"Comentei desse filme no blog, vejam: http://pizzadeontem.blogspot.com/2011/07/filme-caso-39.html"
Assistente social idealista (Zellweger) luta para salvar uma adolescente das mãos de seus pais abusivos. No entanto, a mulher descobre mais tarde que a garota não é tão inocente quanto parece e a situação é mais perigosa do que ela jamais poderia imaginar.
| Gênero | Terror, Mistério, Suspense |
|---|---|
| Título Original | Case 39 |
| Diretor | Christian Alvart |
| Atores principais | Renée Zellweger, Bradley Cooper, Jodelle Ferland, Adrian Lester, Ian McShane |
| Ano de produção | 2008 |
| Duração | 109 minutos. |
| Classificação do CAEC | R - Exigido acompanhamento dos pais ou de adultos. Não Recomendado para menores de 16 anos |
| Escritor | Ray Wright |
| País | Estados Unidos da América · Canadá |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 896 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 7 críticos |
| Última modificação | jev233 (6 meses atrás) |
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Depois de Halle Barre, Cuba Gooding Jr., Nicole Kidman e tantos outros, a maldição do Oscar, parece, definitivamente, ter recaído sobre Renée Zellweger. Premiada pela Academia em 2004 pelo seu desempenho no épico Cold Mountain (após duas indicações consecutivas e mais dignas da estatueta, convenhamos), a atriz texana, desde então, se viu f ... Leia mais Depois de Halle Barre, Cuba Gooding Jr., Nicole Kidman e tantos outros, a maldição do Oscar, parece, definitivamente, ter recaído sobre Renée Zellweger. Premiada pela Academia em 2004 pelo seu desempenho no épico Cold Mountain (após duas indicações consecutivas e mais dignas da estatueta, convenhamos), a atriz texana, desde então, se viu fadada à comédias românticas de pouca expressividade e não conseguiu emplacar nenhum grande sucesso, por assim dizer. E a julgar por Caso 39, thriller de suspense que estréia esse final de semana no Brasil, Renée não tem mesmo feito escolhas muito felizes.
No filme do diretor alemão Christian Alvart, Renée interpreta Emily Jenkins, uma atarefada assistente social incubida de solucionar o caso que serve de título ao longa: o de uma garota de dez anos de idade e comportamento arredio, cujo desempenho escolar vem caindo preocupantemente. Já em sua primeira visita à casa da pequena Lilith, Emily percebe que, a despeito das alegações em contrário dos pais da garota, há algo de estranho naquela família – a começar, evidentemente, pela aparência assustadora do próprio do casal, que motiva a assistente social a continuar no caso. Eis que uma noite, após um pedido de socorro, Emily, amparada pelo amigo e policial Mike (Ian Mc Shane), surpreende o Sr. e a Sra. Sullivan tentando assassinar a filha – um dos pontos altos do longa. O casal é então condenado e sensibilizada, Emily se propõe a cuidar da garota até que o serviço social encontre uma nova família para ela. É a partir daí, quando pessoas próximas a Emily passam a morrer sob circunstâncias misteriosas, que o filme ganha contornos de terror sobrenatural e descobrimos (ou concluímos?) que a frágil Lilith não é, no final das contas, a vítima.
Zellweger, em sua segunda incursão no gênero – a primeira foi em 1994, quando protagonizou um infeliz remake de O Massacre da Serra Elétrica – cumpre bem o seu papel, dentro é claro, das limitações dramáticas da personagem. Mas o mérito é mesmo da jovem atriz canadense Jodelle Ferland, que empresta com competência todo o seu cinismo à assustadora Lilith, sendo a responsável pelas melhores sequências do filme.
Em Caso 39, as tentativas do diretor Christian Alvart de se desvencilhar dos clichês inerentes aos filmes de terror foram, inevitavelmente, em vão. A começar pela premissa do longa em si, que como qualquer outro, ao propôr uma história envolvendo crianças e entidades malignas, não estaria livre de avivar uma série de referências, que no caso vão de A Profecia até o recente thriller A Órfã, passando ainda por O Exorcista. Tantas alusões – e falamos aqui daquelas não propositais – acabam por minimizar quaisquer méritos que o filme possa guardar. Em Caso 39, por exemplo, é possível vislumbrar um filme bom a partir de cenas como a do diálogo entre Lilith e o psicólogo interpretado por Bradley Cooper. Mas toda uma sorte de alucinações, sustos imediatistas e mortes absurdas vem em seguida para que esqueçamos tudo isso.
No final das contas, algumas histórias estão mesmo destinadas ao fracasso?
Tanto Caso 39 quanto Pandorum, que chegou há poucas semanas nos cinemas, comprovam acima de tudo que Christian Alvart é um realizador cegamente apaixonado e devotado pelo ficcional, pela força mais extrema que umas delirantes metamorfoses temáticas podem exercer em uma narrativa. Se em Pandorum essa característica acaba levando seu projeto a ... Leia mais Tanto Caso 39 quanto Pandorum, que chegou há poucas semanas nos cinemas, comprovam acima de tudo que Christian Alvart é um realizador cegamente apaixonado e devotado pelo ficcional, pela força mais extrema que umas delirantes metamorfoses temáticas podem exercer em uma narrativa. Se em Pandorum essa característica acaba levando seu projeto a uns sete palmos abaixo do fundo do poço, em Caso 39 serve como motor de uma montanha russa que faz o filme atingir picos interessantíssimos de força, tensão e divertimento ao mesmo tempo em que é preenchido por situações e engembrações tão imbecis que parecem saídas de um projeto experimental de uma improvável escola de cinema que ensina seus alunos com base em filmes de Peter Jackson.
O ponto de partida é desanimador, com uma assistente social (Renée Zellweger, que na verdade deve assustar mais as criancinhas do que os que as maltratam) tentando descobrir o que acontece com uma menininha estranha e anti-social. Por sorte bastam 20 minutos pra que essa menina esteja dentro de um forno de fogão doméstico sendo assada por seus pais aparentemente malucos e a partir daí a trama dá um duplo-twist-carpado que conduz o filme a uma atmosfera de mistério interessantíssima, que impera por certo tempo e leva a protagonista, à qual uma pessoa normal provavelmente deverá desejar tudo de pior nesse mundo (uma porque é Renée Zellweger, outra porque enfim, é uma mala), a um desvio da realidade.
O grande mérito de Alvart no meio desse surto inconstante é o de conseguir atingir em alguns momentos específicos um belo equilíbrio entre seus diversos pólos de interesse (horror psicológico, horror físico, retrato de traumas, criancinha do demônio, insanidade, imaginário sugando o mundo real etc.) para filmar cenas perturbadoras e, por conta disso e da forma com que se inserem no filme, tão sadicamente divertidas. É especialmente interessante observar como os melhores momentos de Caso 39 acontecem justamente quando o diretor se dá ao direito de negligenciar as barreiras entre o horror físico e psicológico e colocar seus personagens diante de uma falsa realidade que não evapora, que se torna palpável e permanente aos seus olhos e às lentes da câmera (e consequentemente, ao espectador).
Daí que se Renée Zellweger abre um daqueles armários embutidos no meio de um surto noturno e dá de cara com a visão do cadáver de sua mãe ele não some com um piscar de olhos, como normalmente aconteceria em um filme do gênero. Pelo contrário: o cadáver pega e sai correndo desvairadamente atrás dela rua abaixo e debaixo de uma chuva que cai torrencialmente, e esta realidade só se desfaz depois que verdadeiramente acontece algo que a estoure e a esfumaceie pelo ar da noite. Não é uma seqüência isolada já que a própria ideia de vilã parte do princípio de um monstrinho infantil doce e misterioso que torna real os piores traumas das personagens, fazendo com que todas as mortes sigam esta interessante regra, o que demonstra que o acerto já tem início lá atrás, na própria concepção do projeto.
Curiosamente, e talvez por ser um filme tão torto, Caso 39 ficou três anos engavetado - façamos justiça: lá com os próprios produtores, dessa vez o equívoco não foi das distribuidoras nacionais – e passou por algumas modificações antes de ser lançado nos cinemas. Pegou carona de filmes como A Orfã, com o qual parece guardar semelhanças (sinceramente, não o vi, então não sei). É um filme fácil de se detestar, mas mesmo sendo um filme completamente errado traz alguns momentos que mostram em Alvart um cineasta acima de tudo detentor de um desejo intenso de fazer de suas cenas-chave cápsulas de ficção capazes de quebrar qualquer barreira entre espaços e tempos. Se a perdição de Pandorum fosse tão interessante quanto a de Caso 39 (e pelo contrário, a ideia é boa mas cai numa tosquice sem tamanho) teríamos o provável filme B mais divertido do ano saindo das mãos desse alemão que, em breve, poderá aparecer por aí com um filmaço. Ou mergulhar de vez no ridículo, vai saber.
Após dirigir dois longas de terror na sua Alemanha natal (onde conseguiu, inclusive, um punhado de prêmios em festivais internacionais), o cineasta Christian Alvart foi cooptado pelos EUA. Ali, ainda em co-produção com a Alemanha, realizou Pandorum (que a distribuidora brasileira fez questão de esconder da imprensa, tamanha a fé que colocava ... Leia mais Após dirigir dois longas de terror na sua Alemanha natal (onde conseguiu, inclusive, um punhado de prêmios em festivais internacionais), o cineasta Christian Alvart foi cooptado pelos EUA. Ali, ainda em co-produção com a Alemanha, realizou Pandorum (que a distribuidora brasileira fez questão de esconder da imprensa, tamanha a fé que colocava no filme) e este Caso 39, co-produzido por Estados Unidos e Canadá. Não deu certo.
A partir de um roteiro de Ray Wright (do também fraco Pulse, de 2006), Caso 39 mostra a batalha de Emily (Renée Zellweger, a eterna Bridget Jones), uma assistente social que cuida de nada menos que 38 casos a serem investigados sobre maus-tratos contra crianças. Quando seu chefe lhe entrega mais uma investigação (a trigésima nona, como diz o título), ela não tem ideia do que lhe espera: a garota Lily de dez anos (a ótima Jodelle Ferland, atriz canadense de 15 anos que já fez quase 50 filmes), que está completamente apavorada pela brutalidade de seus pais e necessita urgentemente de ajuda do Serviço Social. Ou não? Vai uma dica nada sutil: Lily, na verdade, é apelido para Lillith... Para quem não conhece, vale dar um Google.
Caso 39 padece de um dos principais males de boa parte dos filmes recentes de terror: falta de imaginação. Tudo bem que o trailer oficial do filme - como tem acontecido muito - faz questão de estragar boa parte das surpresas, mas, mesmo que não cometeu a insensatez de assisti-lo, consegue, rapidamente, antever o que acontecerá. Só para dar uma ideia da fragilidade do roteiro, aquele velho clichê do elemento em perigo que entra no seu carro, fecha as portas e, em seguida, é surpreendido pelo fator causador deste mesmo perigo, fora do ponto de vista da câmera, caprichosamente escondido no banco de trás - além de ser uma das armadilhas mais banais do gênero -, é repetido no mesmo filme duas vezes. Isso sem falar de pequenos subterfúgios rasos utilizados à toa para quebrar o silêncio da cena em busca de “sustos” baratos, como um despertador que toca do nada, por exemplo. Só faltou a famosa cena-clichê do gato atirado sobre a protagonista.
Desfeito o primeiro “mistério” do enredo, que na verdade não é tão misterioso assim, a trama não se sustenta e acaba se perdendo numa sucessão de mortes pouco convincentes. Nem pode se atribuir muito a culpa do fracasso ao diretor, que faz o possível para tentar sustentar um roteiro desestruturado, mas o resultado final acaba sendo mesmo o de um terror fraco, destinado a cair no rápido esquecimento dos fãs do gênero.
Provavelmente, por isso, Alvart já fez suas malas de volta para a Alemanha, onde está realizando seu novo filme, 8 Uhr 28, com produção e elenco europeus.
Ainda na ressaca da Nardonimania, estreia por aqui o filme de 2007 Caso 39 (Case 39). No suspense, Renée Zellweger interpreta Emily, uma assistente social que consegue impedir que um casal desnaturado mate a filha de dez anos, Lilith (Jodelle Ferland). Qualquer semelhança oportunista com a realidade, porém, para por aí.
A ficção tem suas r ... Leia mais Ainda na ressaca da Nardonimania, estreia por aqui o filme de 2007 Caso 39 (Case 39). No suspense, Renée Zellweger interpreta Emily, uma assistente social que consegue impedir que um casal desnaturado mate a filha de dez anos, Lilith (Jodelle Ferland). Qualquer semelhança oportunista com a realidade, porém, para por aí.
A ficção tem suas reviravoltas, e a de Caso 39 não é difícil de adivinhar. Nem se trata de spoiler. O espectador que não suspeitava antes - as referências religiosas, a começar pelo nome da menina, são marteladas ostensivamente desde o momento em que a câmera enfoca a ficha do caso 39 - rapidamente descobre que Lilith não é exatamente uma criança comportada.
A revelação precoce potencializa a vocação de Caso 39 para o humor involuntário. O primeiro filme dirigido em Hollywood pelo alemão Christian Alvart (que depois faria Pandorum), também o primeiro terror com Zellweger desde que ela atuou em The Return of the Texas Chainsaw Massacre em 1994, é uma trasheira só.
Zellweger colabora bastante - com o cabelo molhado ela fica a cara de John Travolta em A Reconquista - mas a comicidade vem, antes, da forma como o roteiro estabelece a personagem. Em suspenses desse tipo, a protagonista é sempre influenciável - por isso vem habitualmente acompanhada de "contrapesos", dois coadjuvantes que personificam pensamentos opostos, como o cético e o crente, aqui representados por Ian McShane e Bradley Cooper. O problema em Caso 39 é que Emily é muito mais influenciável do que o normal.
Repare na velocidade com que ela, primeiro, decide que o melhor é morar com Lilith. Depois, dentro da trama, não deve passar um dia inteiro, e Emily já está convencida de que a menina é do mal. Ao mesmo tempo, basta para a protagonista assistir ao depoimento em vídeo dos pais homicidas (pressume-se que a assistente social já deveria ter feito isso) para mudar de ideia e aderir ao ponto de vista deles.
O sucesso de um suspense (e de filmes em geral) depende, antes de mais nada, da nossa identificação com o drama do protagonista. Mas quem iria se identificar com uma personagem sem personalidade como Emily? Há heróis de ficção que tomam decisões erradas - eles não deixam de gerar empatia por isso - mas até mesmo para tomar uma decisão errada é preciso fazê-lo com convicção.
O filme tem uma cena boa, justamente a única que consegue inverter nossa expectativa: quando o celular toca abafado debaixo do colchão e imaginamos ser o rosnado dos cães da cena anterior. De resto, Caso 39, em cenas que deveriam causar medo, não vai além da sessão de sadismo. A diversão é acompanhar Renée Zellweger fazendo caras e bocas porque, afinal, uma boçal como Emily merece mesmo todo tipo de castigo.
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Caso 39
"Bom"
"Não achei lá essas coisas não. Mas a menina é assustadora."