A continuação da saga da família Corleone, voltando no tempo até a chegada de Vito Corleone (Robert De Niro) na América do Norte, fugindo da Sicília. Vito consegue se estabelecer com os seus negócios e o respeito que as pessoas têm por ele crescem, porém, é sempre a família que tem mai ... Leia mais
A continuação da saga da família Corleone, voltando no tempo até a chegada de Vito Corleone (Robert De Niro) na América do Norte, fugindo da Sicília. Vito consegue se estabelecer com os seus negócios e o respeito que as pessoas têm por ele crescem, porém, é sempre a família que tem mais importância em sua vida. Na década de 50, seu filho Michael (Al Pacino) assume e expande o império da família. Vencedor de sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Diretor.
| Gênero | Policial, Drama |
|---|---|
| Título Original | The Godfather: Part II |
| Diretor | Francis Ford Coppola |
| Atores principais | Robert De Niro, Al Pacino, Diane Keaton, Robert Duvall, James Caan, Talia Shire, John Cazale, Danny Aiello, Harry Dean Stanton, Roger Corman, Troy Donahue, Marianna Hill, Lee Strasberg, Morgana King |
| Ano de produção | 1974 |
| Duração | 200 minutos. |
| Classificação do CAEC | R - Exigido acompanhamento dos pais ou de adultos. Não Recomendado para menores de 16 anos |
| Produtor | Fred Roos |
| Escritor | Mario Puzo |
| Música | Nino Rota, Carmine Coppola |
| País | Estados Unidos da América |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 4634 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 3 críticos |
| Última modificação | claudioe2001 (10 meses atrás) |
Poucas seqüências conseguem ser boas, e mais raros ainda são os casos onde a película posterior supera a original. Conheça um desses casos.
Raro é, atualmente, encontrar seqüências de qualidade admirável, por conseguinte, raridade maior é a seqüência superar o filme original. O Poderoso Chefão II foi o primeiro a garantir esta quali ... Leia mais Poucas seqüências conseguem ser boas, e mais raros ainda são os casos onde a película posterior supera a original. Conheça um desses casos.
Raro é, atualmente, encontrar seqüências de qualidade admirável, por conseguinte, raridade maior é a seqüência superar o filme original. O Poderoso Chefão II foi o primeiro a garantir esta qualidade e reverência sem precedentes junto à crítica e ao público.
Coppola realiza sua primeira obra-prima (não desmerecendo a primeira parte da saga) que dá continuidade à história da família mais conhecida e consagrada da história do cinema: Os Corleone. Baseado na obra do escritor Mario Puzo (também co-roteirista), o diretor aplica estratégica e esteticamente a estrutura da narrativa paralela, filmando a origem e a sucessão de dois chefões que lideravam o clã dos Corleone. Desde o início do século XX, relata as raízes e motivações que formaram o primeiro “Don” – Vito Andolini Corleone – aos feitos de seu herdeiro Michael, ao nos revelar suas habilidades “gerenciais” e de “gestão”. Confrontando-se com problemas de “negócios”, que tornaram-no no temido, odiado e solitário mafioso em contraste a seu pai, que fora amado, respeitado e, logo, menos infeliz no comando da Cosa Nostra ítalo-americana, constrói-se aqui uma profunda análise de uma personalidade corrompida pelo dever atávico de proteção dos interesses e de seus entes mais próximos.
Nesta seqüência, a ênfase no enredo sobre Michael Corleone se dá no período da caça às bruxas do senado americano contra as facções imperiais do poder “paralelo”, fazendo a limpeza de imigrantes ilegais da honrada e “injustiçada” nação yanke; este momento histórico serve como uma espécie de elemento deflagrador da verdadeira personalidade do outrora patriótico, íntegro e encantador bom moço que, desde o término do primeiro filme, passamos a experimentar animosidade a Michael e seus métodos de execução à sua estirpe. E Vito Corleone é retratado de modo poético e amargamente nostálgico de sua infância na Sicília e nos tempos da imigração à terra da liberdade – uma questão politicamente atemporal –, desvelando as verdadeiras origens e facetas do American Way of Life, sem opacidades de uma realidade histórica que fora por vezes romanceada por seus maquiadores hollywoodianos.
Plasticamente, a película apresenta, como na anterior, um visual épico e operístico. Sua fotografia característica, somada a uma direção de arte impecável, retrata fielmente o momento histórico e exprime ainda um tom obscuro e ligeiramente granulado, representando as trevas que ambientam as negociações abjetas do submundo norte-americano. Gordon Willis (diretor de fotografia) subexpõe o negativo que resulta, por pouca iluminação e baixa sensibilidade, em uma granulação e escurecimento da imagem, servindo pertinentemente à atmosfera proposta por Coppola.
Sem esquecer o material sonoro, a música do filme destaca bem a origem étnica e o tema que sublinha o estilo da família Corleone. Um tema indelevelmente antológico composto por Nino Rota, cujas músicas são constantes nos filmes do também italiano e genial cineasta Federico Fellini. Nesta segunda parte, Carmine Coppola, pai do diretor, acrescenta suas composições à trilha sonora, cuidando especificamente das músicas e canções italianas que marcam a obra, fazendo com que elevem o filme a um status estético de uma ópera siciliana violenta e poética.
Poucos longas-metragens alcançam um patamar de obra mestra, que permeia a tênue camada entre arte e cultura de massa nas fitas da Meca do cinema e Coppola o faz magistralmente, entregando-nos história americana, drama e entretenimento popular. Posso afirmar que estes foram os primeiros blockbusters que inda detinham qualidade artística. Destarte O Poderoso Chefão II preenche o currículo de um dos maiores mestres e estetas do cinema que estaria, postumamente, a nos oferecer muito mais de seu brilhantismo e talento em suas obras subseqüentes que são, sem exageros, dignas de um consagrado gênio barroco.
Por Hallan Castro
05/02/2006


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O Poderoso Chefão II
"Incrível"
"Incrível! Uma das maiores trilogias da histórias, um dos melhores filme já feito e talvez o melhor do gênero."