Peter Klaven é um bem-sucedido agente imobiliário que está noivo da mulher dos seus sonhos, Zooey. Durante os preparativos do casamento, ele percebe que não tem amigos próximos o suficiente para serem seus padrinhos na cerimônia. Ele resolve conhecer homens para serem seus amigos. Depois de um ... Leia mais
Peter Klaven é um bem-sucedido agente imobiliário que está noivo da mulher dos seus sonhos, Zooey. Durante os preparativos do casamento, ele percebe que não tem amigos próximos o suficiente para serem seus padrinhos na cerimônia. Ele resolve conhecer homens para serem seus amigos. Depois de uma série de encontros bizarros com esse objetivo, Peter conhece Sydney Fife, com quem ele se identifica. No entanto, na medida em que a amizade cresce, mais o relacionamento de Peter e Zooey sofre.
| Gênero | Comédia, Romance |
|---|---|
| Título Original | I Love You, Man |
| Diretor | John Hamburg |
| Atores principais | J.K. Simmons, Rashida Jones, Paul Rudd, Jason Segel, Thomas Lennon, Lou Ferrigno, Jon Favreau, Jaime Pressly, Carla Gallo, Andy Samberg, Liz Cackowski, Joe Lo Truglio |
| Ano de produção | 2009 |
| Duração | 105 minutos. |
| Classificação do CAEC | G - Para todo tipo de público. Censura livre. |
| Produtor | The Montecito Picture Company, DreamWorks Pictures, De Line Pictures |
| Escritor | Larry Levin, John Hamburg |
| Música | Theodore Shapiro |
| País | Estados Unidos da América |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 160 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 4 críticos |
| Última modificação | jev233 (2 meses atrás) |
Melhor do que o esperado.
Devido à enxurrada constante de fracas comédias vindas do mercado norte-americano, fica muito fácil subestimar um novo trabalho de nome tão genérico quanto Eu te Amo, Cara. A expectativa era negativa também pelo fato do diretor, John Hamburg, ter estado à frente, em 2004, do medíocre Quero Ficar com Polly. Mas, ... Leia mais Melhor do que o esperado.
Devido à enxurrada constante de fracas comédias vindas do mercado norte-americano, fica muito fácil subestimar um novo trabalho de nome tão genérico quanto Eu te Amo, Cara. A expectativa era negativa também pelo fato do diretor, John Hamburg, ter estado à frente, em 2004, do medíocre Quero Ficar com Polly. Mas, felizmente, esta aqui se trata de uma rara exceção, onde o conteúdo é superior à embalagem. Quem diria, afinal, que um filme com um tema tão banal quanto o de um cara procurar um melhor amigo para não passar vexame no dia de seu casamento poderia render uma comédia sólida, interessante e com algumas piadas quase inteligentes?
Pois é, Paul Rudd é esse cara. Rudd, aliás, vem aos poucos, sorrateiramente, transformando-se em um forte nome da comédia romântica, basta ver seu currículo extenso no gênero. Seus filmes ainda não têm grande força aqui no Brasil, tanto que até mesmo o recente e divertido Ressaca de Amor acabou ficando direto para o vídeo. Lá ele dividiu a cena (e não era o protagonista) com outro ator de Eu Te Amo, Cara, Jason Segel. E os dois, vejam só, haviam dividido as telas como coadjuvantes em Ligeiramente Grávidos. Enfim, embora Judd Apatow não tenha relação alguma com este filme, suas crias acabaram se firmando e hojem fazem parte do núcleo da comédia mainstream norte-americana, substituindo aos poucos a geração da década passada, composta por nomes como Ben Stiller e Adam Sandler.
Eu te Amo, Cara desconstrói um pouco a comédia romântica tradicional, ao fazer do setor feminino do elenco mero coadjuvante e, embora haja todos os elementos básicos como casamento, amigas, festa e fofoca, quem manda mesmo é o núcleo masculino, com piadas cheias de testosterona que remetem a problemas do dia-a-dia de homens de classe média que transitam entre a vida responsável (leia-se: casamento) e os últimos momentos de liberdade da vida de solteiro. E o roteiro leve do próprio diretor Hamburg, ao lado de Larry Levin (responsável pelo roteiro da refilmagem de Dr. Dollitle), torna esses momentos deliciosos de serem acompanhados. O que começa como algo previsível e até mesmo aborrecido acaba ganhando créditos pelo realismo e naturalidade, somados a passagens cômicas de bom gosto e genuinamente divertidas, ainda que jamais originais.
E parte do sucesso do filme (pois ele foi um moderado sucesso comercial, pelo menos em terras ianques) deve-se também à trilha sonora (os dois amigos tocam em uma garagem e são verdadeiros fãs de música) e à fotografia limpa de Los Angeles, denunciando um trabalho tecnicamente competente feito paralelamente ao bom roteiro. Há, claro, muitas limitações, todas elas bem previsíveis: o roteiro é construído em cima de um tema simplório, que pede por estereótipos. Particularmente o núcleo feminino é muito fraco (quando não irritante), e mesmo Zooey, a noiva de Peter (Rudd) deixa bastante a desejar como personagem. Talvez por isso seu amigo Sydney (Segel), em certo momento, questiona o propósito de seu novo melhor amigo querer se casar com ela.
Mas esses problemas são vencidos por uma atmosfera bonita de amizade e camaradagem reais, e podemos notar que há essas características de verdade nas atuações de Rudd e Segel, algo fundamental para que suas cenas fossem bem sucedidas. As piadas funcionam em sua maioria, e o início cafona, onde Peter pede Zooey em casamento, pelo menos desta vez, não é um prelúdio para um filme todo cafona. Mas, claro, humor e cafonice são duas das coisas mais subjetivas que existem, e essas impressões podem ser apenas devaneios de alguém que se identificou bastante com os personagens do filme. Nesse sentido, pode-se dizer que há um público-alvo bem específico para Eu te Amo, Cara, e desta vez, em uma comédia romântica, este público não é o feminino. Só por este motivo este filme poderia ser muito bem recomendado.
Por Alexandre Koball
18/08/2009
Fugindo bastante dos clichês, filme diverte e entretém, principalmente graças ao ótimo elenco. Além disso, o roteiro e a direção de Hamburg oferecem um olhar de ternura aos personagens, tratando-os como pessoas reais. Merece ser descoberto.
Silvio Pilau


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Eu Te Amo, Cara
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