De Volta para o Futuro (1985)

Pronto, na sua agenda

Sinopse

Marty McFly (Michael J. Fox) é um adolescente entediado com suas relações em casa e na escola. Seu melhor amigo é o excêntrico dr. Brown (Christopher Lloyd), um cientista maluco e muito criativo que está trabalhando em uma máquina do tempo. Com a invenção do dr. Brown, Marty acidentalmente ... Leia mais 

Marty McFly (Michael J. Fox) é um adolescente entediado com suas relações em casa e na escola. Seu melhor amigo é o excêntrico dr. Brown (Christopher Lloyd), um cientista maluco e muito criativo que está trabalhando em uma máquina do tempo. Com a invenção do dr. Brown, Marty acidentalmente volta aos anos 50, quando ainda não havia nascido. Ele reencontra muitas pessoas que conhece, só que bem mais jovens, como sua mãe, que se apaixona por ele. A presença de Marty no passado cria confusões e acaba modificando o futuro. Agora, ele terá de reaproximar seus pais e arranjar um jeito de voltar aos anos 80.

Dados técnicos

Gênero Aventura, Familiar, Ficção Científica
Título Original Back to the Future
Diretor Robert Zemeckis
Atores principais Christopher Lloyd, Michael J. Fox, Billy Zane, Crispin Glover, Lea Thompson, Sachi Parker, Claudia Wells, Thomas F. Wilson
Ano de produção 1985
Duração 117 minutos.
Classificação do CAEC PG - Não Recomendado para menores de 10 anos.
Produtor Steven Spielberg, Frank Marshall, Kathleen Kennedy, Executive producer, Neil Canton, Bob Gale
Escritor Robert Zemeckis, Bob Gale
Música Alan Silvestri
País Estados Unidos da América
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.74
Avaliação média baseada em 6765 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 5.00
Avaliação média baseada em 3 críticos
Última modificação pabs (7 meses atrás)

Trailer

Imagens

Crítica especializada

Cine Players - R. Cunha (Brasil)

5.00
Incrível!

Uma impressionante obra-prima dos anos 80 que tem de tudo: ação, comédia, romance, diversão e já é um clássico do cinema.

05 de Novembro de 1985

Os anos 80 foram palco de grandes clássicos da história do cinema. Muitas vezes subestimados no aspecto artístico, filmes como Os Goonies, Curtindo a Vida Adoidado, Os Garotos Perdidos, Ind ... Leia mais Uma impressionante obra-prima dos anos 80 que tem de tudo: ação, comédia, romance, diversão e já é um clássico do cinema.

05 de Novembro de 1985

Os anos 80 foram palco de grandes clássicos da história do cinema. Muitas vezes subestimados no aspecto artístico, filmes como Os Goonies, Curtindo a Vida Adoidado, Os Garotos Perdidos, Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida e, é claro, De Volta Para o Futuro possuem muito mais do que apenas boas histórias: suas estéticas e conteúdos são exemplos perfeitos de que a arte e a diversão podem caminhar lado a lado quando os nomes por trás das obras são competentes o suficientes para tal.



Muito antes de sua consagração por Forrest Gump – O Contador de Histórias, Robert Zemeckis lançou seu melhor filme, a obra-prima que seria lembrada por muitos e muitos anos. Viajar no tempo sempre foi um tema fascinante, afinal, aproxima dois pólos distantes através de um único recurso, presente em qualquer ser humano: a imaginação. Imagine, então, reviver os grandes momentos da história, mas ao invés de livros e estudos, estar lá, presente, no local.



Steven Spielberg, na época já famoso por lançar suas principais obras-primas de início de carreira, resolveu apostar no roteiro escrito pelo próprio Zemeckis em conjunto de Bob Galé e produzir o longa. O resultado? Um dos filmes mais divertidos de todos os tempos, extremamente inteligente e com personagens marcantes – tanto heróis quanto vilões, todos são cativantes ao extremo e cheios de características próprias que os imortalizaram de imediato na história do cinema.



05 de Novembro de 1955



A história é espetacular e nos apresenta Marty McFly, um jovem normal, símbolo de sua geração, insatisfeito com seus pais (apesar de os amar), com uma bela namorada e perseguido no colégio pelo diretor, já que vive aprontando. É amigo do famoso Dr. Emmett Brown, um velho inventor considerado louco, que anuncia sua última e incrível invenção: a máquina do tempo.



A essa altura, todos já sabem o que acontece: devido a um imprevisto, Marty acaba indo parar no passado, exatamente na época em que sua mãe e seu pai se conheceram, e, por interagir com eles, acaba por alterar o futuro, pondo em risco sua própria existência. Com essa interferência, eles não se conheceram como deveriam e Marty passa então a sumir – sim, desaparecer! Disposto a não deixar que isso aconteça, ele ajuda seu pai a conquistar sua mãe, enfrenta a pose de Biff e ainda tenta arrumar uma maneira de retornar ao futuro!

O roteiro é perfeito e aproveita todas as oportunidades que seu tema propõe: Marty interage com seus pais, deve escapar da paixonite de sua mãe, deve enfrentar Biff, e como cada detalhe é explorado de maneira brilhante (onde, logicamente, não posso citar exemplos para não estragar a surpresa daqueles que ainda não viram o filme, se estes ainda existirem). Os diálogos são extremamente afiados, cheios de sub-textos e com um perfeito equilíbrio entre diversão e narrativa. Sempre levam o filme à frente, adicionam ao psicológico dos personagens e refletem em forma de palavra tudo aquilo que queríamos ver.

Não tenha a menor dúvida de que este filme é feito para ser visto muitas e muitas vezes, e a cada vez vista, novos detalhes serão descobertos. Perceba como cada mínimo detalhe serve para ligar presente / passado de maneira brilhante: a cidade, os moradores, o que não havia sido inventado... Há um problema ou outro quanto à lógica do longa, como por exemplo ficar sugerido que o cachorro do Doutor já existia 30 anos antes de 1985, mas como não é dito nada no filme, pode-se pensar na desculpa de que aquele cachorro que aparece em 1955 é apenas uma brincadeira. São míseros detalhes que não ganham nenhuma proporção perante ao complexo e bem construído mundo onde se passa a história.

De Volta Para o Futuro!



Se a história é complexa, detalhada e simplesmente cativante, a parte técnica teve de manter a altura do projeto para que tudo fosse crível e deixasse o público preso à história que estava sendo contada. O resultado é excelente e continua a funcionar mesmo depois de tantos anos de seu lançamento. Isso porque tudo é pensado, nada está na tela gratuitamente. Procure as ligações feitas pela arte, fotografia, direção com o futuro e verá que nada foi coincidência, nada foi por acaso.



As referências à época em que Marty vivia são explícitas e incrivelmente bem encaixadas: o que dizer, por exemplo, da aparição de Darth Vader? E a espetacular seqüência em que ele toca Chuck Berry e o diretor faz a brincadeira de que Berry poderia ter roubado a idéia da inovação de Marty? A todo o momento estamos sendo surpreendidos com pequenas brincadeiras como estas, rodeados por uma convincente construção de época, detalhada nas roupas, carros, costumes... Tudo funciona surpreendentemente bem.



A direção de Zemeckis merece um parágrafo à parte: sua sutileza na hora de apresentar o mundo de 85 para o público, sem subestimar nossa inteligência com narração, deixando que interpretemos cada tomada, e o modo como tudo muda em 55 é fantástico. A narrativa é leve, sempre para frente, sem se preocupar em explicar, cientificamente falando, as possibilidades de sua veracidade – por isso não considero a obra ficção, apenas com elementos da mesma. Por que, na verdade, não é isso que interessa para De Volta Para o Futuro. Temos de tudo: seqüências dramáticas, divertidas, ação, tudo balanceado e com efeitos especiais não para impressionar, apenas para tornar possível todos os elementos exigidos pela história.



O Delorean tem um design fantástico, e o modo como a história brinca com as possibilidades de se visitar o futuro são geniais – e exploradas de maneira ainda mais brilhantes e complexas no segundo filme da franquia. Quem, com mais ou menos mais do que vinte e cinco anos de idade, nunca quis ter um na garagem um dia? O efeito de foguinhos no chão tornou-se clássico de imediato, assim como diversas outras seqüências: a do relógio, a perseguição nas ruas, o baile... De uma ponta à outra, tudo o que você verá é necessário para a máquina interna e inesquecível para o público alvo.



O elenco foi uma daquelas peças fundamentais para tornar o filme imortal: desde Michael J. Fox até Crispin Glover, todos combinam perfeitamente com seus papéis e, assim como falei em outra certa crítica, deixou impossível imaginar outros rostos para tais papéis. Christopher Lloyd, como o Doutor Emmett Brown, é uma das figurinhas carimbadas da série e não poderia ter dado um tom mais certo ao seu personagem. Torço muito para que, se for mesmo realizado um quarto filme da série, todos aceitem retornar à seus papéis, e não que seja um mero remake com Michael J. Fox no papel do Doutor, como sugeriram alguns boatos.

E a trilha sonora? Uma das melhores da década: The Power of Love, Back in Time, Earth Angel, Johnny B. Goode, de Eric Clapton à Chuck Berry, a todo momento você estará sendo bombardeado pelas melhores composições que ambas as décadas têm a oferecer. Os efeitos sonoros também foram pensados com carinho, uma vez que detalhes importantes, como a viagem do Delorian e demais apetrechos sonoros deveriam ser adicionados ao longa. Som sempre preocupa, afinal, é peça fundamental de qualquer filme, e não é que tudo funciona? Quando tem que dar certo, parece que tudo ajuda e funciona mais do que deveria.



Finalmente de Volta



Quando tudo se resolve, temos a certeza de ter assistido a um dos filmes mais divertidos, cativantes e inteligentes de todos os tempos. Do início ao fim, uma aula de como se fazer cinema. Apesar de não parecer, é um prato cheio para todos que gostam de discutir sobre ciência, psicologia, ficção, viagem no tempo e muitos, muitos outros assuntos.



Parece ser fácil falar de um filme que se ama tanto, mas é impossível não ser parcial tamanha sua importância. Um filme bem realizado, completo, que mexe com todas as oportunidades que consegue criar. Se você ainda não assistiu a esta obra-prima, faça-o já. Vai ser uma experiência única, inesquecí

Comentários

Organizar por Importância · Tempo
cygm comentou:

De Volta para o Futuro

4.000
"Muito bom"

"Muito bom!"

um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
edu.brit0 comentou:

4.500
" Excelente "

Ótima trilogia, mas os seus 2 subsequentes nem se comparam com esse primeiro, apesar de também serem bons.

um mês atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
oswaldogrimaldi comentou:

De Volta para o Futuro

4.000
"Muito bom"

"Nada como rever a trilogia em dvd..."

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
blackffenix comentou:

De Volta para o Futuro

5.000
"Incrível"

"Revolucionou o cinema."

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
manoei de jesus-dj,mano avaliou:

Excelente

o melhor filme de ficção que eu ja assisti nota dez

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
RicardoMoura qualificou:

Excelente

Senão a melhor Trilogia do cinema!

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

Média da avaliação: 45
Excelente
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.74
Avaliação média
baseada em 6765 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 5.00
Avaliação média
baseada em 3 críticos

Avalie este filme:

Sua avaliação é

 

Seus amigos no Cinefis

Entre através do Facebook
Loading Carregando...