Encontro Explosivo, o novo veículo dos astros Tom Cruise e Cameron Diaz funciona em duas frentes: como um romance e como um misto de ação e comédia. June Havens (Diaz) está viajando para participar do casamento de sua irmã, e conhece Roy Miller (Cruise) no aeroporto. Depois de um bocado de conversa, assassinatos e um pouso forçado em um mil ... Leia mais Encontro Explosivo, o novo veículo dos astros Tom Cruise e Cameron Diaz funciona em duas frentes: como um romance e como um misto de ação e comédia. June Havens (Diaz) está viajando para participar do casamento de sua irmã, e conhece Roy Miller (Cruise) no aeroporto. Depois de um bocado de conversa, assassinatos e um pouso forçado em um milharal, a mulher descobre que o cara boa-praça que acabou de conhecer é um agente secreto. Pior: ele é procurado pela própria CIA, que diz que ele está louco. June deve decidir se tenta, a todo custo, fugir dos perigos que Roy arrasta atrás de si, ou se o segue de bom grado nessa fuga insana.
Um dos maiores acertos é manter a história simples. Apesar de uma ou outra reviravolta, o roteiro de Patrick O’Neill nunca perde de vista os interesses de cada personagem. Também é interessante o modo como as cenas de ação são filmadas: o diretor James Mangold evita o slow-motion, diferenciando as perseguições e lutas de quase tudo que tem sido feito no gênero. A pretexto da costumeira montagem confusa – quando, na verdade, ela é muito fluida –, o diretor deixa as capotagens e explosões no fundo, sempre dando destaque aos diálogos e atores. Mais importante, o romance é o carro-chefe da narrativa.
Nessa época, em que realizadores gostam de enfiar historietas de amor em filmes que simplesmente não precisam delas, é honesta a escolha de O’Neill. Começa muito bem, pois em quinze minutos de projeção, June já lascou um beijo em Roy. Infelizmente, esse aspecto tão importante acaba incompleto. A maior parte dos momentos em que o casal está discutindo ou desenvolvendo a relação está atrelado à comédia, enfraquecendo e banalizando o romance. Se a proposta era inserir uma trama realmente amorosa, seria melhor vê-la cumprida com justiça.
Mesmo assim, os personagens são bem construídos. Roy Miller tem sempre algo de “off”, brincando com June sobre os tripulantes do avião, batendo papo no meio de uma perseguição automobilística ou pensando no romance quando Simon tem algo importante a lhe contar. Isso ajuda a manter a dúvida quanto à confiabilidade do espião. Mangold, mais uma vez, faz a diferença ao reconhecer os poucos momentos em que os amantes estão em sintonia, em lindas (e românticas) cenas noturnas de calmaria.
As duas estrelas dão conta do recado. Cruise, na verdade, encontra o tom correto do personagem e não faz nada além, mas passa longe de comprometer o clima descontraído. O destaque, mesmo, vai para Diaz, seja dando hilários ataques de pânico ou percebendo gradualmente que, por uma série de motivos, não pode mais se afastar de Roy. Em poucas cenas, Viola Davis, como a diretora da CIA, e Paul Dano, como Simon Feck, conseguem criar figuras interessantes, e se Peter Sarsgaard pouco se esforça, pelo menos traz um leve ar de cinismo.
Tanto no romance irregular quanto nas ótimas tiradas com filmes de espião, o diretor consegue ressaltar o que o roteiro tem de melhor. E esta é mais uma grande qualidade que não se vê com frequência.
Em sua obsessão por buscar o público mais amplo possível, Hollywood comete anomalias como essa safra recente de filmes unissex de ação. Em comparação com o inédito Par Perfeito e com Caçador de Recompensa - essencialmente, comédias românticas planejadas para transformar donzelas em protagonistas da ação - Encontro Explosivo (Knight & D ... Leia mais Em sua obsessão por buscar o público mais amplo possível, Hollywood comete anomalias como essa safra recente de filmes unissex de ação. Em comparação com o inédito Par Perfeito e com Caçador de Recompensa - essencialmente, comédias românticas planejadas para transformar donzelas em protagonistas da ação - Encontro Explosivo (Knight & Day) é quem se sai melhor, porque subverte de dentro para fora as regras do gênero.
Quando começa a tocar Gotan Project você percebe que trata-se de um daqueles thrillers "calientes". June Havens (Cameron Diaz) e Roy Miller (Tom Cruise) se conhecem num aeroporto já na correria. Ele, agente da CIA, está sendo perseguido pela própria agência. Para embarcar num avião, usa June como isca. Ela, por sua vez, está a caminho do casamento da irmã caçula - é o momento da vida útil em que as solteiras estão mais vulneráveis, o casamento da irmã caçula.
Resulta que Roy e June sobem no mesmo voo. Como é evidente que ela vai se apaixonar pelo cara e se envolver, a contragosto, na intriga de espionagem, o roteiro do estreante Patrick O'Neill tenta agilizar a exposição. A cena dentro do avião usa um truque da velha Hollywood: arma uma situação de suspense (aprendemos que os outros passageiros são do mal e só aguardam uma chance de matar Roy) para tornar o diálogo expositivo (June e Roy trocando sinceridades sobre quem são e com o que sonham; se apaixonando enfim) menos trivial. Aguentamos a falação do casal porque fomos pegos, antes, pelo suspense da cena.
De modo geral, é assim que Encontro Explosivo se desenrola: a trama de espião só serve para nos prender enquanto assistimos ao date movie. A coisa começa a ficar mais interessante, como dito acima, quando o diretor James Mangold (Johnny & June, Os Indomáveis) começa a burlar as convenções do cinema de ação em função desse seu "plano". Porque é bom ter em mente: Encontro Explosivo é um filme de ação para mulheres, e a parte que elas normalmente menos gostam é justo a ação.
A cena emblemática: Roy está cercado de bandidos numa mansão, munido com duas submetralhadoras, atirando para todas as direções, quando June volta ao seu lado. Ela foi dopada e está mais sensível. Reclama que Roy não dá atenção para ela. Então Roy simplesmente para de atirar, se vira para June, caminha até ela no meio do fogo cruzado, e dá-lhe aquele beijo. Corta para o lado de fora da mansão, e vemos o casal fugindo numa moto. Não importa, para Mangold, mostrar como Roy saiu da encurralada - é o beijo que os salva.
Na teoria, essa supressão da catarse dos filmes de ação parece insuportável, mas entra aí a figura de Tom Cruise. Atuando num espectro de canastrice que vai do autoparódico (às vezes parece que Ben Stiller está ali imitando o astro) ao metalinguístico (Cruise emula Bond, Bourne, Indiana), ele garante presença de cena mesmo que Mangold abuse tanto das elipses. Isso fica claro no verdadeiro medley de clichês que forma o melhor trecho do filme: a cena em que Roy é preso, torturado e foge - em menos de 30 segundos.
É evidente que Mangold está tratando o gênero e o mito do herói de ação de forma satírica, mas a entrega de Cruise impede que Encontro Explosivo, nesses momentos, descambe para a comédia de vez.
E Cameron Diaz? Bem, fazer um longa de ação para mulheres tem seu revés. O filme se vende como uma defesa das heroínas, mas repete situações machistas de comédia romântica (a típica virada no terceiro ato, que coloca uma segunda mulher num mal-entendido, como se o amor da protagonista só se legitimasse com o ciúme) e no fundo as trata como espectadoras passivas. Cruise dopar Diaz para que ela não o atrapalhe nos tiroteios equivale ao que Mangold faz com o público feminino ao suprimir a ação, não?
Tom Cruise por um bom tempo foi considerado o maior astro de filmes ação do mercado americano. Filmes distantes como Top Gun, Dias de Trovão e os primeiros da franquia Missão Impossível lhe garantiram esse status, que foi muito bem aproveitado. Já Cameron Diaz se destacou desde cedo no ramo da comédia. Descoberta em O Máscara, ganhou prêm ... Leia mais Tom Cruise por um bom tempo foi considerado o maior astro de filmes ação do mercado americano. Filmes distantes como Top Gun, Dias de Trovão e os primeiros da franquia Missão Impossível lhe garantiram esse status, que foi muito bem aproveitado. Já Cameron Diaz se destacou desde cedo no ramo da comédia. Descoberta em O Máscara, ganhou prêmios importantes e reconhecimento da crítica com Quem vai ficar com Mary? e Quero ser John Malkovich. Logo, juntá-los em um filme que trabalhasse o forte de cada um dos seus astros parecia uma jogada fácil. E é quase bem sucedida.
Cameron Diaz interpreta June Havens, uma mulher que acaba se apaixonando por um agente secreto em fuga. O ponto mais interessante do filme é que, em muitos momentos, acompanhamos a perspectiva feminina da ação, da pessoa que não sabe manejar armas, não sabe como se colocou naquela situação, nem como sair dela, e que frequentemente tem que confiar na bondade de estranhos, sem saber em quem acreditar. É a pessoa que corre para onde é mandada (quase sempre), bebe o que lhe ordenam, porque simplesmente não tem muitas opções. Uma pena que o roteiro acabe por seguir algo mais clichê e Cameron, conforme sua personagem se envolve com o agente, começa a pilotar motos e atirar com armas de fogo como se fosse um talento nato, ou aprendesse por osmose.
Já Cruise parece em seu habitat natural. Explosões em ilhas paradisíacas, saltando de carros em movimento, atirando para todos os lados, e sempre com aquela cara de que tudo está sobre controle. Tudo em seu personagem parece um pastiche dos filmes de ação. Ele precisa proteger a mocinha, impedir que todos os vilões (incluindo alguém que virou a casaca) peguem uma bateria que poderia iluminar uma cidade pequena, possuí todos os apetrechos dignos de James Bond, pilota todos os tipos de veículos e viaja por várias atrações turísticas enquanto salva o dia.
O maior problema do filme certamente está em seu diretor, James Mangold, uma pessoa que claramente está tentando fazer um filme de cada gênero. Depois do faroeste de Os Indomáveis, o drama musical e biográfico Johnny & June, o suspense Identidade, a comédia romântica Kate & Leopold, um filme de ação parecia ser mesmo o próximo passo na lista de afazeres dele. E embora seja eficiente o suficiente para satirizar um filme com tantos elementos clichês, na parte da comédia ele não consegue disfarçar que não possui timing cômico, estragando momentos potencialmente engraçados.
O elenco coadjuvante também peca pelo excesso de qualidade. É um desperdício colocar Viola Davis, indicada ao Oscar por suas duas cenas de Dúvida, num papel tão insignificante e insosso. Da mesma forma, colocar Peter Sarsgaard, ótimo ator, péssimo pra escolher papéis, para ser antagonista ao sempre sorridente e Tom Cruise. Era mais fácil colocar uma camisa escrito “Eu sou o vilão”. Por mais que o filme não se esforce para criar questionamentos sobre as verdadeiras intenções de Cruise, escalar Sarsgaard foi óbvio demais. Paul Dano (Pequena Miss Sunshine, Sangue Negro) pelo menos parece se divertir, e não estar ali apenas pra levar o cheque pra casa.
Ainda assim, o filme diverte principalmente pelos protagonistas, que demonstram a mesma boa química de Vanilla Sky, e por algumas tiradas inspiradas do roteirista estreante Patrick O'Neill, que dá ao texto um espírito feminino difícil de encontrar nessas produções. E, ao mesclar os clichês de dois gêneros diferentes, criou algo divertido, satírico e não tão lugar comum quanto se poderia esperar. Também é louvável acompanhar um filme de ação com atores de 40 e 50 anos, provando que situações inverossímeis repletas de sentimentos insensatos no meio de explosões podem acontecer com pessoas de qualquer idade. Talvez algum dia Megan Fox e Shia LaBeouf sejam os projetos de atores mais utilizados em Hollywood, mas por enquanto, Tom e Cameron mostram que ainda sustentam um filme, mesmo quando nem tudo em volta ajuda.
Caro espectador, quando você achava que Caçador de Recompensas era uma piada de mau gosto por ser um filme com gigantesca falta de talento em entreter, surge Encontro Explosivo para testar sua paciência ao limite. A única coisa que separa os dois filmes são os US$ 77 milhões a mais no orçamento, que dão ao filme de James Mangold a chance de ... Leia mais Caro espectador, quando você achava que Caçador de Recompensas era uma piada de mau gosto por ser um filme com gigantesca falta de talento em entreter, surge Encontro Explosivo para testar sua paciência ao limite. A única coisa que separa os dois filmes são os US$ 77 milhões a mais no orçamento, que dão ao filme de James Mangold a chance de ter efeitos especiais e visuais como disfarce da fraqueza da história.
A produção caprichou nas locações internacionais, investiu em tecnologia, chamou um diretor razoável e escalou duas estrelas, Cameron Diaz e Tom Cruise. Só esqueceram de um detalhe: o roteiro! O trabalho de Patrick O’Neill, roteirista estreante, é desastroso e sofre para amarrar as próprias convenções do gênero.
A trama dá conta do inesperado encontro entre Roy (Cruise), um agente, e June (Diaz), uma linda e solitária jovem. Eles se esbarram no avião e, quando a mocinha percebe, está sendo perseguida por causa de uma fonte eterna de energia, protegida pelo mocinho.
Encontro Explosivo se propõe a ser uma diversão pipoca e refrigerante, mas escorrega na sua missão: entreter. Isso porque a estrutura do filme é um desastre. Numa história que se concentra sobre a dúvida de quem está falando a verdade, o espectador precisa ser surpreendido e a trama pede viradas de mesa. Mas, para quem já viu meia dúzia de filmes de ação que trabalham com a ideia de espião, sabe para onde a história vai caminhar. Então, passamos duas horas acompanhando algo cujo desfecho já está desenhado.
O roteiro se desenvolve como um game de aventura, com cenários diferentes a cada fase que é completada. Mas o filme esquece de dar sentido ao que acontece entre uma perseguição e outra, entre um tiroteio aqui e uma explosão ali. Parece que Encontro Explosivo está pouco se lixando para o que acontece entre as sequências de aventura. Fica difícil assistir a algo que teria de surpreender, mas não consegue plantar a dúvida, e aposta apenas na qualidade visual das perseguições.
O’Neill sofre tanto para desenvolver uma trama que apela para a resolução mais óbvia para explicar qual a razão de toda a perseguição: colocar Cruise e Diaz dentro de um carro e exagerar no diálogo. Então, em dois minutos, o roteirista cumpriu a árdua tarefa de contextualizar o espectador. Pode dar um “OK” na lista de obrigações do roteiro e “sentar a pua” na aventura.
Também não ajudam muito as interpretações de Diaz, a eterna charmosa, e Cruise, o rei do time de canastrões criado nos anos 80. Sua personagem, June, não pede muito esforço, pois não tem vida própria, reage apenas às situações criadas por Roy. Este, por sua vez, é encarnado por um Cruise que parece ter saído do set de Missão Impossível – só recebeu umas orientações do diretor para sorrir um pouco mais, pois, apesar de tudo, trata-se de uma comédia romântica.
Encontro Explosivo tem algumas semelhanças com True Lies e Carga Explosiva, filmes nos quais a mocinha descobre repentinamente o que está acontecendo, ou com Caçador de Recompensas, com a mocinha relutando em assumir que ama o ser “desprezível” que está ao seu lado durante o filme todo. É aquele tipo de filme que tem de tudo, mas não tem nada, de fato, tão fraco que não consegue sequer atingir seu preceito básico como produto: entreter.
Encontro Explosivo
"Bom(+)"
"Tom Cruise e Cameron Dias juntos fizeram desse filme uma otima ação com cenas engraçadas =D Gostei"