Brasil CineZen Cultural - Jean Garnier Baseado nas histórias do cartunista belga Hergé, “As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne” é uma agradável sucessão de paisagens deslumbrantes envolvida por uma história cheia de energia e ritmo alucinante, que agrada mesmo aqueles não familiarizados, ainda que careça de um pouco mais de mistério.
Tudo começa em 1940, quando o ... Leia mais Baseado nas histórias do cartunista belga Hergé, “As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne” é uma agradável sucessão de paisagens deslumbrantes envolvida por uma história cheia de energia e ritmo alucinante, que agrada mesmo aqueles não familiarizados, ainda que careça de um pouco mais de mistério.
Tudo começa em 1940, quando o jornalista Tintim (Jamie Bell) e seu terrier branco chamado Milu estão na Europa visitando uma praça ao ar livre. O protagonista compra, por uma ninharia, uma miniatura de veleiro de três mastros chamado Unicórnio. No mesmo instante é abordado pelo sinistro Ivan Sakharine (Daniel Craig), com uma oferta mais tentadora por aquela miniatura de navio, que há poucos instantes mofava entre antiguidades.
Tintim resolve não vender, e após um desentendimento entre seu cachorro e um gato, o navio despenca e quebra, deixando cair um pergaminho – contendo pistas de um tesouro escondido. Ao mesmo tempo, a dupla de atrapalhados detetives Dupont (Simon Pegg) e Dupond (Nick Frost) está atrás de Aristides Silk, um cleptomaníaco que se descreve apenas como “fã de carteiras”.
O jovem aventureiro resolve visitar Sakharine e fica sabendo que há outra cópia de seu navio. Ele acaba capturado pelo vilão e confinado no cargueiro Karaboudjan. Lá, conhece Haddock (Andy Serkis), capitão cujo bafo de álcool é de fazer inveja a qualquer maçarico de balão e que não faz a menor ideia do que está acontecendo na embarcação.
Aos poucos, a cumplicidade entre eles aumenta, e uma súbita falta de álcool faz Haddock delirar, ao ponto de começar a lembrar de histórias sobre o seu antepassado, Sir Francis Haddock (Serkis), líder do Unicórnio durante o século XVII e que, após uma grande batalha contra o pirata Red Rackham (Craig), resolveu afundar o navio, ao invés de deixar nas mãos do seu inimigo.
O diretor Steven Spielberg (“E.T.”), ao realizar esse filme, trouxe novamente o espírito aventureiro de produções como “Indiana Jones” e “Jurassic Park”, fazendo recordar como era bom quando seus filmes tinham um simples herói, que ávido por procurar respostas, se enfiava em lugares onde poucos atreveriam se arriscar, acabando por vezes perdido em locais exóticos e envolvido em aventuras grandiosas.
Pistas desencontradas, tiros, ópera, miragens nas dunas do Saara, perseguições alucinadas, motociclistas selvagens, várias cenas acontecendo ao mesmo tempo e uma inesquecível sequencia final no Marrocos, que deixa uma ponta para o próximo capítulo da trilogia prometida por Spielberg e pelo produtor Peter Jackson (“Os Senhor dos Anéis”), que dirigirá a continuação e deixará Spielberg encarregado da produção. Fique com os olhos arregalados, Tintim está em movimento constante e acompanhá-lo é um passeio rumo à emoção.
Fonte: CineZen Cultural - Jean Garnier
Bom