9 - A Salvação

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Sinopse

Num mundo paralelo, um grupo de bonecos espertos vivem o pós-Apocalipse. Eles encontram 9, mais um de sua espécie, que mostra características que podem ajudá-los a sobreviver. Em uma realidade onde os humanos foram exterminados, um boneco ganha vida e passa a enfrentar as máquinas que controla ... Leia mais 

Num mundo paralelo, um grupo de bonecos espertos vivem o pós-Apocalipse. Eles encontram 9, mais um de sua espécie, que mostra características que podem ajudá-los a sobreviver. Em uma realidade onde os humanos foram exterminados, um boneco ganha vida e passa a enfrentar as máquinas que controlam o planeta. Este é 9 - A Salvação, longametragem de animação que chega aos cinemas brasileiros em 9 de outubro. Para marcar este lançamento, o Adoro Cinema e a PlayArte realizaram esta promoção.

Dados técnicos

Gênero Aventura, Animação, Fantasia
Título Original 9
Diretor Shane Acker
Atores principais Jennifer Connelly, Elijah Wood, John C. Reilly, Martin Landau, Crispin Glover
Ano de produção 2009
Duração 79 minutos.
Produtor Tim Burton, Timur Bekmambetov
Escritor Pamela Pettler, Shane Acker
Música Danny Elfman, Deborah Lurie
País Estados Unidos da América
Avaliação da comunidade
Média da avaliação: 3.35
Avaliação média baseada em 891 pessoas
Avaliação da mídia
Média da avaliação: 3.33
Avaliação média baseada em 6 críticos
Última modificação jev233 (um ano atrás)

Trailer

Imagens

Crítica especializada

Pipoca Combo - L. Francisco (Brasil)

4.00
Muito bom

O primeiro nome que virá a mente de muitas pessoas ao verem os pôsteres, imagens ou trailers do mais novo longa-metragem de animação, 9: A Salvação é o de Tim Burton (Swenney Todd: O Barbeiro Demoniaco da Rua Fleet e Alice no País das Maravilhas), graças ao visual tanto dos personagens como dos cenários, que remetem a suas produções com ... Leia mais O primeiro nome que virá a mente de muitas pessoas ao verem os pôsteres, imagens ou trailers do mais novo longa-metragem de animação, 9: A Salvação é o de Tim Burton (Swenney Todd: O Barbeiro Demoniaco da Rua Fleet e Alice no País das Maravilhas), graças ao visual tanto dos personagens como dos cenários, que remetem a suas produções com um tom escuro e sombrio, que sempre se destacam de todas as outras películas hollywoodianas.

No filme, Tim cuidou apenas da produção, ao lado de Timur Bekmanbetov (O Procurado). Mas é Shane Acker quem assina a direção do longa animado baseado em seu próprio curta-metragem homônimo, de aproximadamente 11 minutos, que foi indicado ao Oscar em 2004.

Apresentando uma história atemporal, o filme se passa em um futuro próximo, onde todos os homens foram destruídos pelas máquinas que eles mesmos criaram, antes de serem quase totalmente desligadas. Com o planeta completamente destroçado, um grupo de pequenas criaturas recebe uma chama de vida de um cientista antes dele morrer, sendo a única esperança para acabar com as últimas máquinas restantes. Nessa batalha repleta de cenas de ação de tirar o fôlego do espectador, conhecemos nove corajosas criaturas feitas de remendos de pano, que mesmo com pensamentos e princípios diferentes, acabam tendo que se unir para sobreviver e acabar com uma máquina predadora mecanizada.

O roteiro assinado por Pamela Pettler (A Noiva-Cadáver) é bem trabalhado e em nenhum momento se torna cansativo ou lento, a história apresenta mensagens como a importância de se trabalhar em conjunto e o rumo do futuro da humanidade, fato que vai fazer com que muitas pessoas se lembrem da recente animação da Pixar Animation Studios, Wall-E, que apresentava idéia semelhante, mas com um foco diferente.

O início sem diálogos é outro ponto que poderá ser comparado às recentes animações Wall-E e Up, mas diferente destes, 9: A Salvação apresenta um início que poderá cansar algumas pessoas pela falta de explicações dos acontecimentos, que serão compreendidos apenas no decorrer da história.

Mesmo sendo uma ficção científica, o personagem principal da história, o Nº 9 (dublado por Elijah Wood), consegue desde o seu início cativar o público com seu jeito ingênuo e sua coragem, pois não medirá forças para salvar a todos os seus irmãos, mesmo sabendo que, para isso, terá que arrisca a sua própria vida. Outra cena que faz com que o público se aproxime dos personagens é quando é a comemoração ao som da clássica canção ‘Somewhere Over the Rainbow’, interpretada por Judy Garland numa homenagem ao O Mágico de Oz, que é lembrado.

A animação está acima da média e consegue chamar a atenção do público, se destacando de todas as outras animações em computação gráfica, o atual suprasumo. Todos os personagens e máquinas se mostram muito reais durante todo o animado, exceto os humanos que, quando presentes, ficam devendo em sua qualidade, mas nada que atrapalhe a produção, já que suas aparições são muito limitadas.

Falando em técnica, uma coisa que poderia ser feita e que chamaria muito mais a atenção da plateia seria lançar 9 usando a tecnologia Digital 3D, na qual poderiam se utilizar do uso de profundidade para as cenas de ação e vôo, atingindo uma perfeição ao saltarem da tela do cinema – uma arma corriqueira ultimamente mas que, aqui, serveria de elemento complementador, e não destaque.

Além de Elijah Wood, John C. Reilly, Jennifer Connelly e Christopher Plummer se saem bem impondo suas vozes aos personagens em ação. 9: A Salvação é o típico filme que vai agradar muito mais aos adolescentes e jovens do que crianças, exemplificando novamente que este mercado hoje em dia não se preocupa em fazer animações somente para crianças e seu acompanhantes.

por Léo Francisco

Cine Players - C. Heoli (Brasil)

3.00
Bom

Animação impressiona por visual primoroso, mas peca em vários outros quesitos.

Quando dirigiu o irretocável curta de animação 9, em 2005, Shane Acker não poderia imaginar o que alcançaria com ele. Os 10 minutos de filme abriram caminho para o jovem realizador, estudante recém-formado da Universidade da Califórnia e que obteve o grande ... Leia mais Animação impressiona por visual primoroso, mas peca em vários outros quesitos.

Quando dirigiu o irretocável curta de animação 9, em 2005, Shane Acker não poderia imaginar o que alcançaria com ele. Os 10 minutos de filme abriram caminho para o jovem realizador, estudante recém-formado da Universidade da Califórnia e que obteve o grande feito de concorrer a um Oscar – perdendo para o curta igualmente estadunidense The Moon and The Son. Mas o ápice de 9 foi atingido quando os olhos do cultuado cineasta Tim Burton se voltaram para a animação, que decidiu produzir uma versão em longa-metragem da história original de Acker.

E assim nasceu este 9 - A Salvação, com história adaptada por Pamela Pettler, roteirista que já havia trabalhado com Burton em A Noiva Cadáver. Na animação acordamos com a pequena criatura que dá título ao curta e ao filme, espécie de boneco de pano que nasce em um mundo pós-apocaliptico onde máquinas dizimaram a humanidade. 9 então conhece outros como ele, cada qual carregando um número e características próprias: a aventureira 7, o medroso 5, o grandalhão 8 e o ancião 1 são os de maior destaque. Quando 9 acidentalmente desperta uma terrível criatura mecânica, eles se unem para tentar recuperar a paz perdida no meio de tamanho caos.

A principal diferença entre o curta-metragem e o filme de 2009 é justamente o que caracteriza o último como uma produção falha: o excesso. Se antes a história e a economia no roteiro existiam em benefício ao belo trabalho visual, algumas explicações truncadas aparecem desnecessariamente no novo filme, dando importância demais à origem dos pequenos bonecos e à sequência de eventos que deixou o mundo em tal estado – acontecimentos que não são explicados no curta. Era evidente que tais informações seriam válidas em um filme de maior metragem, mas o caminho escolhido por Pettler para ampliar a criação de Acker é simplista demais e apela para elementos recorrentes em produções do gênero, explicando tudo através da já muito utilizada saída que mostra as intenções gananciosas dos humanos se voltando contra os mesmos.

O desenvolvimento de 9 - A Salvação acaba se tornando bastante esquemático e o filme recorre aos mesmos recursos inúmeras vezes, como quando insere seus novos personagens, sempre saindo das sombras, e também nas cenas de ação, que se baseiam numa mesma estrutura bastante previsível. Enquanto o curta-metragem conseguiu construir uma narrativa instigante sem o uso de diálogos, o novo filme acaba exagerando nas frases de efeito, que utilizam vários clichês dos filmes de aventura, como o muito gasto “eu criei o problema e agora tenho que o resolver”. O elenco de dubladores é algumas vezes óbvio, como na escolha do eterno Frodo, Elijah Wood, para dar voz à 9 e, curioso, por colocar Jennifer Connelly como 7 e John C. Reilly no papel de 5, uma espécie de leão covarde de O Mágico de Oz. Outra citação, agora direta, ao clássico filme de 1939 acontece com a inclusão da bela música Somewhere Over the Rainbow, interpretada por Judy Garland, naquele que é um dos melhores momentos da animação.

Ainda em relação ao curta, uma de suas melhores características felizmente não se perde em 9 - A Salvação, que está em seu visual rebuscado e bastante original que lembra até mesmo um filme em stop motion. Fica claro o interesse de Tim Burton na animação por ser perceptível no trabalho de Acker elementos característicos de filmes do diretor, começando pela visão dark e bastante particular empregada na construção de um universo próprio e, principalmente, no design de seus personagens.

Ainda que contribua com o segmento de filmes animados, 9 - A Salvação tem um sério problema que afetará a experiência de qualquer espectador que assista primeiramente ao curta no qual é baseado: ser um longa-metragem menos eficaz que um filme de apenas 10 minutos.

Por Conrado Heoli
10/10/2009

O Globo Online - A. Miranda (Brasil)

3.00
Bom

Noves fora a criatividade...

‘9 - A salvação’. Num futuro antiutópico, em que a guerra entre humanos e máquinas devastou o mundo, é irônico - e bem bolado - que a salvação esteja justamente num pequeno boneco. Dirigido por Shane Acker, com produção de Tim Burton, a animação “9” (no original) consegue ser criativa numa histór ... Leia mais Noves fora a criatividade...

‘9 - A salvação’. Num futuro antiutópico, em que a guerra entre humanos e máquinas devastou o mundo, é irônico - e bem bolado - que a salvação esteja justamente num pequeno boneco. Dirigido por Shane Acker, com produção de Tim Burton, a animação “9” (no original) consegue ser criativa numa história que já foi abordada à exaustão pelo cinema (vide as séries “Matrix” e “Exterminador do futuro”). A trama acompanha 9, o mais novo de nove bonecos criados por um cientista para preservar os sentimentos humanos. Bacana, não?

O problema é que a criatividade fica restrita à proposta e aos traços sombrios. O roteiro de “9” tem a estrutura de uma obra de ação: correria, lutas, suspense e um final óbvio. A rebeldia do herói 9, em vez de estar atrelada a alguma discussão sobre os caminhos da sociedade, parece mais um ato adolescente contra a caretice de 1, o primogênito cujas vestimentas lembram as de um papa.

Só que, apesar dos bonecos, a trama do filme não é voltada apenas para adolescentes. É esse conflito que enfraquece o filme.

André Miranda (09/10/2009)

Yahoo Cinema (Brasil)

Em 2004, Shane Acker fez um curta-metragem chamado 9 estudante da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles), na qual formou-se em Arquitetura & Urbanismo e Animação. Além de vários prêmios em festivais universitários, o curta foi exibido no Festival de Sundance de 2005, a grande vitrine dos filmes independentes, e indicado ao Oscar de M ... Leia mais Em 2004, Shane Acker fez um curta-metragem chamado 9 estudante da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles), na qual formou-se em Arquitetura & Urbanismo e Animação. Além de vários prêmios em festivais universitários, o curta foi exibido no Festival de Sundance de 2005, a grande vitrine dos filmes independentes, e indicado ao Oscar de Melhor Curta-Metragem em 2006. Num futuro pós-apocalíptico e sem seres humanos, número 9 é um boneco de pano que ganha vida. De personalidade curiosa e destemida, ele vaga por destroços da civilização que desconhece. Sem saber suas motivações, seguimos sua trajetória e descobertas neste lugar inóspito numa narrativa sem palavras, com belíssimo design de som. Ao encontrar 5, descobrimos que há outros, mas não os conhecemos. Ficamos apreensivos com a revelação de um monstro gigante de metal que os persegue e muito instigados em saber o porquê a intensa luz verde que pisca é tão importante para o desfecho. Os pouco mais de dez minutos sem diálogos deixam no espectador uma sensação de devastação. A intensidade da trama e a construção narrativa do curta de Shane Acker despertaram grande interesse, e a proposta de adaptar o pequeno 9 em um longa-metragem surgiu de um dos mais cultuados animadores e diretores da atualidade, Tim Burton ( Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet ) e de Timur Bekmambetov ( O Procurado ) que assinam a produção de 9 – A Salvação . Toda esta explicação para dizer que a expectativa em relação ao projeto foi grande. E colaborou para aumentar ainda mais a entrada de nomes de peso da animação e elenco de vozes estrelar - 9 é dubaldo por Elijah Wood (o Frodo da trilogia O Senhor dos Anéis ), número 1 por Christopher Plummer ( Um Amor Para Toda a Vida ), número 7 por Jennifer Connelly ( Ele Não Está Tão A Fim de Você ), para citar alguns. O orçamento foi de US$ 30 milhões, significativo para o primeiro longa do diretor. Um dos aspectos que mais salta aos olhos que deve agradar aos fãs de animação e, pessoalmente, foi um grande deleite, é o aprimoramento visual dos cenários e dos bonecos em 9 – A Salvação , muito mais complexos e detalhados. A visão estética proposta por Acker no curta é mantida, mas cresce com a experiência e, sem dúvida, com a influência do universo dark de Tim Burton. Um casamento feliz e bem-vindo. A trama estendida mantém a essência dos acontecimentos de 9 , mas revela mais daquele mundo, como o misterioso procedimento de dar vida a bonecos de pano. Pelos passos e olhos do pequenino 9 é divertido e tenso acompanhar suas descobertas do mundo ao redor. As novas situações desvelam aos poucos quem são os outros oito bonecos, suas características e personalidades, os conflitos da história e seu maior desafio, derrotar A Grande Máquina. Há ótimos momentos de ação e também singelos, como o grupo se divertindo ao som de Somewhere Over the Rainbow , interpretada por Judy Garland numa citação ao O Mágico de Oz . A bela cena é um claro indício de que depois da tempestade vem a calmaria... e que o que vem pela frente é mais tempestade. O roteiro de Pamela Pletter (corroteirista de A Noiva-Cadáver ) e a direção escorrega lá pela metade do filme. A tensão dos conflitos perde força nos diálogos fracos, muito explicativos e no tom politicamente correto demais. A conseqüência mais imediata é a sensação de que o filme está se perdendo dentro dele mesmo. Infantiliza-se (o sentido aqui é de ficar bobo, sem qualquer demérito às crianças que são muito mais espertas do que nós) ao tentar explicar em palavras um lugar onde o espectador poderia chegar sozinho sensorialmente. Ao optar pelo “caminho mais fácil” para resolver o roteiro, chega-se num final já esperando. De início, não se estabelece uma relação óbvia com Wall-E (2008), mas pode-se dizer que 9 – A Salvação propõe, consciente ou inconscientemente, algumas reflexões parecidas sobre o rumo da humanidade apresentadas no filme do robozinho da Pixar. Nada contra, mas com a proximidade de uma produção da outra fica patente a falta de uma certa ousadia ou a sensação de “eu já vi isso antes”, que me incomodou.

Comentários

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Juarez.Weiss comentou:

9 - A Salvação

4.000
"Muito bom"

"É difícil falar desse filme. Foge muito ao estilo Hollywoodiano (mesmo de animações), e até mesmo do estilo Tim-Burtoniano.
É complexo, instigante e perturbador, mas é muito bem-feito.

Acho que são poucas pessoas que gostaram dele, eu mesmo fico na dúvida entre achá-lo sem graça ou muito inteligente. Acho que o diretor aproveitou-se dessa linha tênue pra fazer um filme dúbio, não pra todos gostarem.

Mas vale a pena ver. É um filme, no mínimo, interessante."

um ano atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Barrroso qualificou:

Bom

É quase um curta...
Fora isso é uma boa crítica a falta de consciência do homem ao alterar boas tecnologias em prol do poder...

2 anos atrás ·  Un voto · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
marcio de almeida comentou:

9 - A Salvação

"super legal diverte..."

11 meses atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Marcelo.Gomes74 comentou:

9 - A Salvação

4.500
"Excelente"

"Doideira essa animação! "

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
cygm comentou:

9 - A Salvação

2.000
"Regular"

"Não vi mta graça"

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Jéssica Monteiro da Silva avaliou:

Excelente

Um bom filme gostei muito.

um ano atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
naarmstrong avalio:

Excelente

vou esperar anciosa por este filme pois tem elijah wood no elenco

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
willian Felix qualificou:

Excelente

Muitoooooo bom!!!!!!!!!!!!!!!

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Nadia de Oliveira Sousa qualificou:

Bom

ADORO OS FILMES DIRIGIDOS POR TIM BURTOM, ESTE FICOU UM POUCO A DESEJAR.

2 anos atrás ·  Sin votos · Este comentário foi útil?  Sim   Não  · Responder
Média da avaliação

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