As Torres Gêmeas (2006)

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Sinopse

A história verídica do resgate e da heróica luta pela sobrevivência de dois policiais – John McLoughlin e Will Jimeno – que acabaram presos nos destroços do World Trade Center, no fatídico 11 de setembro de 2001, após entrarem no prédio para ajudar pessoas a escapar. O filme também acom ... Leia mais 

A história verídica do resgate e da heróica luta pela sobrevivência de dois policiais – John McLoughlin e Will Jimeno – que acabaram presos nos destroços do World Trade Center, no fatídico 11 de setembro de 2001, após entrarem no prédio para ajudar pessoas a escapar. O filme também acompanha o drama dos seus familiares, que tentam descobrir o que havia acontecido com os dois, e da equipe de resgate que os encontrou sob os escombros e os tirou de lá. A história desses personagens reais mostra como a coragem e a solidariedade das pessoas colocaram-se acima dos trágicos eventos daquele dia.

Dados técnicos

Gênero Drama, História
Título Original World Trade Center
Diretor Oliver Stone
Atores principais Nicolas Cage, Maria Bello, Maggie Gyllenhaal, Michael Shannon, Stephen Dorff, Michael Pena, Jon Bernthal, Douglas J. Aguirre
Ano de produção 2006
Duração 128 minutos.
Classificação do CAEC PG-13 - Não Recomendado para menores de 14 anos
Escritor Andrea Berloff
País Estados Unidos da América
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 2.85
Avaliação média baseada em 476 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 2.00
Avaliação média baseada em 3 críticos
Última modificação la vieja (3 meses atrás)

Trailer

Imagens

Crítica especializada

Cine Players - A. Koball (Brasil)

2.00
Regular

Stone cria belas imagens e momentos fortes, mas a sensação é sempre de estarmos vendo algo desnecessário e forçado.

As Torres Gêmeas foi feito sob medida para agradar ao ímpeto dos norte-americanos: demonstra sua coragem e atitude sob as piores condições, apoiando-se em uma história verídica que aconteceu em 11 de setembro de 2001, o ... Leia mais Stone cria belas imagens e momentos fortes, mas a sensação é sempre de estarmos vendo algo desnecessário e forçado.

As Torres Gêmeas foi feito sob medida para agradar ao ímpeto dos norte-americanos: demonstra sua coragem e atitude sob as piores condições, apoiando-se em uma história verídica que aconteceu em 11 de setembro de 2001, o que torna tudo mais forte e comovente. Já para quem não veste a bandeira americana estampada na camisa ou não possui um mastro com ela no quintal de sua casa o filme pode demonstrar ser simplesmente indiferente e soar deveras forçado. Acontece que os fatos reais, ainda que não vistos de dentro, foram muito mais intensos e emocionantes - e se o objetivo do filme foi emocionar e criar tensão, ele falhou justamente por conta disso.

Há sim alguns momentos bem criados e dirigidos por Stone. Eles geralmente provêm da opção do diretor em mostrar pouco os acontecimentos de fora e tentar dar a sensação para o espectador (e para ele mesmo) de como teria acontecido se estivéssemos no lugar dos policiais e bombeiros que trabalhavam naquela manhã. Não há muito tempo para desenvolver personagens no início do filme, o que acaba por adiantar a cena-clímax, que foi o desabamento da primeira torre. Depois, através de flashbacks é que vamos conhecendo melhor as duas principais vítimas, os policiais John e Will. Esses flashbacks tentam humanizar os personagens e trazer algum apelo sensível ao filme, em meio a tanta destruição e desgraça, porém a maioria deles é de mal gosto e poderiam ter ficado de fora da edição final. Isso porque todos são óbvios demais, bastaria uma cena no máximo para demonstrar como era o relacionamento de John e Will com suas famílias, mas o diretor insistiu e insistiu, e conseguiu tornar-se irritante.

Não é de se estranhar que Oliver Stone resolveria fazer algo mais seguro, após as duras críticas a Alexandre, seu último filme. Stone sempre fez filmes que destacassem o sentimento do povo dos Estados Unidos para com seus heróis e figuras históricas, aqui ele apenas pega sua perícia nesse assunto e torna tudo excessivamente melodramático, irritante e cafona. Há algumas cenas de gosto duvidoso e que interrompem a narrativa em vários momentos, como a aparição de Jesus Cristo para um dos soterrados. Aliás, muitos dos diálogos são simplesmente banais, mas nesse caso isso é bom, pois pessoas de verdade não declarariam odes a seu país sob tais circunstâncias. Talvez no máximo redescobririam o amor pelas coisas simples, mas que realmente importam na vida, como a importância da família.

Como o filme não conseguiria sobreviver ao fato de ter somente cenas escuras sob os escombros, Stone optou por mostrar paralelamente a dor da dúvida sentida pelas esposas de ambos os policiais. Embora o conteúdo dessas cenas seja naturalmente emocionante, elas também são (novamente) óbvias e previsíveis ao extremo. O fato de sabermos desde o início o futuro de ambos os personagens, na realidade, fez tais cenas tornarem-se bastante desnecessárias. A sensação da falta de conteúdo é imensa, e um número menor de cenas de lágrimas e apreensão por parte desses personagens seria bem-vindo.

A melhor parte de WTC é, não surpreendentemente, sua parte técnica. Apesar de contar com alguns efeitos especiais medonhos (a fumaça sobre Manhatan ficou visualmente abominável), de forma geral a fotografia de Nova York ficou estupenda. O filme é bastante escuro, pelo fato de muitas cenas serem sob os escombros, e sempre que uma cena exterior chegava confesso que sentia um alívio. Essas cenas externas demonstram a capacidade técnica de Stone em criar belos quadros vivos, ratificando o que já havia feito em seu filme anterior, Alexandre, que também era felizardo nesse quesito. A trilha sonora excessivamente melancólica fica tocando o tempo todo, em uma tentativa quase desesperada de trazer auto-importância aos acontecimentos, como se isso fosse necessário.

No final das contas, WTC é um dos filmes mais desapontadores da carreira de Oliver Stone. Ora, provavelmente é o mais de todos. Porém ao menos a culpa não é exatamente sua: considerando que foi feito primeiramente (e mais do que qualquer outro filme de sua carreira) para o público norte-americano, é bem sucedido no seu objetivo, ao emocionar e criar belas imagens. Se você aceitar esse fato - de que poderá estar sendo altamente manipulado - e se deixar levar, poderá ver no filme uma boa sessão de entretenimento - sim, não sejamos hipócritas ao negar o conforto de ver a desgraça alheia com som estéreo e belíssima fotografia. No mais, é um filme altamente desnecessário e que não acrescenta nada à história que a maioria de nós vivenciou intensamente, ainda que no conforto de nossas casas, naquela terça-feira.

Por Alexandre Koball
06/10/2006

Cine Players - A. Malafaya (Brasil)

2.00
Regular

Stone apostou na celebração à vida humana, e não na política, para falar do ataque terrorista.

Quando um segundo avião atingiu o World Trade Center, quase todo o complexo novaiorquino ruiu e, com ele, a arrogância, a prepotência e a certeza norte-americana de ser um país invulnerável. Citando o ex-primeiro ministro indiano Jawaharlal N ... Leia mais Stone apostou na celebração à vida humana, e não na política, para falar do ataque terrorista.

Quando um segundo avião atingiu o World Trade Center, quase todo o complexo novaiorquino ruiu e, com ele, a arrogância, a prepotência e a certeza norte-americana de ser um país invulnerável. Citando o ex-primeiro ministro indiano Jawaharlal Nehru em sua frase mais famosa, “a arte de um povo é reflexo autêntico de sua mentalidade”, penso que os Estados Unidos vêm se tornando um país mais maduro, e seu cinema reflete isso. Afinal, cinco anos após os terríveis acontecimentos de 11 de setembro, são lançados dois filmes importantes a respeito dos trágicos acontecimentos – este As Torres Gêmeas e o anterior Vôo United 93, de Paul Greengrass – e, por incrível que possa parecer, não vemos na tela cidadãos enrolados na bandeira ianque, nem distorção dos fatos, nem música grandiloquente.

Já não era de se esperar algo do tipo de Oliver Stone, de posições políticas bem definidas e sempre um cineasta na contramão do que geralmente é produzido em Hollywood. Sua filmografia é qualitativamente inconstante, mas nunca alheia ao mundo. Por isso é surpreendente constatar que neste seu novo trabalho o tom é assumidamente apolítico, logo mais em se tratando de tema tão delicado. Stone não tenta encontrar causas nem apontar culpados; seu intuito aqui é contar a história real de dois sobreviventes do desabamento dos prédios do WTC. Sim, é uma celebração à vida, de um cineasta que outrora chocou multidões em filmes como Assassinos por Natureza.

Os policiais John McLoughlin (um estranho Nicolas Cage) e Will Jimeno (Michael Pena, o chaveiro latino de Crash – No Limite) acordaram naquele 11 de setembro da mesma forma como em quase todos os dias de serviço. Levantaram cedo, despediram-se das famílias e foram trabalhar. Era uma manhã rotineira até que foram informados que um avião colidiu com uma das torres do World Trade Center. Ainda sem muitas informações, resolveram entrar dentro daquele pandemônio, junto a outros corajosos colegas de profissão, com a finalidade de auxiliar e resgatar as vítimas. Não esperavam que um outro avião colidisse e que os prédios viessem abaixo. Presos nos escombros durante horas, travaram uma batalha para se manterem acordados e vivos, até que o resgate chegasse.

Escrito pela estreante Andrea Berloff, a partir de depoimentos dos dois sobreviventes, As Torres Gêmeas é um filme cheio de altos e baixos. Seu melhor momento é mesmo sua parte inicial, pré-desabamento, mostrando através das impressões das pessoas comuns – que se tornam os olhos do próprio espectador naquele dia – algo até então inimaginável. Afinal, o que estaria realmente acontecendo? E o que você faria se estivesse ali, presenciando tudo? Na pele dos policiais, entraria naquele prédio arriscando a própria vida?

Quando o filme segue então a luta dos dois, entre os escombros, para se manterem vivos, o filme perde força. Em parte, porque de antemão já sabemos o desfecho; em outra, que Stone inunda-nos com flashbacks desnecessários e uma outra narrativa, mostrando como os familiares dos dois estavam reagindo ao que estava acontecendo (entrando em cena as maravilhosas Maggie Gyllenhaal e Maria Bello, como as esposas dos policiais). Há também um certo enxerto metafísico desnecessário e contrastante com o tom naturalista que o filme assume desde o princípio.

Por Andy Malafaya
16/11/2006

Comentários

Alejandro.Rincon.Arias comentou:

As Torres Gêmeas

3.000
"Bom"

"mais uma americanismo, a tentativa de vender sua ideologia por cima de todos nos, bom, foi um momento dificil na historia americana e mundial, mais de qualquer forma, o filme é ruim"

um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
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Regular(+)
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