Adaptação dos personagens em quadrinhos, por sua vez inspirados na coleção de bonecos 'Comandos em Ação'. No filme, centrado em como o Cobra se tornou um grupo terrorista, uma elite militar americana conhecida como G.I. Joe está na Europa quando recebe a missão de derrotar uma organização ... Leia mais
Adaptação dos personagens em quadrinhos, por sua vez inspirados na coleção de bonecos 'Comandos em Ação'. No filme, centrado em como o Cobra se tornou um grupo terrorista, uma elite militar americana conhecida como G.I. Joe está na Europa quando recebe a missão de derrotar uma organização do mal liderada por um traficante de armas.
| Gênero | Ação, Aventura, Ficção Científica |
|---|---|
| Título Original | G.I. Joe: Rise of Cobra |
| Diretor | Stephen Sommers |
| Atores principais | Joseph Gordon-Levitt, Karolina Kurkova., Dennis Quaid, Channing Tatum, Marlon Wayans, Sienna Miller, Rachel Nichols, Arnold Vosloo, Ray Park, Lee Byung Hun, Christopher Eccleston, Saïd Taghmaoui, Adewale Akinnuoye Agbaje |
| Ano de produção | 2009 |
| Duração | 118 minutos. |
| Produtor | Lorenzo di Bonaventura, Brian Goldner, Bob Ducsay |
| Escritor | Stuart Beattie, Larry Hama |
| Música | Alan Silvestri |
| País | Estados Unidos da América |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 1151 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 9 críticos |
| Última modificação | Bernabé.Quiroga (um ano atrás) |
Aventura de brinquedo
"G.I. Joe - A origem de Cobra" ("G.I. Joe: The rise of Cobra"), aventura mais divertida do ano, tem como gênese uma linha de bonequinhos: o bom e velho Falcon. Quem cresceu nos anos 1980 conheceu o boneco na versão Comandos em Ação, popularizada pela série de desenhos animados homônima. Frenética, esta versão dos so ... Leia mais Aventura de brinquedo
"G.I. Joe - A origem de Cobra" ("G.I. Joe: The rise of Cobra"), aventura mais divertida do ano, tem como gênese uma linha de bonequinhos: o bom e velho Falcon. Quem cresceu nos anos 1980 conheceu o boneco na versão Comandos em Ação, popularizada pela série de desenhos animados homônima. Frenética, esta versão dos soldadinhos de plástico para as telas atesta que, com inteligência, a conversão de brinquedos para o cinema pode render bons frutos, como se deu com a franquia "Piratas do Caribe" e com "Mortal Kombat", em 1995.
O acerto do diretor Stephen Sommers ("A mómia") está na carpintaria dramática dos personagens, capaz de amortecer as inverossimilhanças do roteiro. É esmerada a composição de heróis e vilões, expondo vaidades e inseguranças na saga dos G.I. Joes, tropa que disputa com a facção terrorista Cobra a posse de armas capazes de corroer metais. No elenco, azeitado, dois vilões assaltam o olhar: Arnold Vosloo, como o debochado Zartan, e a estonteante Sienna Miller, a Baronesa.
Rodrigo Fonseca (07/08/2009)
Se já é difícil realizar certas adaptações baseadas em um material narrativo concreto, como livros e peças de teatro, é ainda mais complicado entender a adaptação de produtos sem nenhuma base narrativa. É quase como a criação de uma história original usando apenas figuras já conhecidas, uma vez que não há trama nem relações interp ... Leia mais Se já é difícil realizar certas adaptações baseadas em um material narrativo concreto, como livros e peças de teatro, é ainda mais complicado entender a adaptação de produtos sem nenhuma base narrativa. É quase como a criação de uma história original usando apenas figuras já conhecidas, uma vez que não há trama nem relações interpessoais profundas entre personagens de uma linha de brinquedos, por exemplo. É exatamente diante desse cenário que surge G.I. Joe – A Origem do Cobra, baseado na linha de bonecos americana.
Dirigido por Stephen Sommers (A Múmia, não que isso seja um atrativo muito grande), o longa narra a entrada de Duke e Ripcord para a unidade secreta G.I. Joe ao passo que uma organização terrorista tenta reaver explosivos recheados por nanorrobôs com objetivos muito maiores do que simplesmente causar o terror no mundo.
Como a maior parte dos blockbusters existentes, o filme tem a proposta clara de divertir o público. Diferente de muitos outros filmes do gênero, porém, este aqui leva a sério a história não muito complexa que cria e a carrega com força até o final. Contando desde o início com cenas de ação bem produzidas, o roteiro se encarrega de dosar bem a ação da trama, suas explicações e, ainda, flashbacks que narram o passado dos personagens principais. Os flashbacks, portanto, surgem como uma tentativa dos três roteiristas (Stuart Beattie, David Elliot e Paul Lovett) de tentar fugir da superficialidade natural de figuras baseadas em miniaturas de plástico. Um feito que não é atingido com cem por cento de perfeição e nem cria caracteres complexos, mas que tenta, de certa forma, fugir dos clichês. Ademais, recheado de revelações que surgem constantemente ao longo da trama virando-a de cabeça pra baixo inúmera vezes, os roteiristas parecem inseguros sobre qual caminho tomar e quando o clímax se aproxima e a revelação aparentemente mais chocante é feita, ela soa forçada e pouco crível, ao passo que as motivações do grupo terrorista são deixadas quase que nos créditos do longa, quando, na verdade, ela já é óbvia desde antes (algo que deve ter sido feito para deixar aquele aviso de que haverá uma continuação ao fim; desnecessário).
Já a direção de Stephen Sommers mostra-se, aqui, muito mais segura do que em seus trabalhos anteriores. As perseguições e cenas de ação com diversas instâncias são bem feitas, ainda que algumas pequem nos já cansativos slow-motions, e trazem com precisão o tom de urgência que a situação precisa, sendo tudo isso mais claro na cena de perseguição feita em Paris que soa ao mesmo tempo ágil, dinâmica e bem montada. Os efeitos do longa contribuem nesse tipo de cena, embora soem artificias demais em outras, como na cena em que os personagens principais conseguem adentrar a fortaleza de seus inimigos situada no Ártico ou na cena em que um jato computadorizado sobrevoa o deserto sem que haja sombra alguma dele na areia.
Com nenhuma atuação que valha a pena ser mencionada (positiva ou negativamente), G.I. Joe – A Origem do Cobra, o mais novo blockbuster americano, surge como um alívio para aqueles que pensavam que seria impossível construir um longa vindo de “bonecos de plástico”. Se você espera uma grande trama, personagens fortes e uma grande reflexão sobre a vida, o universo e tudo mais, lembre-se: é sim possível fazer um bom filme baseado em bonecos, mas milagres são impossíveis.
Por Breno Ribeiro
Cenas de ação ininterruptas e nenhuma inteligência.
“... a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”
No trecho acima, o escritor português José Saramago estava se referindo a um novo meio de comunicação em rede, mas é fácil identificar nas palavras ... Leia mais Cenas de ação ininterruptas e nenhuma inteligência.
“... a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”
No trecho acima, o escritor português José Saramago estava se referindo a um novo meio de comunicação em rede, mas é fácil identificar nas palavras do Nobel de literatura uma correlação muito próxima também a outras mídias. O cinema é uma delas.
Apesar de ter se consolidado ao longo da história como um dos mais eficazes meios de se contar uma história, o Cinema, sobretudo o estadunidense, parece estar perdendo esta vocação. Quem dita as regras de concepção de um filme, no nosso tempo, não são mais os roteiristas, mas os departamentos tecnológicos dos grandes estúdios.
A preocupação primordial agora é trazer o máximo de inovação em efeitos, que aliados à grandes campanhas de marketing, tentam tirar os adolescentes – principais consumidores – da internet e levá-los aos cinemas, dotados de telas em três dimensões, IMAX e afins.
Não é de se estranhar, portanto, que há anos os principais filmes vindos de Hollywood tenham se baseado em histórias em quadrinhos, séries de televisão, internet, videogames, chicletes e, agora, brinquedo. É o ápice do descrédito intelectual. Não à toa a maior bilheteria do ano pertence à atrocidade Transformers: A Vingança dos Derrotados. E chega mais um exemplar destes aos cinemas, G.I. Joe - A Origem de Cobra.
Baseado nos Comandos em Ação, brinquedos que muito sucesso fizeram no Brasil durante a década de 1980, este novo filme produzido por Brian Goldner (não por acaso o mesmo produtor dos dois Transformers) repete à exaustão a forma de fazer filmes que está em voga: muita pirotecnia visual, efeitos sonoros atordoantes, edição picotadíssima e zero de argumento, zero de história, zero de inteligência. É um filme “pensado” a partir das cenas de ação que se pretende apresentar, com o miolo narrativo cada vez mais espremido entre elas. Talvez seja ao que Saramago estava se referindo.
G.I. Joe - A Origem de Cobra, por exemplo, nem se dignifica a localizar o espectador, desenvolver personagem, criar um clímax pontual. Sabe-se apenas que uma arma nanotecnológica capaz de destruir elementos metálicos é roubada por uma organização criminosa chamada Cobra e que um esquadrão de elite internacional, os Comandos em Ação, quer dizer, os G.I. Joe, tem o dever de recuperá-la.
Para isso, haverá uma enorme e bem bolada sequência de perseguição pelas ruas de Paris – não é preciso ser muito esperto para descobrir que a Torre Eifel é o alvo -, que realmente impressiona (apesar dos efeitos, em diversos outros momentos do filme, não serem de todo satisfatórios). Pela primeira vez no filme, nesta sequência específica, as coisas ficam mais claras, mocinhos e vilões já estão bem definidos e a tentativa de montar o quebra-cabeças errático do pseudo-roteiro já tem algum resultado, levando finalmente o espectador a fruir alguma sensação puramente sinestésica.
De resto, o filme de Stephen Sommers (o mesmo responsável por A Múmia e do tenebroso Van Helsing - O Caçador de Monstros) se utiliza dos flashbacks para tentar dar algum background aos personagens (todos arquétipos já usados à exaustão) e também para criar os intervalos necessários entre as sequências de adrenalina. Há também a vexaminosa revelação de um vilão, atuações canhestras, um final apressado e uma deixa para a sequência, que não tardará a vir. Espero não estar grunhindo até lá.
Por Andy Malafaya
07/08/2009


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G.I. Joe - A Origem de Cobra
"Muito bom"
"Me senti numa história contemporanea (não futurista) de star wars, as lutas ninja que seriam as lutas jedis, as perseguições no mar que seriam as batalhas interestelares, o comando que seria os jedis e as cobra que seriam os sith, os efeitos especiais são o maximo, e a participação do marlon wayans deu um toque comico muito legal, depois dele passar pelo scary movie e as branquelas, dannis quaid fez otimo como general e a mulherada não estava nada mal, bom o unico é que snake eyes era meio baixinho para o papel, mais ta bom, gostei muito"