As Pontes de Madison (1995)

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Sinopse

Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), seus filhos descobrem, por meio de um diário, que a mãe teve um rápido e intenso relacionamento extraconjugal com um fotógrafo da National Geographic (Clint Eastwood). No verão de 1965, enquanto o marido e os filhos estão viajando, Francesca, ... Leia mais 

Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), seus filhos descobrem, por meio de um diário, que a mãe teve um rápido e intenso relacionamento extraconjugal com um fotógrafo da National Geographic (Clint Eastwood). No verão de 1965, enquanto o marido e os filhos estão viajando, Francesca, uma fazendeira de Iowa, recebe a inesperada visita do fotojornalista Robert Kincaid (Clint Eastwood). Ele pede informações sobre as pontes de Madison, as quais deverá fotografar para a revista onde trabalha. Francesca fornece as informações, mas acaba se envolvendo com Kincaid. O romance é tão intenso quanto rápido: dura apenas quatro dias. Quando os filhos descobrem o amor secreto da falecida mãe, passam a questionar seus próprios casamentos.

Dados técnicos

Gênero Drama, Romance
Título Original The Bridges of Madison County
Diretor Clint Eastwood
Atores principais Meryl Streep, Victor Slezak, Annie Corley, Jim Haynie, Clint Eastwood
Ano de produção 1995
Duração 135 minutos.
Classificação do CAEC R - Exigido acompanhamento dos pais ou de adultos. Não Recomendado para menores de 16 anos
Produtor Kathleen Kennedy, Clint Eastwood
Escritor Richard LaGravenese, The Bridges of Madison County, Robert James Waller
País Estados Unidos da América
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.79
Avaliação média baseada em 1474 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 4.00
Avaliação média baseada em 3 críticos
Última modificação jev233 (3 meses atrás)

Imagens

Crítica especializada

Cine Players - C. Heoli (Brasil)

3.00
Bom

Super-sentimental, drama romântico dirigido e interpretado por Eastwood ganha força pela ótima interpretação de Meryl Streep.

Muitos anos após viver Dirty Harry e protagonizar os faroestes antológicos de Sergio Leone, Clint Eastwood viria a dirigir um filme para comover 10 entre 10 corações apaixonados. As Pontes de Madison é uma obra ... Leia mais Super-sentimental, drama romântico dirigido e interpretado por Eastwood ganha força pela ótima interpretação de Meryl Streep.

Muitos anos após viver Dirty Harry e protagonizar os faroestes antológicos de Sergio Leone, Clint Eastwood viria a dirigir um filme para comover 10 entre 10 corações apaixonados. As Pontes de Madison é uma obra que mescla um belo romance e um drama bem estruturado, mesmo inserindo em sua narrativa alguns recursos um tanto óbvios para o gênero. Richard LaGravenese adapta o romance de Robert James Waller, onde durante menos de uma semana se acompanha a história de Francesca, imigrante italiana casada, com dois filhos, que possui uma fazenda no interior do estado americano de Iowa, vivendo em concessão com sua pacata existência. Quando seu marido e filhos viajam, deixando Francesca sozinha, um fotógrafo de Washington aparece e pede ajuda a ela, desejando encontrar e então fotografar as pontes cobertas do local, citadas no título do filme.

LaGravanese, que recentemente dirigiu e roteirizou P.S. Eu Te Amo, é o responsável por parte da depreciação justificável que se pode ter em relação a As Pontes de Madison. Seu roteiro dá grande ênfase em um segundo núcleo que é centrado nos filhos de Francesca, já adultos, que retornam à casa da mãe para resolverem assuntos relativos ao falecimento da mesma. O filme se inicia, termina e é pontuado por constantes intervenções deste núcleo, composto por personagens fracos que nada acrescentam à trama, interpretados por atores pouco competentes. A justificativa de que a história de amor de Francesca e Robert está sendo descoberta e contada pelos filhos da primeira pode funcionar na literatura, porém no contexto do filme transparece como apelo dramático fácil, pois se o espectador enxerga a imoralidade na relação extraconjugal da protagonista, aceita com maior facilidade após o consentimento de seus próprios filhos.

O filme ainda possui algumas cenas belíssimas interrompidas pela narração desnecessária de Francesca, que mesmo acontecendo poucas vezes, apenas reitera através de palavras o que Eastwood evidencia com sua detalhista direção. A narração dificilmente acrescenta algo que é imperceptível aos olhos, fazendo assim com que a profundidade atingida por algumas sequências se perca em superficialidades proporcionadas pela "explicação" desses momentos.

A direção de Eastwood é elaborada, como sugeri antes, detalhadamente, e o trabalho do mesmo é muito bem desenvolvido, somado à bela fotografia de Jack N. Green, que também trabalhou com o diretor em Cowboys do Espaço e no subestimado Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal. Alguns planos escolhidos pelo diretor deixam claras as referências que o roteiro elabora em relação ao envolvimento dos personagens. Quando os amantes versam rapidamente sobre o voyeurismo, por exemplo, em outro momento a câmera tende a se afastar, em um plano que cobre a refeição de ambos através de um ângulo que se divide entre a mesa de jantar e uma parede. Mesmo que Francesca se culpe por observar Robert em alguns momentos, mantendo-se escondida, no início do envolvimento de ambos, Eastwood explicita na passagem supracitada e em outras que o verdadeiro voyeur desse romance é o espectador.

Não levando em consideração alguns útimos trabalhos frente às câmeras, o que fica evidente em As Pontes de Madison é que, como ator, Clint Eastwood é um ótimo diretor. A composição que o mesmo cria para Robert é limitada, apoiada quase que inteiramente nos bons diálogos do personagem. Robert não tem um caráter definido e parece existir apenas para ser a peça fundamental do romance e dos subsequentes questionamentos de Francesca. Eastwood vive Robert com certa intensidade contida, encontrando apoio apenas em Meryl Streep, que carrega praticamente toda a carga emocional do filme em sua cativante personagem. Streep, indicada ao Oscar por este papel, constrói uma personagem única, que fala por vezes mais com um simples movimento do que através de várias frases. A conformada dona de casa é definitivamente um de seus maiores papéis, dada a imersão da atriz neste filme. O Oscar em 1995 infelizmente não foi para a atriz, porém a mesma fora recompensada em outras duas ocasiões. O prêmio, porém, não fora desperdiçado: Susan Sarandon o levou, por sua interpretação em Os Últimos Passos de um Homem.

Mesmo sendo consideravelmente prejudicado pelos problemas aqui já apontados, deve-se reconhecer o grande mérito de As Pontes de Madison, dada a força originária da história de Francesca e Robert. O casal gera imensa empatia logo em sua primeira cena juntos, e fazem com que seja impossível a depreciação das atitudes dos mesmos, graças em grande parte, volto a repetir, ao trabalho extraordinário de Meryl Streep. Se o roteiro faz escolhas erradas, se a atuação de Eastwood não contribui, ou se mesmo a trilha sonora, melodramática demais, seja utilizada em demasia, nada diminui o impacto que causa o relacionamento dos protagonistas, que é intenso, puro e genuíno. Peça fundamental para aqueles que apreciam os filmes do gênero, As Pontes de Madison deve ser ainda melhor programa quando assistido a dois. E é bom lembrar de ter por perto um lencinho. Ou, de preferência, uma caixa deles.

Por Conrado Heoli
10/09/2008

Comentários

Ragonetti avaliou:

Excelente

Drama Em As Pontes de Madison, Clint é Robert Kincaid, um fotógrafo da National Geografic que está no Iowa para fotografar antigas pontes cobertas, famosas na região, para uma reportagem da revista. Meryl Streep é Francesca Johnson, uma dona de casa que trocou a Itália pelo sonho de viver na América. Casou-se com um soldado, e anos depois se vê criando os dois filhos do casal na paisagem bucólica de uma fazenda em que pouca coisa acontece, e vive-se a vida porque se acorda todo o dia, e não porque se têm sonhos. Perdido, o fotógrafo pede informações na fazenda dos Johnsons, mas a família foi para uma feira agropecuária, e apenas Francesca está em casa. O que acontece após este esbarrão do destino é aquilo que a astrologia resume como "efeito urano": é quando uma pessoa faz uma "burrada" tão grande que detona a sua própria vida e a de outras pessoas. Bem, quase faz, e é neste fragmento do "quase" que reside a beleza deste filme.



um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
cygm comentou:

As Pontes de Madison

4.000
"Muito bom"

"Bonzinho."

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
John Faber Marques Bitencort avaliou:

Excelente

é otimo, eu adorei esser filme e melho

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

Média da avaliação: 40
Muito bom
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.79
Avaliação média
baseada em 1474 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 4.00
Avaliação média
baseada em 3 críticos

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