Ninja Assassino

Ninja Assassino
Pronto, na sua agenda

Sinopse

Raizo (Rain) é um dos assassinos mais temidos do mundo. Tirado das ruas na infância, foi treinado pelo clã Ozunu - um grupo secreto cuja existência em si já é considerada uma lenda - para ser um assassino exímio. No entanto, a execução sumária de seu amigo faz com que Raizo volte-se contra ... Leia mais 

Raizo (Rain) é um dos assassinos mais temidos do mundo. Tirado das ruas na infância, foi treinado pelo clã Ozunu - um grupo secreto cuja existência em si já é considerada uma lenda - para ser um assassino exímio. No entanto, a execução sumária de seu amigo faz com que Raizo volte-se contra o grupo, aguardando o momento da vingança.

Dados técnicos

Gênero Ação
Título Original Ninja Assassin
Diretor James McTeigue
Atores principais Ji Hun Rain, Naomie Harris
Ano de produção 2009
Duração 99 minutos.
Escritor Matthew Sand
País Estados Unidos da América
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.29
Avaliação média baseada em 388 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.25
Avaliação média baseada em 8 críticos
Última modificação la vieja (6 meses atrás)

Trailer

Imagens

Crítica especializada

Cineclick - Heitor Augusto (Brasil)

4.00
Muito bom

Ninja Assassino é um filme para quem gosta de sangue, porradas, lutas bem coreografadas, suspense e efeitos visuais que servem à narrativa. Uma pancadaria da mais alta qualidade, que paga tributo à agilidade Bruce Lee e à tecnologia de Matrix.

Mas, acima de tudo, o diretor James McTeigue (V de Vingança) parece ter aprendido com Quentin Tara ... Leia mais Ninja Assassino é um filme para quem gosta de sangue, porradas, lutas bem coreografadas, suspense e efeitos visuais que servem à narrativa. Uma pancadaria da mais alta qualidade, que paga tributo à agilidade Bruce Lee e à tecnologia de Matrix.

Mas, acima de tudo, o diretor James McTeigue (V de Vingança) parece ter aprendido com Quentin Tarantino o que o sangue pode fazer por um filme. Tanto que promove um deleite visual de vermelho que, em uma comparação muito maluca, me fez lembrar também do mar de sangue em O Iluminado, de Kubrick.

Um filme de ação extremamente visual, que carrega também a atmosfera das graphic novels. Para dar uma ideia de como é difícil acompanhar a agilidade dos ninjas, a direção explora com inteligência as sombras, o escuro, o som e a falta de luz. Essa ambientação dá um quê a mais de suspense a Ninja Assassino.

Duas histórias se cruzam no filme. A primeira é a de Raizo (Rain), um jovem que faz parte do clã Ozunu. Desde pequeno é treinado para se tornar um assassino, mas a morte de sua melhor amiga e a exigência de assassinar uma garota por traição mexem com sua cabeça. Ele foge e passa a ser perseguido.

Paralelamente, a investigadora Mika (Naomi Harris) luta para provar a existência dos ninjas e como eles são pagos por governos para assassinar pessoas-chaves. A partir do encontro entre Raizo e Mika que o filme ganha fôlego.

Os roteiristas J. Michael Straczynski e Matthew Sand não se esqueceram que, para um bom filme de ação, não basta apenas agrupar em sequência as cenas de pancadaria com intervalos pseudo-dramáticos. A “porradaria” à moda do game Mortal Kombat está lá, mas também não faltam a contextualização, o mergulho no passado, as viradas surpreendentes, flashbacks orgânicos à trama e uma apresentação pouco convencional e direta da lenda ninja que move o filme.

Claro, como manda o figurino de um filme de luta, o enredo de Ninja Assassino vai levar à batalha final em que o herói é testado e precisa ver alguém morrer à sua frente para tomar uma atitude. Mas, o que seria das produções do gênero sem uma sequência final arrebatadora? Simplesmente não existiriam O Desafio Mortal ou Jogo da Morte!

Então, deixemos as shurikens e a kusari-gama bailarem a dança da morte. Ninja Assassino é um presente para quem gosta de um bom filme de ação e não acha que efeitos especiais sozinhos seguram uma história.

Pipoca Combo - E. Carneiro (Brasil)

3.00
Bom

Dar nome a um filme é uma tarefa complicada. Parece-me quase impossível você nomear algo tão complexo e que normalmente aborda tantas coisas. Tarantino foi direto quando deu o nome de Kill Bill ao seu penúltimo filme. O objetivo da heroína estava implícito no titulo, porém o longa ia muito além do aparente objetivo. Ninja Assassino também ... Leia mais Dar nome a um filme é uma tarefa complicada. Parece-me quase impossível você nomear algo tão complexo e que normalmente aborda tantas coisas. Tarantino foi direto quando deu o nome de Kill Bill ao seu penúltimo filme. O objetivo da heroína estava implícito no titulo, porém o longa ia muito além do aparente objetivo. Ninja Assassino também tem um nome simples e direto, só que, ao contráio da saga “spaghetti com shōyu” de Tarantino, na produção dos irmãos Wachowski o título apenas mostra o quanto tudo é raso.

O filme conta a história de Raizo, um menino de rua que foi ajudado pelo clã ozunu, que o tirou das ruas para transformá-lo em um ninja a serviço da organização. Durante os árduos treinamentos, Raizo faz amizade com uma garota que futuramente acabapor ela se apaixonando. E é essa história de sua infância, treinamento e de amizade que vai sendo mostrada aos poucos.

A trama se inicia mostrando Raizo como um dos assassinos profissionais mais perigosos do mundo. Seu objetivo é se vingar do clã responsável pela morte da então sua amada. No meio dessa vingança, ele acaba conhecendo a detetive Mika, uma agente da europol que se encontra no meio de uma investigação para provar que o governo contratou o clã de assassinos para matar políticos e pessoas importantes.

Pronto, esse é o fiapo de história que faz o filme andar. Olhando essa simples sinopse, já dá para se ter percebido que o trunfo de Ninja Assassino não está no roteiro. O interessante do filme também não está nos atores. O papel principal de Raizo foi dado ao ator e também dançarino e astro pop sul coreano Jun “Rain” Ji-hoon, que não compromete. Já Mika é posse da atriz inglesa Naomi Harris, que se saiu um pouco melhor que seu colega coreano. Do resto do elenco o único que merece ressalvas é o japonês Sho Kosugi (um astro de uma série de filmes de ninja dos anos 80), que encara o líder do clã.

O grande (e único) motivo de ir ao cinema assistir a Ninja Assassino são as cenas de ação. Coreografadas e executadas pelo grupo 87 Elevens (de 300, Watchmen, trilogia Bourrne, trilogia Matrix e uma infindável lista que ainda inclui Homem de Ferro 2), as sequências são muito bem executadas, bem auxiliadas pela fotografia, apesar da diversidade de execuções noturnas. A edição, normalmente bem picotada nos exemplares de ação, acompanha bem a execução dos movimentos. Para enfeitar, dá-se o uso recorrente de recurssos como o bullet time (criado pelos Wachowski para Matrix), enquanto os movimentos dos dublês, incluído as lutas com armas e técnicas ninjas, são bem arranjados.

Mas alguns detalhes ainda irritam profundamente – ou, no mínimo, dão aquela cutucada -, como o fato do filme ser todo falado em inglês; esteja na Alemanha ou no Japão, o idioma padrão é o mesmo. Ou seja, mesmo que a ideia seja respeitar o gosto estadunidense de não se legendar filmes, no momento em que se enxerga um mestre ninja japonês falando em inglês com um aluno conterrâneo dentro de um templo também japonês, fica impossível fugir da sensação de se estar assistindo a uma animação, e não um filme com classificação etária. O excesso de sangue também é de causar desconfortos. Se em Kill Bill o artifício era irônico, em Ninja Assassino não passa do excesso que é, para assim preencher um vazio sem o menor porquê. E daí brota mais um material alvo da crítica aos filmes orientais feita pelo longa de Tarantino.

A direção, a cargo de James McTeigue (diretor do ótimo V de Vingança e ajudante de direção da trilogia Matrix), fez o que pode com a bomba que tinha nas mãos e acertou em apostar na ação, o único atrativo do filme. De resto, Ninja Assassino não passa de mais um produto delivery feito por Hollywood, sob medida, para o público fã de artes marcias e pancadaria em geral. Na média entre o zero da trama pífia e o dez das cenas de ação, o filme estaciona numa nota 5, para quem gosta do gênero. Quem não atura ver dois homens se estapeando com diversos tipos de armas letais, o melhor é passar longe.

Cine Players - G. Euzebio (Brasil)

2.00
Regular

Um filme sobre clãs de ninjas que leve a assinatura de produção dos Irmãos Wachowski mereceria mais deles do que apenas alguns efeitos emprestados da trilogia Matrix. Além da decepção de reconhecer uma certa preguiça criativa em requentar elementos já batidos do repertório dos irmãos, sobra ainda uma parcela de responsabilidade ao direto ... Leia mais Um filme sobre clãs de ninjas que leve a assinatura de produção dos Irmãos Wachowski mereceria mais deles do que apenas alguns efeitos emprestados da trilogia Matrix. Além da decepção de reconhecer uma certa preguiça criativa em requentar elementos já batidos do repertório dos irmãos, sobra ainda uma parcela de responsabilidade ao diretor James McTeigue, do qual se esperava algo no mínimo correto, como o sombrio V de Vingança.

Parece até que o filme foi montado sob uma única certeza – talvez estereotipada – sobre os fãs do gênero: a de que pouco importam os detalhes que ligam os blocos da história, desde que ela seja recheada de cenas de luta e muito sangue. Pelo menos nesse quesito é possível dizer que eles tenham acertado: contando com a presença do time de dublês conhecido como 87 Eleven, cujos ensaios de coreografia foram usados como viral para atiçar a curiosidade dos espectadores, unida a agilidade de Rain, ator que interpreta o protagonista Raizo, e é um famoso cantor coreano que disse ter sido ajudado em sua performance devido sua experiência como dançarino.

A suspeita de que todos os esforços tenham sido concentrados na orquestração das cenas de luta é reforçada por qualquer olhada mais atenta ao roteiro: a ação nunca situa geograficamente o espectador, ainda que a Europol indique Europa e a arquitetura do quartel general do Clã Ozunu nos leve a crer que ele esteja situado em algum lugar do Oriente; a própria ligação da trama policial com a história de fuga e vingança de Raizo é tão frágil que logo de cara você fica em dúvida sobre a seriedade do filme (atenção para a explicação da investigadora); outro exemplo é a cena da lavanderia, em que Raizo reconhece – sem que nos expliquem como ou o porquê – alguém que também pertence a um clã de ninjas assassinos e assim mais uma luta começa. Pense na velha birra associada a musicais, quando um personagem rodopia e sai cantando sem que esta transição seja lapidada para ser uma extensão da ação narrativa. Ou seja, em Ninja Assassino algumas cenas de luta tomam essa mesma proporção.

A presença de Shô Kosugi como o mestre do clã Ozunu e vilão da história é uma das poucas e bem usadas referências ao universo de filmes de artes marciais. Na década de 1980 Kosugi estrelou muitas produções japonesas que chegavam ao Brasil direto em VHS e faziam a festa da legião de fãs do gênero. Em 1988 ele chegou a contracenar com Jean-Claude Van Damme no obscuro - porque pouco conhecido - Contato Mortal (Black Eagle).

A pergunta que fica ao final do filme é se McTaigue e seus produtores tentaram reproduzir uma atmosfera de pouco cuidado com detalhes e ênfase nas lutas por tomarem como modelo justamente as produções de baixo orçamento que popularizaram o personagem do ninja no cinema. Talvez tenham confundido essa estética materialmente precária com um estilo ou marca necessária para o gênero. Assim, o que poderia ser uma atualização dos filmes de arte marcial se transformou numa obra mal realizada. Inevitável lembrar de Tarantino e seu respeito por estes mesmos elementos característico do gênero e o manejo com que ele transforma a saga Kill Bill numa atual homenagem a este gênero de filmes.

Comentários

Alejandro.Rincon.Arias comentou:

Ninja Assassino

4.500
"Excelente"

"Nos anos 80 e 90 tentaram-se explorar o genero dos ninjas e o unico que tinham era um cara que dava uma porrada e matava um ninja, então dava 10 porradas e matava 10 ninjas rapidinho, faltava uma coisa naquela época que o ninja assassino explora muito bem e é sangue, muito sangue. Uma boa história põe de volta o genero ninja à paradas"

um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

Média da avaliação: 35
Bom(+)
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.29
Avaliação média
baseada em 388 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.25
Avaliação média
baseada em 8 críticos

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