Casados há 30 anos, Mary (Rossellini) e Adam (Hurt) passaram mais da metade de suas vidas juntos, criando os filhos e aguardando a chegada de uma fase mais tranquila. No entanto, percebem que estão envelhecendo e começam, cada uma à sua maneira, a enfrentar essa nova realidade. Adam vê sua carr ... Leia mais
Casados há 30 anos, Mary (Rossellini) e Adam (Hurt) passaram mais da metade de suas vidas juntos, criando os filhos e aguardando a chegada de uma fase mais tranquila. No entanto, percebem que estão envelhecendo e começam, cada uma à sua maneira, a enfrentar essa nova realidade. Adam vê sua carreira e situação financeira não serem tão prósperas como antes e Mary começa a apresentar indícios de demência.
| Gênero | Comédia, Drama |
|---|---|
| Título Original | Late Bloomers |
| Diretor | Julie Gavras |
| Atores principais | William Hurt, Isabella Rossellini, Leslie Phillips, Hugo Speer, Aidan McArdle, Luke Treadaway, Joanna Lumley, Arta Dobroshi, Doreen Mantle, Kate Ashfield |
| Ano de produção | 2011 |
| Duração | 94 minutos. |
| Escritor | Olivier Dazat, Julie Gavras |
| País | França · Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte · Bélgica |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 8 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 1 críticos |
| Última modificação | jev233 (4 meses atrás) |
Late Bloomers: Uma questão delicada
A filha de Costa Gavras surpreende, neste intenso filme que dura apenas 94 minutos. “Late Bloomers”, que poderia ser traduzido como desabrochar tardio, mas tornou-se “O amor não tem fim” na interpretação comercial dos exibidores nacionais, aborda o enfrentamento do envelhecer, nestes dias em que a ... Leia mais Late Bloomers: Uma questão delicada
A filha de Costa Gavras surpreende, neste intenso filme que dura apenas 94 minutos. “Late Bloomers”, que poderia ser traduzido como desabrochar tardio, mas tornou-se “O amor não tem fim” na interpretação comercial dos exibidores nacionais, aborda o enfrentamento do envelhecer, nestes dias em que a média de sobrevivência humana é cada vez maior e as etapas da vida já não permanecem tão claramente definidas quanto na sociedade de Balzac.
Com o mesmo olhar agudo e lúcido do pai, que em seus filmes tocava fundo as feridas, tratando da repressão vigente em diversas épocas e países, denunciando sequestros, prisões e torturas que a imprensa e os governos totalitários omitiam, Julie Gravas coloca sua arte a serviço de questões delicadas como a difícil adaptação de um casal à fase da vida em que já não se é tão relevante, tanto no convívio social quanto na atividade profissional.
O roteiro apresenta revelações muito honestas e verdadeiras, como a que faz a amiga da esposa, que coordena uma Ong, ou o colega de profissão do marido, que lhe conta todas as deficiências físicas e depois afirma que “envelhecer é coisa pra macho”. Ambos provam sentimentos conflitantes – raiva, vergonha, baixa autoestima, competitividade, inveja, carência – e, na experiência inusitada de envelhecer com dignidade, cometem erros, optando por saídas que não os satisfazem nem realizam.
Em paralelo, há ainda a relação com os filhos adultos e com a mãe que esconde uma doença terminal, relacionamentos também cheios de dificuldades e desencontros. O filme é um drama, mas não um dramalhão, quase um documentário. E o final é bastante convincente e sem concessões, mas não, amargo. Deixa no espectador a certeza de que nascemos mesmo sem bula, com a tarefa de descobrir, por nós mesmos, o próprio caminho da felicidade.


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Late Bloomers - O Amor Não Tem Fim
"O filme é regular para +, se bem que em muitos momentos me identifiquei com a crise dos 60 anos dos personaens, mostra situações que são universais a quase todas as pessoas, co as quais podemos nos identificar...."