Os leitores de quadrinhos estão acostumados com histórias do tipo “E se..?”. Esse gênero especula o que aconteceria no universo dos super-heróis se algo acontecesse de forma diferente. Partindo da premissa “e se o Lex Luthor derrotasse o Superman?”, o filme “Megamente” conta uma história muito engraçada.
Como não havia de ser ... Leia mais Os leitores de quadrinhos estão acostumados com histórias do tipo “E se..?”. Esse gênero especula o que aconteceria no universo dos super-heróis se algo acontecesse de forma diferente. Partindo da premissa “e se o Lex Luthor derrotasse o Superman?”, o filme “Megamente” conta uma história muito engraçada.
Como não havia de ser diferente, muitas referências ao mundo dos super-heróis estão contidas na animação. Seja na origem dos poderosos, nos uniformes ou nos detalhes das cenas, os amantes dos quadrinhos encontrarão muito o que comentar depois da sessão. Quem conhece os heróis apenas pelas adaptações cinematográficas também encontrará alusões aos filmes.
A trilha musical é muito boa, com uma releitura instrumental de “Only You” nos momentos mais dramáticos e muito rock’n’roll clássico nas cenas de mais ação. A tática roqueira já se mostrou positiva na franquia “Homem de Ferro”.
O elenco das vozes na versão original é repleto de grandes astros da comédia, mas quem for parar em uma sessão dublada não economizará nas risadas. Os dubladores nacionais fazem um trabalho muito bom e a adaptação do texto funciona.
A história do vilão que se vê tentado a trocar de lado foi vista recentemente em “Meu Malvado Favorito”, mas em “Megamente” as referências pop dão um tempero muito especial.
*Colaboração do Cine Dude
Megamente era a promessa da Dreamworks para criar uma inversão de papéis, sob o tom da paródia, gênero relativamente recente de filmes que surgiu em Hollywood. Dadas as devidas proporções, seria o Shrek dos super-heróis. Uma pena, mas animação passa longe de cumprir o prometido…
A introdução do longa deixa uma ótima primeira impres ... Leia mais Megamente era a promessa da Dreamworks para criar uma inversão de papéis, sob o tom da paródia, gênero relativamente recente de filmes que surgiu em Hollywood. Dadas as devidas proporções, seria o Shrek dos super-heróis. Uma pena, mas animação passa longe de cumprir o prometido…
A introdução do longa deixa uma ótima primeira impressão, com o vilão narrando um flashback de toda a sua história, começando pelo seu nascimento e chegada ao nosso planeta e já sendo predestinado a ser rival do Metroman. A partir de então, começa uma sucessão de cenas feitas para ser engraçadinhas.
Mas um dos elementos essenciais para qualquer filme que se preze é o roteiro e Brent Simons e Alan J. Schoolcraft são infelizes para com o desenvolvimento da trama, deixando os conflitos pouco angustiantes e deixam previsível o desfecho de cada avanço na história.
Tom McGrath realiza um trabalho abaixo do que se espera de um diretor que já realizou Madasgar e Madagascar 2 – A Grande Escapada, animações bem sucedidas. As suas escolhas de gosto duvidoso acabam por comprometer a obra. O pouco cuidado perante o seu trabalho apresenta um sinal forte inconcebível: a personagem Roxanne Ritchi possui a mesma animação de um filme anterior da própria Dreamworks, a Susan Murphy.
A trilha sonora corretinha, composta por Hans Zimmer, pontua a função sem grandes destaques. O uso de músicas de rock para marcar algumas ações é um dos grandes erros da composição, talvez o pior. Poucas vezes canções não originais soaram tão descoladas em um filme, o que acaba por prejudicar o envolvimento com a película, pois cria um afastamento e, por consequência, rejeição. A música utilizada na última cena soa como puro oportunismo, além de ser óbvia.
Porém, nem tudo está perdido. A dublagem salva o filme de um fiasco total, com atores inspirados e muito dirigidos. Para uma animação de comédia, é fundamental que isso ocorra.
Os efeitos em 3D garantem a diversão, proporcionando um nível de profundidade embasbacante, e com alguns objetos “saltando” da tela pontualmente.
Ao final das contas, Megamente acabará entretendo ao público infantil com o seu 3D e muitas cenas de ação. O mesmo não se pode dizer de quem irá acompanhá-los e que tenha o paladar cinematográfico mais apurado, reconhecendo logo que estará diante de um dos piores lançamentos do ano.
Megamente
"Excelente"
"Cheio de boas piadas, com um bom elenco de humoristas e o talento quase infalível da DreamWorks de fazer animações impagáveis e críticas. MEGAMENTE é mais uma surpresa. E o personagem Criado é uma graça a partei"