Nader é abandonado por sua esposa e contrata uma jovem mulher para cuidar do seu pai, mas ele não imaginava que a mulher está grávida e ainda está trabalhando sem a permissão de seu marido.
| Gênero | Drama |
|---|---|
| Título Original | Jodaeiye Nader az Simin |
| Diretor | Asghar Farhadi |
| Atores principais | Kimia Hosseini, Sarina Farhadi, Shahab Hosseini, Babak Karimi, Leila Hatami, Sareh Bayat |
| Ano de produção | 2011 |
| Duração | 123 minutos. |
| Classificação do CAEC | G - Para todo tipo de público. Censura livre. |
| Escritor | Asghar Farhadi |
| País | Irão |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 29 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 1 críticos |
| Última modificação | la vieja (2 semanas atrás) |


Carregando...
A Separação
"Excelente"
"Muitos brasileiros entortam a cara quando sabem que um filme não é norte americano. Quando o filme é europeu piora a situação, pois todos acham o filme arrastado, filosófico, etc. Se já há um certo preconceito com os próprios filmes nacionais, imagina quando uma produção iraniana dar o ar de sua graça. O interessante é que as pessoas que deram uma chance ao filme “A Separação” do diretor Asghar Farhadi, acabaram se deliciando com um longa real e sincero.
Muitos críticos de cinema ovacionaram este filme. Também não é pra pouco, o mesmo foi o primeiro da história a ganhar três Ursos no Festival de Berlim. Sem falar no Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Com a boa repercussão, o filme felizmente tomou conta de várias salas de cinema no circuito nacional.
É complicado falar da trama do filme. Escrito, produzido e dirigido por Farhadi, a tal da separação que dá nome ao longa já acontece nos primeiros cinco minutos de projeção. A partir daí, as consequências desta separação provocam todo o drama do filme. Tudo acontece porque um casal iraniano finalmente conseguiu um visto para deixar o Irã. Porém, o marido, Nader (interpretado por Peyman Moaadi), não aceita viajar com a mulher (Leila Hatami), pois seu pai, já em uma idade bastante avançada, possui Alzheimer e não há ninguém para cuidar dele. Para quem não sabe, uma mulher iraniana casada não pode viajar sem o marido, por isso ela pede o divorcio. O problema aumenta quando a esposa de Nader, Simin, pede para levar a filha do casal, Termeh, na viagem e o marido não autoriza. A separação do casal desencadeia várias consequências.
Não posso entrar em detalhes para não entregar o filme. Posso dizer que o filme vira e volta acaba parando em um tribunal, na frente de um juiz. O importante são os valores contidos no filme. Seja o pai orgulhoso demais para se redimir, a filha que busca além de tentar trazer a mãe de volta pra casa, tenta também buscar a verdade vinda do pai, a força de uma crença divina ou o respeito dos costumes de uma nação, A Separação consegue jogar vários temas em um liquidificador e misturar tudo em um turbilhão de informação fazendo com que o público seja chacoalhado em uma problemática muito difícil de ser resolvida.
Asghar Farhadi fez um brilhante trabalho em um filme que consegue quebrar as barreiras impostas por quilômetros de distância, por uma diferença cultural de vida e língua que separa as produções de países como o Irã das realizadas em países como os EUA, Canadá e Inglaterra, simplesmente filmando um drama real com toda sua essência.
Não ficarei surpreso se no dia 26 de fevereiro, Asghar Farhadi e todo o elenco tomarem conta do palco da maior premiação do cinema internacional para receber o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. A Separação, merece isso e muito mais."