Bom
Uma comédia inteligente muita ironia humor negro mesmo, muito interessante.
jeff Bridges com aquele cabelão ta demais, George Cloney tb está ótimo.
Quem gostou de Queime Depois de Ler certamente vai gostar também.
Um repórter no Iraque sente ter encontrado a história de sua vida, quando conhece Lyn Cassidy, que diz ter sido membro de uma unidade do exército americano que recrutou a ele e a seus companheiros devido às suas habilidades paranormais.
| Gênero | Comédia, Guerra |
|---|---|
| TÃtulo Original | The Men Who Stare at Goats |
| Diretor | Grant Heslov |
| Atores principais | George Clooney, Ewan McGregor, Kevin Spacey, Jeff Bridges, Stephen Lang, Stephen Root, Robert Patrick, Tim Griffin, Rebecca Mader, Waleed F. Zuaiter, Nick Offerman |
| Ano de produção | 2009 |
| Duração | 94 minutos. |
| Classificação do CAEC | R - Exigido acompanhamento dos pais ou de adultos. Não Recomendado para menores de 16 anos |
| Produtor | BBC Films, Smoke House, Overture Films |
| Escritor | Peter Straughan (Book: Jon Ronson) |
| PaÃs | Estados Unidos da América · Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 334 pessoas |
| Avaliação da mÃdia | ![]() Avaliação média baseada em 9 crÃticos |
| Última modificação | jev233 (11 meses atrás) |
Uma controversa pesquisa de 1947, do general do exército dos EUA e historiador S.L.A. Marshall, levantou que 85% dos homens de infantaria do paÃs não dispararam armas em combate, mesmo sob risco de morrer. Para Marshall, o contato corpo a corpo - quando é possÃvel identificar o ser humano nas linhas inimigas - geraria uma aversão à obrigaçà ... Leia mais Uma controversa pesquisa de 1947, do general do exército dos EUA e historiador S.L.A. Marshall, levantou que 85% dos homens de infantaria do paÃs não dispararam armas em combate, mesmo sob risco de morrer. Para Marshall, o contato corpo a corpo - quando é possÃvel identificar o ser humano nas linhas inimigas - geraria uma aversão à obrigação de matar.
Uma das cenas mais engraçadas de Os Homens que Encaravam Cabras (The Men Who Stare at Goats) envolve Jeff Bridges numa posição dessas, sendo alvejado no Vietnã porque seu pelotão simplesmente atirava alto demais, por instinto, para não acertar um mÃsero vietcongue. É uma cena naturalmente cômica que surge de uma situação essencialmente trágica.
É com a tragicomédia da condição humana, afinal, que trabalha o diretor Grant Heslov, sócio do protagonista George Clooney na produtora Smoke House. Nascem do absurdo de situações reais as oportunidades de humor. Como bem avisam os créditos iniciais, "você ficaria surpreso com a quantidade de coisas neste filme que são verÃdicas".
Uma delas é achar - veja só - que os Estados Unidos têm a vocação moral, quase transcendental, quase divina, de salvar o mundo. O personagem de Bridges, Bill Django (inspirado na história de vida do tenente-coronel Jim Channon), volta do Vietnã crente de que seja possÃvel fazer a paz não com tiros, mas com amor. De sua utopia hippie nasce o Exército da Nova Terra, divisão do exército dos EUA que emprega poderes psÃquicos em combate. São homens de bigodes bem aparados que, dizem, podem até matar uma cabra com o olhar.
O longa intercala os flashbacks dos anos 80, do treinamento de Django e seus homens, com a trama ambientada no Iraque dos dias de hoje, quando o melhor homem do agora extinto Exército da Nova Terra, Lyn Cassady (Clooney), se perde no deserto iraquiano ao lado de um jornalista covarde, Bob Wilton (Ewan McGregor). A ideia de Heslov e Clooney não é, então, satirizar exatamente o histórico messiânico das guerras que o paÃs trava, mas expor o ridÃculo daquilo que os EUA armaram para si especificamente no Oriente Médio.
E aà as gags funcionam melhor ou pior dependendo do que Heslov entende como prioridade: se a ideia é partir da mensagem (tortura de presos é mau, por exemplo), o humor possÃvel fica prisioneiro dela, deixa um gosto meio amargo na boca. Se a ideia, ao inverso, é partir do humor como um fim em si mesmo para eventualmente extrair uma mensagem, o filme se amplia além do mero engajamento.
Não por acaso as melhores cenas estão nos flashbacks, rindo não só de um episódio especÃfico da jornada belicista dos EUA mas de toda a construção do mito de seu poderio. O que impede Os Homens que Encaravam Cabras de alcançar um nÃvel kubrickiano de graça - não são poucas as gags que dialogam com Dr. Fantástico - é que em Kubrick o alvo do escracho é a guerra enquanto conceito. O alvo de Heslov e Clooney é a Guerra do Iraque.
O tÃtulo já chama a atenção, pelo inusitado. O elenco é caprichado: George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey. A roupagem é atraente e bastante convidativa. Para fechar o pacote, uma história com um pé na realidade e outro no realismo fantástico, misturando elementos da cultura pop com outros mÃsticos, além de situá-lo ... Leia mais O tÃtulo já chama a atenção, pelo inusitado. O elenco é caprichado: George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey. A roupagem é atraente e bastante convidativa. Para fechar o pacote, uma história com um pé na realidade e outro no realismo fantástico, misturando elementos da cultura pop com outros mÃsticos, além de situá-los em um contexto verÃdico e bastante atual: a invasão do Iraque. Assim é Os Homens que Encaravam Cabras, um filme que usa o sarcasmo como mola mestra para apresentar uma história surreal e bem divertida.
Tudo começa com o jornalista Bob Wilton (McGregor), que foge para o Iraque em uma tentativa desesperada de se recuperar do fim de seu casamento. Como ele mesmo diz, "ir para a guerra quando se tem o coração partido". A música que surge logo após esta decisão é a elétrica "Alright", do Supergrass, cujo refrão repete que estamos todos bem. Só que nada está bem para Wilton. Ao menos até conhecer Lyn Cassady (Clooney, muito bem).
Cassady foi integrante do Exército de Terra Nova, uma divisão do exército americano dedicada a encontrar meios que permitissem que a paz e o amor pudessem vencer guerras. Uma mistura entre o militarismo e o ambiente hippie dos anos 60, onde tudo era válido para vivenciar novas experiências. Tudo em um contexto real, é importante ressaltar. A viabilidade de tal situação diante da paranóia existente devido a Guera Fria é um dos trunfos do roteiro. Os ex-presidentes Ronald Reagan e George W. Bush fazem parte desta "realidade", com citações sarcásticas ao governo de ambos e o que representaram para o projeto em si.
A parceria formada entre Wilton e Cassady é o que move o filme. Eles perambulam pelo deserto iraquiano, cada um com sua meta. Wilton em busca de um furo de reportagem, além de querer crer em toda esta história fantasiosa. Cassady atrás de sua missão final, aquela que pode reabilitá-lo. A dupla proporciona momentos impagáveis, especialmente quando Cassady resolve demonstrar seus poderes, de alguma forma. A incredulidade de Wilton - e, por que não, também do espectador - diante de tais situações provoca os melhores momentos do filme.
Há também uma grande sacada, que é a utilização de uma figura extremamente popular e que consta no inconsciente coletivo de grande parte daqueles que conhecem ao menos um pouco de cinema: os cavaleiros jedi. Sim, eles mesmos, da série Star Wars de George Lucas. A escalação de McGregor, um jedi de fato na segunda trilogia, é também uma piada em relação a esta situação. Aqui os jedis estão presentes não pelos sabres de luz ou poderes, mas pelo significado que possuÃam diante da sociedade. Com base nisto, há uma bela analogia ao término do filme sobre a necessidade dos jedis nos dias atuais. Não apenas no filme, mas também na vida real.
Os Homens que Encaravam Cabras é um filme que brinca com uma situação real, sem no entanto diminuÃ-la. A gravidade na situação do Iraque, apesar de não ser o foco principal da história, está presente nos sequestros e na própria ambientação. O panorama polÃtico dos dias atuais aparece especialmente no personagem de Kevin Spacey, em sua busca por poder, e na já citada analogia final. É um filme que diverte, principalmente pelos maneirismos de Clooney e sua insólita história, sem deixar de provocar reflexão.
Bom
Uma comédia inteligente muita ironia humor negro mesmo, muito interessante.
jeff Bridges com aquele cabelão ta demais, George Cloney tb está ótimo.
Quem gostou de Queime Depois de Ler certamente vai gostar também.


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Os Homens que Encaravam Cabras
"Não gostei da edição do filme. Um filme que tinha tudo para agradar. elenco e roteiro, mas infelizmente não se definiu como satira ou drama. Mesmo assim vale a pena assistir pela interpretação de George Clooney."