É véspera de Natal em Los Angeles e está acontecendo uma festa de funcionários no 30º andar do Nakatomi Corporation Building. A festa é interrompida quando os convidados são feitos reféns por um grupo de terroristas liderado por Hans Gruber (Alan Rickman), que planeja roubar os US$ 600 milh ... Leia mais
É véspera de Natal em Los Angeles e está acontecendo uma festa de funcionários no 30º andar do Nakatomi Corporation Building. A festa é interrompida quando os convidados são feitos reféns por um grupo de terroristas liderado por Hans Gruber (Alan Rickman), que planeja roubar os US$ 600 milhões que estão no cofre de segurança máxima do prédio. O policial de Nova York, John McClane (Bruce Willis), está em Los Angeles para visitar sua esposa Holly (Bonnie Bedelia), que acabou virando uma das reféns. Os criminosos não sabem que McClane está no prédio, até que o policial começa a atrapalhar os planos dos seqüestradores e tenta salvar os reféns. O filme, que teve duas seqüências, tornou Bruce Willis um dos atores mais bem pagos de Hollywood.
| Gênero | Ação, Suspense |
|---|---|
| Título Original | Die Hard |
| Diretor | John McTiernan |
| Atores principais | Bruce Willis, Alan Rickman, Bonnie Bedelia, Al Leong, Bruno Doyon, Paul Gleason, Gérard Bonn, Reginald VelJohnson, Clarence Gilyard Jr, Hart Bochner, De'voreaux White, James Shigeta, Dennis Hayden, William Atherton, Lorenzo Caccialanza, Joey Plewa, Alexander Godunov, Andreas Wisniewski |
| Ano de produção | 1988 |
| Duração | 131 minutos. |
| Classificação do CAEC | R - Exigido acompanhamento dos pais ou de adultos. Não Recomendado para menores de 16 anos |
| Produtor | Joel Silver, Lawrence Gordon, Charles Gordon |
| Escritor | Roderick Thorp, Steven E. de Souza, Jeb Stuart |
| Música | Michael Kamen, Chris Boardman |
| País | Estados Unidos da América |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 2966 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 1 críticos |
| Última modificação | André.Tinoco (um mês atrás) |
O cinema de ação moderno teve como uma de suas primeiras crias esse filme barulhento e explosivo estrelado por Bruce Willis.
Na década de 1940, com o surgimento do cinema noir, o mundo do cinema apresentava alguns de seus primeiros anti-heróis: pessoas pelas quais o espectador acabava torcendo mas que possuíam problemas morais repreensívei ... Leia mais O cinema de ação moderno teve como uma de suas primeiras crias esse filme barulhento e explosivo estrelado por Bruce Willis.
Na década de 1940, com o surgimento do cinema noir, o mundo do cinema apresentava alguns de seus primeiros anti-heróis: pessoas pelas quais o espectador acabava torcendo mas que possuíam problemas morais repreensíveis. A história do cinema avançou e, nas décadas seguintes, o conceito continuou a existir, não mais em bares esfumaçados pelos cigarros, e sim nas delegacias de polícia, com detetives e policiais nem sempre tão honestos e idealistas. Ainda assim, o público continuava torcendo por eles. A década de 1980 surgiu, e os personagens antes tão complexos deram lugar a personalidades mais banais, mas ainda assim em sua essência eram os mesmos anti-heróis egocêntricos e arrogantes, cuja maior preocupação não era a de ajudar as criancinhas ou algo que o valesse, e sim a si mesmos.
Apresentado ao mundo em 1981, Indiana Jones foi um desses anti-heróis. Anos mais tarde, em 1988, o mundo conheceria John McClane em um filme que fez Bruce Willis ganhar fama definitiva. Duro de Matar marcaria, de certa forma, o início (ou a continuação de forma mais explícita) de uma fase de emburrecimento dos filmes de ação em Hollywood. Não há em seu personagem os conflitos morais do policial Popeye de Operação França, e muito menos a dualidade dos personagens de Humphrey Bogart, que marcou o cinema noir a partir da década de 1940. Mas há em McClane um pouco dos xerifes dos faroestes – algo que é sabiamente lembrado pelo próprio vilão do filme, vivido por Alan Rickman.
Não, o objetivo de McClane não é tão nobre. Ele quer apenas passar o Natal em paz com sua esposa, quando se vê no meio de uma ação terrorista e deve, com os poucos recursos que possui, dar cabo dos inimigos, porque nem a polícia local e nem mesmo o FBI aparentam que vão conseguir fazer isso. Nesse sentido, Duro de Matar é sim um filme burro, e limitadíssimo. Uma análise óbvia seria criticar o filme pelo mal que fez ao cinema (não é o único culpado, mas é um candidato forte a ser apontado como tal). Ele vulgarizou, mais do que nunca, os filmes de ação e abriu um precedente para o gênero se transformar no que vemos hoje: um amontoado de filmes vazios e redundantes, uma ode à potência norte-americana de fazer cinema ao explodir coisas (digitais ou reais) e a mostrar sua arrogância perante os pobres do Terceiro Mundo, que quase sempre aparecem nesses filmes como os vilões.
Sim, a análise acima seria óbvia, mas também deveras arrogante. É inegável que, inversamente proporcional à seu vazio, temos a excitação das explosões, dos momentos que somente um anti-herói como McClane poderia nos proporcionar. Ao lado de sua estrutura previsível e de inúmeros clichês (mesmo para a época, e sobretudo se visto nos dias atuais) há a ótima execução das cenas de ação, sempre apresentando-nos uma surpresa em suas mangas. E isso, ao lado do carisma de Bruce Willis (já disse algumas vezes que é meu ator de ação favorito em todos os tempos, pois cresci vendo seus filmes e não consegui largar mais), é suficiente para fazer deste primeiro exemplar de Duro de Matar um dos grandes filmes de seu gênero dessa “nova fase” do cinema de anti-heróis.
A estética do filme é bruta, assim como a edução de McClane. Passado quase que totalmente sob cenas noturnas, o filme é um amontoado de concreto e paredes baleadas. Provavelmente aí está seu charme – essa estética combina muito bem com a qualidade de seus personagens maus (os vilões): Alan Rickman e sua trupe de maldosos são estereótipos ambulantes, caricatos ao extremo, o tipo de personagem que hoje em dia é desprezado pelos críticos – e mesmo o público já não gosta mais de personagens tão unidimensionais assim. Há 20 anos, na década que muitos consideram a pior que o mundo do cinema já presenciou, esse tipo de material era quase uma regra, e é no mínimo interessante revisitá-lo agora, com a mente ciente de suas limitações.
Duro de Matar (especificamente este primeiro exemplar da série) é um filme de ação muito competente. Para cada buraco de qualidade, há uma cena divertida que faz compensar. O diretor McTiernan viria a fazer muitos filmes de ação depois, porém não voltaria jamais a repetir o sucesso deste aqui. De certa forma o mesmo vale para Bruce Willis: sendo um dos primeiros trabalhos seus para o cinema, esse foi o ponto alto de sua carreira (que inegavelmente é baseada nesse gênero, e não há porque ter vergonha disso), e as dezenas de filmes de ação que viria a fazer depois não se igualariam a sua primeira performance como John McClane. No final das contas, é apenas um filme de ação muito, muito bom, lotado de explosões e tiroteios interessantes, com um mocinho e bandidos caricatos ao extremo e um clímax cuidadosamente montado para extasiar o público. Livre de análises artísticas e históricas, fica muito perto da perfeição.
Por Alexandre Koball
07/06/2008


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Duro de Matar
"Muito Ruim"
"Como diz a brincadeira aqui no Brasil "duro de aguentar!"
Vai ser forçado assim lá na casa do chapéu!!!"