Paris dos anos 60. A vida de um casal conservador é virada de cabeça para baixo com a chegada de duas governantas espanholas ao prédio onde moram.
| Gênero | Comédia |
|---|---|
| Título Original | Les femmes du 6ème étage |
| Diretor | Philippe Le Guay |
| Atores principais | Carmen Maura, Natalia Verbeke, Lola Dueñas, Annie Mercier, Concha Galán, Fabrice Luchini, Sandrine Kiberlain, Muriel Solvay, Nuria Solé, Berta Ojea |
| Ano de produção | 2010 |
| Duração | 104 minutos. |
| Classificação do CAEC | G - Para todo tipo de público. Censura livre. |
| Produtor | Les Films de la Suane |
| Escritor | Jérôme Tonnerre, Philippe Le Guay |
| Música | Jorge Arriagada |
| País | França |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 10 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 2 críticos |
| Feito por | claudioe2001 (11 meses atrás) |
| Última modificação | claudioe2001 (um mês atrás) |
| Sabe tudo sobre este filme | claudioe2001 Você é especialista neste filme com 9 pontosCadastre-se, marque pontos e torne-se um especialista neste filme |
Nesta comédia de humor refinado, Jean-Louis Joubert (Fabrice Luchini, recentemente visto em “Potiche”), funcionário de um escritório de investimentos, de estáveis casamento e situação financeira, vê repentinamente toda esta estabilidade abalada, com a saída da empregada de sua casa, que ali estava há mais de 20 anos. A esposa, Suzanne ... Leia mais Nesta comédia de humor refinado, Jean-Louis Joubert (Fabrice Luchini, recentemente visto em “Potiche”), funcionário de um escritório de investimentos, de estáveis casamento e situação financeira, vê repentinamente toda esta estabilidade abalada, com a saída da empregada de sua casa, que ali estava há mais de 20 anos. A esposa, Suzanne (Sandrine Kiberlain), como a maioria de suas amigas, não sabe - e também não quer aprender - nada do serviço da casa, nem de como cuidar dos filhos que eventualmente os visitam do colégio interno. A solução é tentar arrumar rapidamente uma empregada para substituir a que saiu. Acontece que, em seu prédio há, no 6º andar (o mais alto e mais desconfortável, sem calefação e com um banheiro digno de um posto de gasolina de estrada), vários alojamentos para as empregadas das famílias que ali moram - as chamadas Mulheres do 6º Andar. Num destes quartos vive Concepción (Carmen Maura, musa de Almodóvar), que consegue trazer uma amiga para trabalhar para os Joubert, a também espanhola María (a argentina Natalia Verbeke) que, além de jovem, é também bastante despachada.
Muito interessante estudo de relações sociais numa Paris dos anos 1960, “As Mulheres do 6º Andar” explicita com leveza as relações de poder entre classes sociais e etnias no período (que, na realidade, não se alteraram muito nos últimos anos, mudando apenas a etnia focada - saem os espanhóis, entram os africanos e árabes), sem deixar de divertir.
É muito interessante de se ver a transformação que a vida da família Joubert sofre, na medida em que o patriarca passa a conviver mais com as empregadas espanholas, conhecer seus problemas (e até ajudar a resolver alguns), e tudo isso ao mesmo tempo em que traça um paralelo com sua relação com a esposa, distante e desinteressada. Mas isso também tende a mudar, a partir do momento em que Suzanne passa a achar que está sendo traída pelo marido com uma das “espanholas”.
Não espere nenhum pastelão, de risadas frouxas, mas humor inteligente e sutil, que diverte, faz pensar e não entedia.
As mulheres do 6º andar: comédia sobre diferenças sociais
Divertida comédia francesa mostra a realidade das empregadas espanholas numa Paris do século XX
Na década de 60, os prédios antigos de Paris abrigavam as empregadas no sexto andar do prédio, em pequenos quartos, conhecidos como “chambre de bonne”. Também, nessa época, devi ... Leia mais As mulheres do 6º andar: comédia sobre diferenças sociais
Divertida comédia francesa mostra a realidade das empregadas espanholas numa Paris do século XX
Na década de 60, os prédios antigos de Paris abrigavam as empregadas no sexto andar do prédio, em pequenos quartos, conhecidos como “chambre de bonne”. Também, nessa época, devido ao fascismo de Franco, muitos espanhóis, sobretudo domésticas espanholas, fugiam de sua terra e procuravam amparo na França. É nesse contexto histórico-político que, sutilmente, a entusiasmada comédia de Philippe Le Guay, “As Mulheres do Sexto Andar”, se sustenta.
Com o pedido de demissão da empregada que trabalhava para a família há 25 anos, Jean-Louis (Fabrice Luchini) procura por alguém que possa preencher a vaga. As amigas de sua dondoca esposa, Suzanne Joubert (Sandrine Kiberlain), recomendam as empregadas espanholas que, “apesar de tudo, são limpinhas”. Jean-Louis, portanto, contrata Maria (Natalie Verbeke), uma latina recém-chegada da Espanha com sede de mostrar o seu serviço. Receoso, o patrão a testa logo no primeiro dia, exigindo um rigoroso ovo cozido em que deve passar exatos três minutos e meio em água fervente. E é nesse momento que começa a paixão entre os dois.
Mas esse romance entre patrão e empregada é muito tímido e enrustido, por isso a trama procura se desenvolver na descoberta de culturas: de um lado a elite francesa começa a admirar as domésticas alegres; e de outro, as empregadas espanholas se desfazem da ideia de que patrão é esnobe. Dessa forma, enquanto Maria mostra ao patrão a situação precária das empregadas, Jean-Louis descobre um novo universo dos pequenos prazeres.
Esse intercâmbio cultural é muito bem representado pela delicada trilha sonora de Jorge Arriagada. Percebe-se uma mistura de elementos musicais das chansons francesas com o tango espanhol, acarretando em uma sofisticada melodia romântica e divertida.
Em perfeita harmonia, o elenco afiado se une elegantemente ao roteiro de Jérôme Tonnerre. Cada papel parece ter sido criado respectivamente para Lola Dueñas, Carmen Maura e Natalia Verbeke, que representam com sutileza e honestidade cada personagem.
Por exemplo, a cena em que as empregadas do prédio ajudam Maria a arrumar a casa ao som de Itsy Bitsy Petit Bikini (Biquíni de Bolinhas Amarelinhas) é uma das sequências mais divertidas e cativantes, sendo um dos pontos altos do filme.
Por fim, “As Mulheres...” é mais uma trama com a temática patrão contra domésticos, mas que trata com muito humor e eficácia, com pitadas de romance, e um sagaz sarcasmo histórico-social.


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