próprios personagens, muitas vezes. O desenvolvimento da história também não é de grande destaque. A narrativa se volta basicamente para as diversas engenhocas criadas por ambos os lados de batalha, um para eliminar o outro. Neste processo, como o amplamente conhecido em filmes de crianças salvadoras da Terra, as idéias artesanais, tantas vezes esquematizadas com um desenho bem colorido e realizadas através de objetos de utensílio doméstico ganham à frente, batendo de frente com a avançadíssima tecnologia extraterrestre. Um primor de inteligência bélica infantil que testa a paciência, mas funciona magistralmente para prender a atenção.
Não fosse pelo desejo da história em manter às escuras a guerra quase particular que está havendo debaixo do teto para os adultos, Pequenos Invasores se encaixaria perfeitamente como uma versão alternativa de Pequenos Guerreiros, filmeco de “Sessão da Tarde” em que bonecos de ação e monstros de brinquedo movidos por um chip de armas nucleares travam um combate que põe em risco todos os moradores de um bairro, forçando uma aproximação entre as crianças e adultos. Algo que este filme só deixa para o final, através de lições de moral do próprio personagem central.
Mas há ressalvas. Alguns diálogos das cenas em que ou os pequenos alienígenas ou as crianças utilizam o equipamento de controle de mente dos adultos como manobra tática são originais e até divertidos, atingindo o ponto máximo na ofegante luta mortal entre a vovó dos garotos e o namorado da adolescente Bethany, vivida por Ashley Tisdale (a Sharpay de High School Musical) – sem maiores feitos dignos de comentários.
Por um acaso, as crianças em cena convencem mais do que os invasores. É bem verdade que para o alvo do longa, não é necessária tamanha preocupação com técnica. Mas o trabalho gráfico servido aos E.T.s é devedor. Os seres verdinhos convencem menos de sua existência do que muitos personagens de atuais filmes em animação, surtindo efeito apenas na parcela bem mais nova do público (aos maiores de 7 anos já deve ficar difícil de enganar).
Repleto de frases de efeito para instigar a coragem, seqüências de aventura e comédia despretensiosas, usadas apenas para “enrolar” até o desfecho e nenhuma surpresa, Pequenos Invasores pode vir a provar que ainda há interesse das crianças em repetir no cinema a mesma dose de bobagens que acompanham em casa através do Disney Channel ou, quem sabe, mostrar que suas cabecinhas já estão moldadas para absorver ao menos 10% das historinhas da Pixar – o que já é bastante, se feitas comparações. Mas certo mesmo, é que vai ter muito pai e mãe inquieto na poltrona da sala escura, desejando nem que seja poder ir ao banheiro.


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Pequenos Invasores
"Regular(+)"
"Bem infantil e meio fraco, mesmo para público infantil. Mas, a parte da velhinha sendo controlada por um dispositivo de tecnologia alienigena(não é spoiler, aparece no trailer) ficou muito doida e criativa."