Marido por Acaso

Marido por Acaso
Pronto, na sua agenda

Sinopse

Trabalhando como consultora sentimental em um programa de rádio, Emma Lloyd aconselha uma de suas ouvintes a terminar o relacionamento com o namorado. Inconformado, o ex da garota, um bombeiro de Nova York chamado Patrick, resolve que vai se vingar da radialista: com a ajuda de um jovem hacker, ele ... Leia mais 

Trabalhando como consultora sentimental em um programa de rádio, Emma Lloyd aconselha uma de suas ouvintes a terminar o relacionamento com o namorado. Inconformado, o ex da garota, um bombeiro de Nova York chamado Patrick, resolve que vai se vingar da radialista: com a ajuda de um jovem hacker, ele muda as informações sobre o estado civil de sua inimiga nos registros sociais. Quando Emma fica noiva e vai dar o próximo passo em sua relação, descobre que, oficialmente, ela já é casada! E pior: com o próprio Patrick!

Dados técnicos

Gênero Comédia, Romance
Título Original The Accidental Husband
Diretor Griffin Dunne
Atores principais Uma Thurman, Colin Firth, Jeffrey Dean Morgan, Isabella Rossellini, Sam Shepard
Ano de produção 2008
Duração 90 minutos.
Produtor Suzanne Todd, Jason Blum, Jennifer Todd
Escritor Bonnie Sikowitz, Mimi Hare, Clare Naylor
País Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 2.98
Avaliação média baseada em 258 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 2.00
Avaliação média baseada em 5 críticos
Última modificação jev233 (3 anos atrás)

Trailer

Imagens

Crítica especializada

Pipoca Combo - C. Ferreira (Brasil)

3.00
Bom

Por mais que cientistas tentem e revistas indiquem o caminho, o amor de verdade só acontece quando tem que acontecer. A busca pelo príncipe encantado ou par ideal, se preferirem, povoa a mente de escritores, mulheres simples e é o tema central de diversos filmes que ajudam boa parte das mulheres a manterem o pé na fantasia, cujo objetivo maior ... Leia mais Por mais que cientistas tentem e revistas indiquem o caminho, o amor de verdade só acontece quando tem que acontecer. A busca pelo príncipe encantado ou par ideal, se preferirem, povoa a mente de escritores, mulheres simples e é o tema central de diversos filmes que ajudam boa parte das mulheres a manterem o pé na fantasia, cujo objetivo maior é ter o “e foram felizes para sempre”.

Uma rápida pesquisa em qualquer site de busca apresenta centenas de milhares de páginas que tenham como assunto a busca pelo par ideal. E ajudar a encontrar esse cara é o que faz a psicóloga Emma Lloyd, personagem de Uma Thurman, no filme Marido por Acaso, que chega aos cinemas esta semana.

Emma é estrela de um programa de rádio chamdo “Amor Real” e não sabe que um dos conselhos oferecidos a uma ouvinte afetará diretamente a vida dela. De casamento marcado com o editor de livros Richard Bratton (vivido por Colin Firth, de Brigitte Jones), a personagem de Uma Thurman vê sua vida dar uma reviravolta ao descobrir que é casada com o bombeiro Patrick Sullivan (Jeffrey Dean Morgan). atrick, na verdade, é noivo de Sofia (Justina Machado) que termina o noivado depois de ouvir o conselho da psicóloga pelo rádio. Com a ajuda Ajay (Jeffrey Tedmore), jovem de ascendência indiana e com um grande domínio da informática, Patrick forja uma certidão de casamento com o intuito de dar uma lição em Emma.

O que segue é uma sucessão de desventuras da psicóloga em busca da anulação do seu matrimônio. O mais interessante dessa história é perceber como estamos viciados em fórmulas e estatísticas, a fim de tentar controlar a vida e alcançar padrões que nos são vendidos diariamente.

Confesse secretamente que você nunca, mesmo que no consultório do dentista, fez um teste para saber se você e seu/sua pretendente combinam? Ou se realizou a compatibilidade astrológica para entender o comportamento do seu/sua parceiro(a). O filme trata dessa busca científica pelo amor. E a protagonista se vê dividida entre o que é real (Richard), que é maduro, oferece segurança e está, certamente, pronto para viver um relacionamento sério conforme ela mesma propaga em seus conselhos e o controverso (Patrick), cujo estilo de vida está longe de ser o mais maduro de todos.

A diferença entre os dois pode ser percebida não só pelo comportamento, como também nas cores. Enquanto o núcleo de Richard é clean e claro, Patrick divide sua vida com uma família de indianos que imprimem cor e um ponto de vista diferenciado no modo de levar a vida.

O filme conta ainda com a participação de Isabella Rosselini (Greta Bollenbecker), que é responsável por promover uma das seqüências mais divertidas e mais cara de comédia romântica do longa, quando ele canta a que seria a música tema do casal. Tudo isso, durante a prova do bolo de casamento, na qual Emma é acompanhada por Patrick. Nas cenas, o que vemos de um lado é uma mulher constrangida pela falta de protocolo. Por outro, o que temos é um homem que sabe aproveitar, mesmo que de maneira exagerada, os prazeres simples vida.

Podemos dizer que Marido por Acaso é mais uma comédia romântica despretenciosa, mas que insere uma reflexão do quanto somos obcecados pela perspectiva de par ideal, amor romântico e o quanto esquecemos de entender que não existe fórmula matemática ou científica para as coisas que fazem a vida do ser humano tão especial: sentimentos. O longa também vale a pena por vermos como aquela mulher, que em outros tempos matou o Bill, pode ser frágil, dócil e também estar em busca de um amor real.

Cássia Ferreira – colaboradora

Cine Players - C. Heoli (Brasil)

1.00
Ruim

Outra produção descartável do gênero, com Uma Thurman mais desconfortável que nunca.

O cinema de gênero norte-americano anda cansado, o que não é novidade. Em meio a filmes desenvolvidos sob medida para um público pouco exigente, familiarizado com a homogeneidade dessas produções, o mercado de comédias românticas é um dos mais frac ... Leia mais Outra produção descartável do gênero, com Uma Thurman mais desconfortável que nunca.

O cinema de gênero norte-americano anda cansado, o que não é novidade. Em meio a filmes desenvolvidos sob medida para um público pouco exigente, familiarizado com a homogeneidade dessas produções, o mercado de comédias românticas é um dos mais fracos – e menos originais. Raramente algo de novo aparece entre a tonelada de produções normalmente direcionadas ao público feminino e, infelizmente, Marido por Acaso não é exceção à regra.

No filme, Uma Thurman vive Emma Lloyd, doutora que atende mulheres e as aconselha amorosamente através de um programa de rádio, na cidade de Nova York. Quando implicitamente sugere para que uma ouvinte termine seu relacionamento, mesmo estando prestes a se casar, ela trava sem saber uma batalha pessoal contra o bombeiro Patrick Sullivan, o pretendente descartado por sua espectadora. Patrick decide se vingar de Emma, que está com seu casamento marcado, e com a ajuda de um pequeno hacker prega uma peça na moça: se torna seu marido.

Uma pequena sinopse e todo o restante do filme já é anunciado, de forma praticamente explícita. Já faz um bom tempo que o cinema comercial carece de inteligência, e uma simples premissa normalmente entrega todos os altos e baixos de um filme. Pode-se imaginar, por exemplo, com quem a personagem de Uma ficará no filme, um dos principais acontecimentos dessas produções. Ainda se pode prever, dedicando um pequeno momento para analisar a trama de um filme como este, quais serão os principais desafios da protagonista, incumbida de resolver o problema que lhe apareceu. Tão logo o espectador questione e resolva tais problemas, todo o desenrolar do filme se perde, se desmistifica, tornando a sessão apenas monótona e descartável. Mas então temos então outra realidade nada desconhecida relacionada ao universo do cinema: o espectador, normalmente, não questiona. E essa verdade alimenta grande parte da indústria cultural contemporânea que, direcionada ao público passivo, continua lançando produtos uniformes e descerebrados para entretenimento.

Deixando de lado a digressão e retomando o foco da análise, Marido por Acaso, como já mencionado, se apóia nas convenções e em fórmulas repetidamente exploradas por outros filmes. A obviedade do roteiro surpreende quando se descobre que o mesmo foi escrito a seis mãos, por Mimi Hare, Clare Neylor e Bonnie Sikowitz. Com passagens cômicas infantis e sem graça, tendo em outros momentos sérios mais humor presente que nas passagens onde o mesmo era intencional, Marido por Acaso desagrada ainda mais por passar pequenas lições de moral e contar com personagens quadrados e nada críveis.

O melhor exemplo é sua própria protagonista, doutora especialista em relacionamentos humanos que dá conselhos banais como “se mexer com fogo, você pode se queimar” e “não procure por faíscas, pois elas podem causar incêndio”. Mas nada como um bombeiro na sua vida para apagar esse fogo, não é mesmo Dra. Lloyd? Fica a dúvida se a personagem foi concebida para possuir algum grau de parentesco com o personagem de Jim Carrey, presente numa conhecida comédia de 1994, ou se tudo é apenas coincidência.

Se os problemas acima descritos pudessem ser desconsiderados, outros elementos poderiam tornar a experiência do filme mais agradável, como o seu elenco, que normalmente é escalado como chamariz para o grande público nesse tipo de filme. Porém, em outro dos vários problemas de Marido por Acaso, o elenco e principalmente sua protagonista não merecem muitos méritos. Uma Thurman, que deveria ser especialista em comédias românticas – considerando que recorrentemente protagoniza filmes do gênero -, está deslocada e insossa, bastante desconfortável em seu papel. O único ator que se destaca no filme, ao lado de um apagado Colin Firth, é Jeffrey Dean Morgan, carismático intérprete que esteve também em P.S. Eu Te Amo, que ganhou reconhecimento através do melancólico Denny Duquette, da série televisiva Grey’s Anatomy.

Griffin Dunne, ator que já trabalhou com Martin Scorsese em Depois de Horas (mas que notavelmente não aprendeu nada com o diretor), e que tem no currículo a direção de Da Magia à Sedução e A Lente do Amor, comanda de maneira sofrível Marido por Acaso, com uma péssima direção de atores e câmeras em locais impróprios – uma espécie de subjetiva de um prato de comida sequer merece questionamento. Para piorar a situação, a montagem do filme desconsidera a possibilidade de corrigir problemas da direção e entrega uma produção com mais cortes que qualquer filme de ação do ano, o que a torna confusa em momentos indevidos.

Lançado originalmente no ano passado nos Estados Unidos, Marido por Acaso ficou engavetado todo este tempo no Brasil, esperando uma oportunidade para aparecer nos cinemas em um momento sem muitas produções concorrentes, igualmente destinadas ao público feminino. Sem nada a acrescentar ao gênero, Marido por Acaso será esquecido em pouquíssimo tempo, ao lado de vários outros filmes estrelados por Uma Thurman, como Minha Super Ex-Namorada e Terapia do Amor. Thurman encara a realidade de Hollywood e é a prova viva de que nem só de Tarantinos se vive um ator norte-americano.

Por Conrado Heoli
09/08/2009

O Globo Online - T. Leão (Brasil)

1.00
Ruim

Nem mulher vai aturar

Atualmente, tem rolado uma leva de comédias românticas de temáticas semelhantes, que quase sempre são estreladas por Kate Hudson e Reese Whiterspoon. Neste equivocado "The accidental husband" (no original), Uma Thurman parece uma síntese ruim destas.

Emma Lloyd (Thurman) é uma famosa radialista de conselhos amoroso ... Leia mais Nem mulher vai aturar

Atualmente, tem rolado uma leva de comédias românticas de temáticas semelhantes, que quase sempre são estreladas por Kate Hudson e Reese Whiterspoon. Neste equivocado "The accidental husband" (no original), Uma Thurman parece uma síntese ruim destas.

Emma Lloyd (Thurman) é uma famosa radialista de conselhos amorosos em Nova York. Um de seus conselhos faz com que o casamento de um bombeiro do Brooklyn (Jeffrey Dean Morgan) seja cancelado. Por isso, ele bola um plano para acabar com a vida da dondoca, que também está prestes a se casar com um almofadinha inglés (Collin Firth, coitado).

E tudo rola de um modo muito previsível. Imagine quem acaba com quem no final? Boceeeejoooo.

Tom Leão (07/08/2009)

Comentários

Ana.Rocha comentou:

Marido por Acaso

3.000
"Bom"

"O Filme é engraçadinho, é tipico de uma sessão da tarde... Mas eu gostei, talvez pelo fato de ser apaixonada pelo Jeffrey Dean Morgan, acho ele super charmoso, e só de vê-lo sorrindo eu já abro um sorrisão... Mas é bacana pra quem gosta deste tipo de filme."

um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
marcio de almeida comentou:

Marido por Acaso

"super legal, uma comédia muito inteligente..."

11 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
renata.v.dias comentou:

Marido por Acaso

1.000
"Ruim"

"Fujam!"

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

Média da avaliação: 25
Regular(+)
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 2.98
Avaliação média
baseada em 258 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 2.00
Avaliação média
baseada em 5 críticos

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