Budapeste

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Sinopse

Adaptação do livro homônimo escrito por Chico Buarque, cuja história é centrada no personagem carioca José Costa, que trabalha como ghost-writer - aquele que escreve no lugar de outras pessoas. Mas ele vai para Budapeste e assim surge Zsoze Kósta.

Dados técnicos

Gênero Drama
Título Original Budapeste
Diretor Walter Carvalho
Atores principais Giovanna Antonelli, Gabriella Hármoni, Leonardo Medeiros
Ano de produção 2009
Duração 133 minutos.
Escritor Chico Buarque de Hollanda, Rita Buzzar
País Hungria · Hungria Brasil · Brasil Portugal
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 2.92
Avaliação média baseada em 79 pessoas
Última modificação la vieja (um ano atrás)

Imagens

Crítica especializada

Yahoo Cinema (Brasil)

Chico Buarque sempre afirmou enxergar em Budapeste uma história de amor. Mesmo que o rigor formal do livro e os diversos personagens/ situações espelhos construídos tenham tanta força quanto o início do amor de um homem por uma mulher, por uma língua e uma cidade. Para o despertar de um amor, o primeiro componente é o cenário. “Eu pensav ... Leia mais Chico Buarque sempre afirmou enxergar em Budapeste uma história de amor. Mesmo que o rigor formal do livro e os diversos personagens/ situações espelhos construídos tenham tanta força quanto o início do amor de um homem por uma mulher, por uma língua e uma cidade. Para o despertar de um amor, o primeiro componente é o cenário. “Eu pensava que a cidade fosse cinzenta, mas não: Budapeste é amarela!”. A câmera faz um movimento panorâmico que confirma exatamente o choque do personagem José Costa (Leonardo Medeiros) com a capital da Hungria. A língua é o passaporte e a mulher o objetivo do contato. Cenário composto. Na literatura, Chico vai fundo na forma. No cinema, Budapeste encontra seu primor quando mostra o meio do caminho, o contato do protagonista com sua musa, Kriska (Gabriela Hármori, do impronunciável Állísátok meg Terézanyut ). No filme de Walter Carvalho, a comunicação entre duas pessoas que falam diferentes línguas não as impede de se aproximarem. Essas cenas são bonitas, muito bonitas. É impressionante como José Costa se entende, mesmo sem se entender, com a vivacidade de Kriska. Ela fala húngaro, ele português. Mesmo assim, tornam-se íntimos. Não fazem mímicas, não desenham o que querem. Apenas se entendem, porque há algum sentimento que conecta os dois. Porém, sejamos justos com o filme, esse amor não começa com “Era uma vez...” e muito menos se encerra com “e foram felizes para sempre”. O longa de Walter Carvalho ainda tenta dar conta do deslumbramento com a língua húngara, na qual é praticamente impossível identificar onde começa ou termina uma palavra. Budapeste também tenta trazer para o cinema o formalismo e o jogo de espelhos do livro de Chico. Neste último ponto, o filme não é tão interessante quanto o livro. Na literatura, o jogo de espelhos entre José Costa/ Zosze Kósta, Kriska/ Vanda, Rio de Janeiro/ Budapeste, português/ húngaro é mais complexo que a câmera refletida no espelho utilizada por Carvalho para transportar um dos preceitos do livro: de que a história acontece ao mesmo tempo em que é contada. A mesma interrogação que temos ao ler Budapeste - “será que tudo isso mesmo aconteceu?” – permanece no filme. Só que o mais encantador na adaptação cinematográfica é o que está para surgir entre os dois, num ambiente um tanto Um Homem, Uma Mulher e outro tanto Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois . É o amor que tem na língua a ponte para a sua concretização.

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