J. Edgar

J. Edgar
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Sinopse

O longa explora a figura de um dos homens mais enigmáticos do século XX: John Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio). Um dos principais responsáveis pela criação do FBI e seu homem forte por 48 anos, ele foi temido e admirado por várias décadas, mas em sua vida pessoal mantinha segredos grandes o b ... Leia mais 

O longa explora a figura de um dos homens mais enigmáticos do século XX: John Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio). Um dos principais responsáveis pela criação do FBI e seu homem forte por 48 anos, ele foi temido e admirado por várias décadas, mas em sua vida pessoal mantinha segredos grandes o bastante para acabar com sua reputação e sua carreira.

Dados técnicos

Gênero Biografia, Drama
Título Original J. Edgar
Diretor Clint Eastwood
Atores principais Leonardo DiCaprio, Naomi Watts, Judi Dench, Josh Lucas, Lea Thompson, Armie Hammer
Data de lançamento 27-Jan-2012
Ano de produção 2011
Duração 137 minutos.
Classificação do CAEC R - Exigido acompanhamento dos pais ou de adultos. Não Recomendado para menores de 16 anos
Escritor Dustin Lance Black
País Estados Unidos da América
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.54
Avaliação média baseada em 169 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.00
Avaliação média baseada em 1 críticos
Feito por RomiDC (um ano atrás)
Última modificação jev233 (3 semanas atrás)
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amigogabrielernesto

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Imagens

Crítica especializada

CineZen Cultural - Carlos Cirne (Brasil)

3.00
Bom

“J. Edgar”
Uma das figuras mais poderosas, controversas e enigmáticas do século 20.

Controvérsias à parte, há que se admitir alguns pontos inegáveis na biografia de J. Edgar Hoover: desenvolveu o que hoje é o sistema bibliográfico da Biblioteca do Congresso Americano; aperfeiçoou e tornou realidade o registro datiloscópico individ ... Leia mais “J. Edgar”
Uma das figuras mais poderosas, controversas e enigmáticas do século 20.

Controvérsias à parte, há que se admitir alguns pontos inegáveis na biografia de J. Edgar Hoover: desenvolveu o que hoje é o sistema bibliográfico da Biblioteca do Congresso Americano; aperfeiçoou e tornou realidade o registro datiloscópico individual (catalogação de impressões digitais); e transformou a medicina forense numa arte (ao que agradecem todos os CSI da vida). Ou seja, mesmo sendo um Richelieu da onipresença norte-americana por quase 50 anos, era um grande empreendedor, que acreditava que “informação é poder”. E isso ele amealhou bastante, transformando-se numa espécie de figura intocável na direção do FBI (também criado por ele).

Filho único, de mãe castradora (no filme, Dame Judy Dench, impecável) e pai ausente, a exemplo de tantos outros déspotas, J. Edgar canalizou sua energia para o trabalho, chegando a transformar um pequeno flerte - que não resultou em casamento, como pretendia - numa de suas parcerias para a vida toda: Helen Gandy (Naomi Watts, desperdiçada), não aceitou casar-se com ele, mas transformou na secretária fiel que acaba (segundo o filme) sendo a guardiã de seus tão temidos dossiês pessoais, sobre tudo e todos, devidamente destruídos quando de sua morte. O que continham, para alívio de muitos, nunca se soube. Mas não era pouco, visto sua total imunidade no cenário político norte-americano.

Criança com problemas de fala e sociabilidade, transforma-se no jovem adulto atento a tudo a seu redor, identificando oportunidades de desenvolvimento profissional, onde outros nem sequer imaginariam. E, na formação de seu staff, para composição do que viria a se tornar o FBI, é que conhece aquele que viria a se transformaria em seu braço direito e, segundo muitos, seu único verdadeiro amor, e companheiro de toda a vida: Clyde Tolson, vivido no filme por Armie Hammer (os gêmeos de “A Rede Social”).

O filme de Clint Eastwood, dirigido com a sobriedade costumeira do diretor, apresenta um J. Edgar passional, focado em seus objetivos, e que não se reserva o direito de uma mínima concessão em sua vida pessoal: é emblemática a cena de seu ataque de pânico quando, num jantar, começa a ser assediado pela mão da atriz Ginger Rogers, e praticamente ejeta da cadeira no restaurante, batendo em retirada rapidamente ante a possibilidade de ter que dançar com ela, seguido por um apaixonado e perplexo Tolson.

Neste ponto, talvez a sobriedade de Eastwood acabe distanciando o espectador, na medida em que os poucos arroubos de paixão no filme acabem sempre ficando a cargo do afável e muito elegante Tolson, restando a Hoover as tradicionais cenas de catarse como, por exemplo, na morte da mãe, onde DiCaprio consegue um desempenho um pouco além de sua tradicional voz meio esganiçada e cara de pós-adolescente gordinho.

E, o que deveria ser um ponto de extremo cuidado na produção, acaba sendo um fator de grande ruído no geral do filme: a maquiagem de envelhecimento, fundamental num filme que percorre mais de 30 anos de história, funciona à perfeição para DiCaprio e, inversamente proporcional, é um desastre quando aplicada a Hammer. A aparência de borracha retira totalmente qualquer expressão do jovem ator, tornando difícil enxergar-se a pessoa por trás da máscara.

De qualquer maneira, um filme muito bem realizado, com excelente design de produção, apenas um pouco frio, distante. Como deve ter sido, talvez, o próprio J. Edgar, em vida.

Comentários

Weberson.Santos comentou:

3.500
" Bom(+) "

Não era bem o que eu esperava. Apesar de uma história bacana, o filme se torna tedioso.

2 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
abreu.caio comentou:

J. Edgar

3.000
"Bom"

"Acho interessante que até hoje, várias pessoas ainda não descobriram o Clint Eastwood diretor. As pessoas olham os créditos e se surpreendem ai ver Clint assinando a direção de um filme. Para quem não sabe o ator já possui 12 filmes com sua direção. J. Edgar é o 13º filme do seu currículo.


J Edgar conta a história de John Edgar Hoover, primeiro diretor do FBI (a Federal Bureau of Investigation). Hoover foi chefe do FBI por 48 anos, durante o mandato de oito presidentes diferentes. O chefão do departamento federal de investigação possuía informações comprometedoras de muitos políticos e figuras públicas dos EUA, mantendo assim seu cargo até a sua morte.



O ator Leonardo DiCaprio interpreta o temido Edgar Hoover. Fiquei surpreso pela interpretação do ator. DiCaprio impôs toda a força e a seriedade que Hoover possuía, porém ao mesmo tempo, o ator proporcionou ao público o lado íntimo do diretor do FBI que até o momento era desconhecido pelo público. O relacionamento entre J. Edgar e sua mãe, a idolatria pela figura materna ficou bem marcada. A insegurança nunca transparecida publicamente, e até mesmo a opção sexual, tudo é muito bem transmitido e detalhado através da atuação de DiCaprio. A química entre o ator e Armie Hammer (os gêmeos Winklevoss do filme A Rede Social) também merece elogios. Hammer interpreta Clyde Tolson, o vice-diretor do departamento de investigação e suposto marido de Hoover em um relacionamento castro que durou por décadas.



O Roteiro, assinado por Dustin Lance Black (roteirista do filme Milk - A Voz da Igualdade), é bom, porém, para boa parte do público, a forma como a história é contada será bem monótona e a narrativa, um pouco confusa. A direção de Clint Eastwood é precisa e séria. Muito eficiente. Com toda a experiência de Eastwood, o diretor fez um ótimo trabalho. A fotografia também deu uma escorregada na iluminação. O figurino foi muito bem escolhido, caracterizando de forma eficiente as épocas que o filme se habitua.


O roteiro de Lance Black fez questão de caracterizar bem a diferença do Hoover jovem para o Hoover já no fim de sua vida. Para que isso pudesse ficar claro para o público, as cenas são balanceadas o tempo todo entre os dois momentos. A maquiagem teve um grande trabalho nos personagens de Leonardo DiCaprio e Armie Hammer, porém exageraram demais. Já as atuações dos dois atores foram ótimas, principalmente a de Hammer.

O novo filme de Clint Eastwood é um drama um pouco arrastado, porém com uma direção eficiente e brilhantes atuações. Com interessantes informações sobre um dos homens mais poderosos que os EUA já tiveram em toda a sua história, J. Edgar é uma biografia interessante para se prestigiar no cinema.
http://cinefacts.blogspot.com/"

3 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
hpedro comentou:

J. Edgar

4.000
"Muito bom"

"Manipulador, controlador, emotivo, cheio de segredos e forte. Todos temos um pouco deste herói(?)/vilão (?). òtimo filme, recomendo"

3 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

Média da avaliação: 35
Bom(+)
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.54
Avaliação média
baseada em 169 pessoas
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Avaliação média
baseada em 1 críticos

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