Aos Treze (2003)

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Sinopse

No auge de sua adolescência, aos 13 anos, Tracy (Evan Rachel Wood) é uma menina esperta que tem boas notas na escola. Quando torna-se amiga de Evie (Nikki Reed), a garota mais bonita e popular do colégio, conhece o sexo e as drogas. Enquanto Tracy modifica sua identidade, seu mundo começa a impl ... Leia mais 

No auge de sua adolescência, aos 13 anos, Tracy (Evan Rachel Wood) é uma menina esperta que tem boas notas na escola. Quando torna-se amiga de Evie (Nikki Reed), a garota mais bonita e popular do colégio, conhece o sexo e as drogas. Enquanto Tracy modifica sua identidade, seu mundo começa a implodir, com os conflitos que tem com a mãe, Melanie (Holly Hunter), com seus professores e com seus antigos amigos. Vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema de Sundance de 2003.

Dados técnicos

Gênero Drama, Romance
Título Original Thirteen
Diretor Catherine Hardwicke
Atores principais Evan Rachel Wood, Holly Hunter, Brady Corbet, Jeremy Sisto, Deborah Kara Unger, Nikki Reed
Ano de produção 2003
Duração 100 minutos.
Produtor Michael London, Jeff Levy-Hinte
Escritor Catherine Hardwicke, Nikki Reed
Música Mark Mothersbaugh
País Estados Unidos da América
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.07
Avaliação média baseada em 550 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 2.50
Avaliação média baseada em 2 críticos
Última modificação jev233

Trailer

Imagens

Crítica especializada

Cine Players - A. Malafaya (Brasil)

2.00
Regular

Um retrato de como os adolescentes podem entrar para a vida marginal de maneira fácil.

Christiane F. fez escola. Se a menina de 13 anos, drogada e prostituída, marcou toda uma geração na década de 80 (tanto o livro quanto o filme), agora ela tem uma sucessora. É a atriz Rachel Evan Wood, ou melhor, Tracey, sua personagem no longa de estré ... Leia mais Um retrato de como os adolescentes podem entrar para a vida marginal de maneira fácil.

Christiane F. fez escola. Se a menina de 13 anos, drogada e prostituída, marcou toda uma geração na década de 80 (tanto o livro quanto o filme), agora ela tem uma sucessora. É a atriz Rachel Evan Wood, ou melhor, Tracey, sua personagem no longa de estréia de Catherine Hardwicke. Tracey é uma adolescente normal como qualquer outra - veste-se como as meninas de sua idade, possui bichinhos de pelúcia e ainda tem aquele ar angelical. Mas ao se sentir inferiorizada na escola por garotas moderninhas e mais "descoladas", acaba se aproximando da mais popular delas, Evie (Nikki Reed, que é uma das autoras do roteiro baseado em suas próprias experiências), uma garota que acaba levando a inocente Tracey para um mundo envolvendo drogas, sexo e pequenos crimes.

O que deveria ser uma interessante visão sobre como os jovens atualmente se desvirtuam em uma sociedade cada vez mais rala, puritana, hipócrita e voltada para o mundo da beleza e do consumo, acaba se tornando um trabalho incapaz de fazer uma observação mais profunda e eficaz sobre o assunto. As situações criadas pelo roteiro são inverossímeis e a constante tentativa de forçar a barra (o desenvolvimento da história parece uma colagem de fatos pretensiosamente chocantes que não se alinham direito) acabam por diluir o conteúdo - Hardwicke tenta criar um clima de realidade, usando câmeras digitais principalmente, mas consegue no máximo aproximar seu filme do mundo-cão dos noticiários da tevê.

Evan Rachel Wood, mesmo elogiadíssima pela crítica no papel, esforça-se em um papel superficial (até mesmo a sua transformação soa falsa, por culpa do roteiro) e a moça acaba sendo diminuída em cena pela colega Nikki Reed (que parece ser a irmã mais nova de Eva Mendez). Quem se sobressai mesmo é Holly Hunter, como a mãe esforçada, mas ao mesmo tempo bastante relapsa na criação dos filhos, além de ter um envolvimento amoroso com um viciado. Hunter rouba todas as cenas em que aparece e, mesmo recorrendo a alguns clichês (unhas sujas, nudez gratuita), acaba sendo o alívio em meio a um filme tão fraco. Hunter inclusive chegou a ser indicada ao Oscar de atriz coadjuvante.

Curioso é como constatar que a sociedade se torna cada vez mais moralista. Há mais de 20 anos a nossa garotinha, Christiane F., fazia coisas muito mais fortes do que esconder um piercing da mãe. Sinal dos tempos.

Por Andy Malafaya
03/11/2004

Comentários

marcio de almeida comentou:

Aos Treze

5.000
"Incrível"

"UM incrivel e ousado filme que relata muito bem o mundo das drogas e consegue passar o recado sem chocar..."

11 meses atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

Média da avaliação: 30
Bom
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.07
Avaliação média
baseada em 550 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 2.50
Avaliação média
baseada em 2 críticos

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