Brazil - O Filme (1985)

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Sinopse

Brazil é um filme de comédia britânico de 1985. Caracteriza-se como uma comédia utópica dirigida por Terry Gilliam, um dos integrantes do grupo Monty Python. O ambiente no qual se desenrola a trama do filme costuma ser melhor chamado pelos críticos como uma distopia. Lançado em 20 de Fevereir ... Leia mais 

Brazil é um filme de comédia britânico de 1985. Caracteriza-se como uma comédia utópica dirigida por Terry Gilliam, um dos integrantes do grupo Monty Python. O ambiente no qual se desenrola a trama do filme costuma ser melhor chamado pelos críticos como uma distopia. Lançado em 20 de Fevereiro de 1985, foi escrito por Terry Gilliam, Charles McKeown, e Tom Stoppard. Estrelando Jonathan Pryce, Kim Greist, Michael Palin, Katherine Helmond, Bob Hoskins, e Ian Holm.

Dados técnicos

Gênero Drama, Fantasia, Ficção Científica
Título Original Brazil
Diretor Terry Gilliam
Atores principais Robert De Niro, Ian Holm, Jonathan Pryce, Bob Hoskins, Michael Palin, Katherine Helmond, Kim Greist
Ano de produção 1985
Duração 132 minutos.
Classificação do CAEC R - Exigido acompanhamento dos pais ou de adultos. Não Recomendado para menores de 16 anos
Produtor Arnon Milchan, Joseph P. Grace
Escritor Tom Stoppard, Charles McKeown, Terry Gilliam
Música Michael Kamen
País Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.62
Avaliação média baseada em 224 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 5.00
Avaliação média baseada em 1 críticos
Última modificação jev233 (6 meses atrás)

Imagens

Crítica especializada

CineZen Cultural - Ricardo Flaitt (Brasil)

5.00
Incrível!

Brazil – O Filme: aquarela burocrática

“Brazil – O Filme” segue a mesma linha de filmes como “Laranja Mecânica” e “1984”, onde as pessoas vivem sob um sistema social opressor, vigilante e tecnicista.

Ao contrário do que possa parecer, “Brazil” leva esse nome porque é embalado pela música “Aquarela do Brasil”, de A ... Leia mais Brazil – O Filme: aquarela burocrática

“Brazil – O Filme” segue a mesma linha de filmes como “Laranja Mecânica” e “1984”, onde as pessoas vivem sob um sistema social opressor, vigilante e tecnicista.

Ao contrário do que possa parecer, “Brazil” leva esse nome porque é embalado pela música “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, mas a trama não tem ligação direta com imagens brasileiras, a não ser pela burocracia, que é universal...

A história se desenvolve a partir de uma falha na digitação (que trocou o T pela letra B), fazendo com que o departamento de repressão do governo aprisione um simples sapateiro, acusado de terrorismo contra o sistema.

Paralelamente ao fato, o filme mostra a vida do funcionário do governo Sam Lowry, interpretado por Jonathan Pryce, afundado numa repartição, que sonha escapar desse mundo burocrático e que têm sonhos escapistas por uma linda mulher, Jill Layton (Kim Greist).

As histórias da mulher e do funcionário vão se entrelaçar, pois Jill é filha do sapateiro acusado injustamente de terrorista. Coexistem no mundo dos sonhos, mas, na realidade, são antagônicos, pois Jill pertence a um grupo de resistência ao sistema, enquanto Sam é uma engrenagem dessa máquina governamental.

O diretor Terry Gilliam (autor também de “Monty Python”) faz referências, entre outras coisas, ao Estado Nazista e também aos modelos de sociedades autoritárias como o socialismo soviético. Também faz referências às histórias de quadrinhos por meio de cenários e personagens, motivo pelo qual foi muito criticado ao fazer uma “salada” de signos.

Se o riso vem da calamidade, o diretor extrai risos por meio de um roteiro nonsense, potencializando os níveis de burocracia e tecnicismo da sociedade, criando situações surreais, mas que estão próximas da nossa realidade.

Outro ponto em que Gilliam critica é a preocupação exagerada com a aparência. A eterna busca pela juventude em detrimento dos valores morais. O que também é predominante no mundo em que vivemos e que todos nós sonhamos em uma vida mais simples, mais próxima de nossos sonhos.

O diretor de arte de “Brazil – O filme”, criou um futuro sombrio, entre o moderno e o antigo, como computadores feitos parte em máquinas de escrever e monitores. Mescla o moderno com o arcaico de forma propositada, para mostrar que apesar de novas tecnologias, o sistema estatal é burocrático e ineficiente.

“Brazil – O Filme”, dentro de seu roteiro aparentemente sem sentido, mostra de forma criativa que vivemos mesmo sob uma sociedade absurdamente burocrática, opressora, que contradiz os instintos humanos.

Curiosidades: Terry Gilliam pretendia que o filme se chamasse "1984 and a 1/2", como forma de homenagear o diretor Federico Fellini, mas teve que trocar o nome após o lançamento de “1984”, baseado na obra de George Orwell.

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Média da avaliação: 45
Excelente
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