O Código Da Vinci (2006)

O Código Da Vinci (2006)
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Sinopse

O pesquisador Robert Langdon (Tom Hanks) viaja para Paris a fim de promover o lançamento de seu novo livro. Especialista em simbolismo, ele é convocado pela polícia local quando o curador do Museu do Louvre é assassinado. E as pistas para a resolução do crime parecem estar escondidas em obras ... Leia mais 

O pesquisador Robert Langdon (Tom Hanks) viaja para Paris a fim de promover o lançamento de seu novo livro. Especialista em simbolismo, ele é convocado pela polícia local quando o curador do Museu do Louvre é assassinado. E as pistas para a resolução do crime parecem estar escondidas em obras de Leonardo Da Vinci. Com a ajuda da criptógrafa francesa Sophie Neveu (Audrey Tautou), descobre que o curador estava envolvido em uma misteriosa sociedade secreta. Os dois percorrem a Europa em busca da solução para esse caso.

Dados técnicos

Gênero Mistério, Suspense
Título Original The Da Vinci Code
Diretor Ron Howard
Atores principais Tom Hanks, Jean Reno, Audrey Tautou, Ian McKellen, Paul Bettany, Jürgen Prochnow, Alfred Molina
Ano de produção 2006
Duração 149 minutos.
Produtor Brian Grazer, Ron Howard
Escritor Akiva Goldsman, The Da Vinci Code, Dan Brown
Música Hans Zimmer
País Estados Unidos da América · Estados Unidos da América França
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.48
Avaliação média baseada em 5619 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.00
Avaliação média baseada em 3 críticos
Última modificação ri32pi (7 meses atrás)

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Imagens

Crítica especializada

Cine Players - R. Cunha (Brasil)

2.00
Regular

Um filme que não chega aos pés da obra original. Tudo é muito atropelado, sem sal e com conteúdo mal explorado.

Depois da quantidade de livros vendidos ao redor do mundo, era óbvio que a chegada de O Código da Vinci aos cinemas seria um fenômeno. Mesmo sabendo do caos que estaria o local, arrisquei-me a ir sem ingresso, cedo, para tentar ... Leia mais Um filme que não chega aos pés da obra original. Tudo é muito atropelado, sem sal e com conteúdo mal explorado.

Depois da quantidade de livros vendidos ao redor do mundo, era óbvio que a chegada de O Código da Vinci aos cinemas seria um fenômeno. Mesmo sabendo do caos que estaria o local, arrisquei-me a ir sem ingresso, cedo, para tentar comprar na hora. Resultado? Consegui uma única sessão, à meia-noite, completamente lotada – algo que não havia visto nem no lançamento de O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei. Mas é fácil entender o porquê disso: tentando proibir a obra, a Igreja acabou popularizando-a ainda mais, mesmo não sendo a única e nem a melhor obra a tentar provar a humanização de Jesus Cristo. O fato é que O Código da Vinci é mesmo uma revolução cultural, e se a Igreja queria que o conteúdo ficasse em segredo, acabou fazendo justamente o contrário: outros livros foram escritos baseados aqui, DVD’s feitos, jogos e, o que nos interessa nessa matéria, o filme.

A essa altura do campeonato, a história todo mundo já conhece: Robert Langdon (Tom Hanks), um famoso simbologista, é convocado a comparecer no Louvre para ajudar em um estranho caso de assassinato, onde a vítima é um historiador famoso que trabalhava no local, Jacques Sauniere (Jean-Pierre Marielle). Só que Langdon não sabe que Fache (Jean Reno), o capitão que conduz as investigações, considera-o o único suspeito do crime, e fará de tudo para que Langdon saia encarcerado do local naquela mesma noite, com uma confissão assinada e tudo. Acreditando na inocência do simbologista, Sophie Neveu (a sempre linda Audrey Tautou) o ajuda a escapar para que, juntos, consigam decifrar os códigos escondidos nas obras de Da Vinci e entender o que Sauniere quis dizer pouco antes de sua morte. Só que esse segredo promete ser muito mais forte do que eles imaginam, envolvendo altos escalões da Igreja em muita, muita sujeira.

Li o livro e isso é um fator importantíssimo a ser dito antes de começar a minha análise do filme. Porém, também é importante dizer que não sou fã incondicional da obra; apenas acho-a bacana o suficiente para prender a atenção dos leitores, com os enigmas muito bem descritos e detalhadamente resolvidos. A trama policial sempre achei imbecil e apenas o pano de fundo para que toda a aula de história da arte, mesmo que inverossímil, aconteça. Dessas características, o que o filme conseguiu transpor para as telas?

Infelizmente, pouco será dito sobre as obras de arte. Toda a parte do museu do Louvre é vergonhosa, principalmente no que diz respeito à Mona Lisa. O quadro, talvez o mais famoso de todo o mundo, foi simplesmente reduzido a segundo plano. No livro, entendemos a escolha de inserir Mona Lisa na história, sua importância para tudo, etc. No filme, simplesmente passamos pela Mona Lisa, como se ela tivesse sido escolhida aleatoriamente para um dos enigmas de Sauniere - no total, ela não fica nem três minutos em cena. A parte da Madonna das Rochas então, é simplesmente ridícula! Na pressa, Ron Howard (o diretor) acabou atropelando uma série de informações interessantes para poder se concentrar na pior parte do livro: a intriga policial.

Ainda assim, o filme tem os seus méritos: toda a parte explicativa do quadro de A Última Ceia ficou fantástica, adaptando de forma perfeita as explicações do livro para a tela – ficava imaginando como colocariam todos aqueles detalhes na tela, mas a solução encontrada pela equipe foi perfeita; infelizmente, a técnica não é utilizada nas demais obras de arte, apenas nessa parte em específico. Alguns questionamentos que não estão no livro também caíram bem no longa, como por exemplo o de Sophie “não é porque Da Vinci pintou que seja verdade”. É um questionamento interessante, que não tem no livro, mas é bem explorado pelo filme.

Na obra de Dan Brown, é interessante acompanharmos o raciocínio dos personagens, ver porque eles chegaram aqui ou ali e como. Na de Ron Howard isso é tudo muito atropelado, mesmo com as mais de duas horas e meia de projeção que tem. O problema parece ser que ele gastou muito tempo com algumas coisas desnecessárias quando poderia aproveitar o seu tempo para contar melhor a história. Para uma pessoa que não leu o livro, fica simplesmente impossível de entender tudo o que passa na tela, pois é muita informação mal explicada, o que o fardará a duas opções: ou a pessoa acha aquilo tudo interessante e vai se interessar em ler o livro, ou ela achará tudo entediante demais para se interessar por alguma coisa, já que tudo é lotado de diálogos.

Só que o problema maior do filme nem é a falta de explicação, e sim sua falta de sentimento. Em momento algum nos importamos com os personagens e nem somos apresentados a um background convincente para entendermos suas motivações na obra – um problema que não existe no livro. Comparando mais uma vez o livro com o filme, no primeiro temos tudo tão detalhado que seria demais para as telas, claro, mas a adaptação é falha por não captar os sentimentos necessários para o perfeito entendimento da mensagem do filme. O final alterado é imperdoável, pois além de ter ficado pior, ainda tirou toda a carga emocional que continha no livro e alterou drasticamente a mensagem do livro. Uma coisa é você adaptar, outra coisa é você modificar. O filme faz isso, e de forma bastante infeliz.

Além de tudo, na correria de colocar o máximo possível na tela, o diretor pecou em um ponto precioso: a contemplação do material que tinha em mãos. A partir do momento que ele não trabalha os textos do livro, o público simplesmente não consegue sentir a importância de tudo o que está acontecendo e pior, não consegue contemplar uma obra sequer dentre tantas as que são mostradas no longa. Ao assistir a tanta coisa, nós simplesmente ignoramos tudo o que o filme tinha de melhor para se concentrar no mais básico e dispensável do livro. Se tentam quebrar o falatório com cenas de ação desnecessárias, claramente para atrair um público mais casual e deixar o filme com uma cara mais de blockbuster, faltam seqüências que deixem o filme com mais cara de “arte”, se assim podemos dizer.

Não há planos demorados, tudo é cortado muito rápido, tudo é cuspido na tela da pior maneira possível. Preferia muito mais ver um plano demorado de alguma obra de arte, fazendo assim belas imagens de ligações entre seqüências (inexistentes no filme) do que um retrovisor sendo estraçalhado em uma corrida da polícia. No aspecto estético também falta beleza ao filme. A noite não é bem fotografada e deixa todo o filme com cara muito monótona, feio mesmo. Nem de dia a beleza consegue saltar aos olhos, o que é um pecado, devido à matéria-prima que continha na obra.

O elenco também é atrapalhado por esse atropelamento de idéias. Tom Hanks, apesar de ainda ser uma figura única na tela, não tem espaço para desenvolver seu personagem e ainda é prejudicado pelo “partido” que o roteiro toma em uma determinada seqüência, alterando gravemente o aspecto psicológico traçado pelo livro e contradizendo até o motivo que o levou a ser escolhido por Sauniere. A fofa Audrey Tautou (depois de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, sempre a verei assim, não importa o papel) é resumida a ficar perdida em meio à tanta informação provinda de Langdon e Teabing, ao contrário do livro, onde ela é uma criptóloga importante e tem opinião sobre tudo o que acontece ao seu redor – inclusive, em certa parte, ela tem um papel fundamental para solucionar um problema, algo inexistente no filme.

E já que citei Teabing, óbvio que devo falar sobre o sempre perfeito e preciso Ian McKellen. Ele parece ser o único ator a realmente se divertir com o personagem e improvisar, fazendo-se a escolha mais que perfeita para o personagem. Outro que gostei bastante foi Paul Bettany, que já havia trabalhado com Howard em Uma Mente Brilhante (esse sim, um filmão) e mostra-se um perfeito Silas. Sombrio, com passado complexo e ações ainda mais complicadas. É, sem dúvidas, o melhor personagem da fita e o menos prejudicado de toda a adaptação.

O que fica do filme O Código da Vinci,

Comentários

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Bianca.Rech comentou:

O Código Da Vinci

4.000
"Muito bom"

"quem lê o livro sempre se decepciona com o filme, claro, mas acho que o diretor conseguiu fazer um bom trabalho de resumo da obra."

um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
naarmstrong comentou:

O Código Da Vinci

5.000
"Incrível"

"li o livro eme interessei pelo filme o personagem robert langdon na minha opiniaonao se encaixa com o ator tom hanks as qualidades seriam pra outro ator pois nao acho que tom hanks seja tudo aquilo ha mais atores mesmo que menos famoso que tom hanks que poderia fazer o papel de robert o mesmo serve pra audrey tautou que nao passa o entusiasmo e a garra da personagem do livro sophie ta meio parada sei la em compensacao paul bettany esta formidavel como o personagem silas e jean reno como bezu fache tbm esta perfeito o que me empolgou foi a trama central mesmo nao pelo fato de ter tom hanks no elenco que deixou a desejar na minha opiniao tanto e que so comprei o livro anjos e demonios e nao to nem com vontade de comprar o dvd"

um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Driele.Alves comentou:

O Código Da Vinci

1.000
"Ruim"

"Filme s/ sentido. Ridiculariza a bíblia ao mencionar q Jesus foi casado."

11 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Diana.Assis.Vieira comentou:

O Código Da Vinci

3.000
"Bom"

"Audrey não mostra todo seu charme nesse filme. Bom no que se propõe, só."

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
iorio2006 avaliou:

Excelente

bastante curioso, intrigante

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
anitahpf avaliou:

Muito bom

so entende quem assiste

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
queiroz tertuliano avaliou:

Bom

Eu adorei a repercurssao do filme mas ele e um pouco confuso!!!!

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
John Faber Marques Bitencort avaliou:

Excelente

é otimo, eu adorei esser filme e melho

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
fittipaldi qualificou:

Muito bom

um filme ágil gostoso de assistir e que surpreende o telespectador

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

Média da avaliação: 30
Bom
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.48
Avaliação média
baseada em 5619 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.00
Avaliação média
baseada em 3 críticos

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