´Lope´ acompanha a juventude do espanhol Lope de Vega, um dos maiores dramaturgos e poetas de todos os tempos, autor de obras como "Amarílis" e "La Arcádia".
| Gênero | Biografia, Drama |
|---|---|
| Título Original | Lope |
| Diretor | Andrucha Waddington |
| Atores principais | Selton Mello, Luis Tosar, Sonia Braga, Leonor Watling, Antonio Dechent, Mariano Venancio, Pilar López de Ayala, Antonio de la Torre, Juan Diego, Jordi Dauder, Miguel Ángel Muñoz, Alberto Ammann, Ramon Pujol |
| Data de lançamento | 04-Mar-2010 |
| Ano de produção | 2010 |
| Duração | 100 minutos. |
| Classificação do CAEC | PG-13 - Não Recomendado para menores de 14 anos |
| Escritor | Jordi Gasull, Ignacio del Moral |
| Música | Fernando Velázquez |
| País | Espanha · Brasil |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 9 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 2 críticos |
| Última modificação | la vieja (10 meses atrás) |
“ - Contente-se com o que tem. Não se pode ter tudo.
- Mas eu quero tudo.”
Algumas pessoas são tão passionais que as suas vidas transformam-se em interessantes biografias. Muitos escritores e poetas têm uma vida cheia de emoção e aventuras que vão além do que escreveram. Confesso que eu ainda não havia lido nada do Lope até assis ... Leia mais “ - Contente-se com o que tem. Não se pode ter tudo.
- Mas eu quero tudo.”
Algumas pessoas são tão passionais que as suas vidas transformam-se em interessantes biografias. Muitos escritores e poetas têm uma vida cheia de emoção e aventuras que vão além do que escreveram. Confesso que eu ainda não havia lido nada do Lope até assistir o filme. Fiz aquele “google” e li alguns de seus poemas. Gostei.
Fiquei decepcionada em saber que o sr. Félix Lope de Vega tornou-se oficial da “santa” Inquisição após perder um grande amor. Afinal, esse ilustre señor ficou famoso pelos vários casamentos, inúmeras aventuras amorosas extraconjugais e escandalosos romances.
Na pré-estreia, o diretor Andrucha Waddington disse que ficou seduzido pela história daquele escritor que amava tanto a Arte. Ele conseguiu mostrar isso no filme. Waddington contou a história de um jovem que teve de decidir se iria seguir a carreira mais “segura” ou se ia mergulhar na literatura. Na Espanha de Velázquez, Lope era alguém dividido entre dois amores em uma sociedade hipócrita.
Entre lutas de espadas, há um simpático Marques de Navas interpretado por Selton Mello. Foi inevitável pensar: “putz, acho que o meu sotaque quando falo espanhol é igual o dele ou quem sabe pior”. Tenho de confessar que faço parte daquele grupo politicamente correto que pensa muito antes de fazer algo. Decide e ainda continua pensando se tomou a melhor decisão. Por isso, morro de inveja daquelas pessoas que têm coragem de jogar tudo para alto e correr atrás de um grande amor mesmo sem ter certeza se vai dar certo ou não. Que jogam para alto um bom emprego porque se cansou do chefe babaca. Ou mudam de profissão para fazerem algo que amam, mas que não necessariamente terão retorno financeiro. Ops, acho que estou contando demais o filme. Sorry.
É claro que toda Sandy tem seu lado devassa. Aliás, ninguém consegue ser politicamente correto o tempo todo. Principalmente, se um dia já se apaixonou. Isabel de Urbina soube ser corajosa e ir contra tudo e todos para seguir alguém tão incerto. (Que inveja da sua coragem!) Valeu a pena? Acho que sim. Dizem que sempre vale, não é mesmo? Lope define muito bem esse sentimento que muitas vezes nos faz capaz de doar a nossa vida e a nossa alma a um desengano. De desenganos e alguns acertos muitos transformam suas vidas em futuros filmes.
Será que podemos ter tudo? Por que não?
Depois da guerra, Lope de Vega volta para Madri. Ele resolve escrever peças de teatro, o que é facilitado por seu envolvimento com a filha do dono da companhia teatral. Lope também nutre sentimentos por uma amiga de infância.
A vida do autor Lope de Vega foi tão atribulada que realmente merecia ganhar um filme. A cinebiografia Lope capta as p ... Leia mais Depois da guerra, Lope de Vega volta para Madri. Ele resolve escrever peças de teatro, o que é facilitado por seu envolvimento com a filha do dono da companhia teatral. Lope também nutre sentimentos por uma amiga de infância.
A vida do autor Lope de Vega foi tão atribulada que realmente merecia ganhar um filme. A cinebiografia Lope capta as paixões de seu protagonista, mas não tem o mesmo sucesso na hora de transmitir as emoções das cenas para o público.
Tecnicamente impecável, a reconstituição de época é maravilhosa. As direções de arte e fotografia (além do figurino) merecem elogios. A trilha musical também cumpre seu papel, mas não consegue suprir as deficiências do roteiro e da direção. Ambos são burocráticos demais e são os responsáveis pela carga emotiva morna da história.
Apesar de ser uma produção majoritariamente espanhola, a fita é dirigida pelo brasileiro Andrucha Waddington (Casa de Areia). Ele estudou a fundo a vida e a obra de Lope da Vega, o Shakespeare espanhol. Mesmo assim, escolher um estrangeiro para dirigir a cinebiografia de uma figura tão importante foi uma opção arriscada.
As escolhas perigosas não ficam apenas atrás das câmeras. Para viver o personagem-título foi escalado o argentino Alberto Ammann. Como conheço muito pouco do idioma espanhol, não posso avaliar o quanto ele foi capaz de mascarar o sotaque portenho. Mesmo que tenha sido bem-sucedido, ele precisaria ser um ator inigualável (ou muito famoso para atrair público) para justificar a escolha. O ator traz bons momentos, mas um ator espanhol poderia fazer um trabalho semelhante que economizasse polêmicas.
*Colaboração do Cine Dude


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