Maxi acha que sua vida é simplesmente perfeita: ele é um famoso chef e proprietário de um restaurante elegante, em Madri, e bem resolvido em relação à sua homossexualidade. O súbito aparecimento de seus filhos, resultado de um casamento e a chegada de um ex-futebolista argentino atraente na v ... Leia mais
Maxi acha que sua vida é simplesmente perfeita: ele é um famoso chef e proprietário de um restaurante elegante, em Madri, e bem resolvido em relação à sua homossexualidade. O súbito aparecimento de seus filhos, resultado de um casamento e a chegada de um ex-futebolista argentino atraente na vizinhança, vai obrigá-lo a reconsiderar tudo.
| Gênero | Comédia, Romance |
|---|---|
| Título Original | Chef's Special |
| Diretor | Nacho G. Velilla |
| Atores principais | Chus Lampreave, Javier Cámara, Lola Dueñas, Fernando Tejero, Junio Valverde, Cristina Marcos, Benjamin Vicuña, Luis Varela, Alexandra Jimenez |
| Ano de produção | 2010 |
| Duração | 111 minutos. |
| Escritor | Oriol Capel |
| País | Espanha |
| Avaliação da comunidade | ![]() Avaliação média baseada em 35 pessoas |
| Avaliação da mídia | ![]() Avaliação média baseada em 7 críticos |
| Última modificação | jev233 (um ano atrás) |
À Moda da Casa é um bom exemplo de que, quando um bocado de clichês trabalha a favor da trama, o ritmo da comédia é preservado e as piadas rápidas funcionam: a diversão está garantida.
Para dar uma ideia do tom do filme, é como se Almodóvar cortasse toda sua riqueza dramatúrgica e os personagens profundos para manter apenas o frenesi, ... Leia mais À Moda da Casa é um bom exemplo de que, quando um bocado de clichês trabalha a favor da trama, o ritmo da comédia é preservado e as piadas rápidas funcionam: a diversão está garantida.
Para dar uma ideia do tom do filme, é como se Almodóvar cortasse toda sua riqueza dramatúrgica e os personagens profundos para manter apenas o frenesi, o clima fora de controle e o humor de tempero gay. Menos sofisticado e mais chulo, direto ao ponto e tipicamente espanhol.
A ação se desenrola em torno de um descontrolado chef de cozinha, Max (Javier Cámara, de Fale com Ela), obcecado por integrar o Guia Michelin, que dará novo status ao seu restaurante e o salvará da falência. Enquanto isso, tem de lidar com as desilusões amorosas de sua maître (Lola Dueñas, de Volver), o novo namorado e os filhos de um casamento frustrado que acabaram de reaparecer.
Longe da pretensão de ser uma comédia elaborada, com um timing de Steve Martin, as sacadas de Judd Apatow ou a sofisticação de Groucho Marx, À Moda da Casa depende da gozação dos clichês (o jogador que não sai do armário, os pais que não entendem a homossexualidade, o ajudante problemático). Não fará diferença alguma na filmografia mundial, mas é um divertido e efêmero passatempo.
Óbvio que a história do cinema não foi construída por efemeridades, senão essa arte já teria sido sepultada. À Moda da Casa traz aquela sensação de “vale o ingresso”, o que nos reduz à função de consumidores. Cinema nasceu como arte e produto, há realizadores que reforçam sua transcendência e outros apostam no conforto do consumo.
Particularmente, acredito no primeiro, mas o longa de Nacho G. Velilla sabe como atacar na segunda frente. Quem tiver no pique de pagar o ingresso, sentar, dar risada e usar o cinema como objeto de puro entretenimento, À Moda da Casa não falha em sua missão: passar o tempo.
Comédias espanholas tendem a ser exageradas. Comédias com protagonistas homossexuais tendem a ser caricatas. À Moda da Casa (Fuera de Carta, 2008) não escapa a nenhuma das duas afirmações acima. O personagem principal é o chef Maxi (Javier Cámara), que sabe cozinhar como poucos, mas leva tudo tão a sério que vive sendo mal falado pelas co ... Leia mais Comédias espanholas tendem a ser exageradas. Comédias com protagonistas homossexuais tendem a ser caricatas. À Moda da Casa (Fuera de Carta, 2008) não escapa a nenhuma das duas afirmações acima. O personagem principal é o chef Maxi (Javier Cámara), que sabe cozinhar como poucos, mas leva tudo tão a sério que vive sendo mal falado pelas costas e não tem uma vida pessoal das mais agitadas. Sua única amiga é a maître do seu restaurante, Álex (Lola Dueñas), desesperada para arranjar logo um homem que não a decepcione.
A história de Maxi muda quando sua antiga vida heterossexual lhe passa a rasteira, levando embora sua ex-esposa e deixando na sua porta os dois filhos do seu casamento, o adolescente Edu (Junio Valverde) e a pequena Alba (Alejandra Lorenzo), de 15 e 6 anos. Maxi os havia abandonado e em um dos momentos dramáticos do filme diz ao filho que em alguns momentos chegou a odiá-los, e que queria que eles não existissem.
Quem ajuda a aproximar os três é o ex-jogador de futebol argentino Horacio (Benjamín Vicuña), que se muda para o prédio de Maxi e logo passa a ser cobiçado por Álex. Porém, ele também é homossexual e acaba apaixonado por Maxi (que ganha um homem pelo estômago), formando assim um triângulo amoroso que os dois não conseguem desfazer porque Horacio não pode sair do armário pois isso atrapalharia seus trabalhos como comentarista em programas de televisão e treinador de futebol de um grupo de jovens - incluindo aí Edu.
Problemas pessoais causados por excesso de trabalho e alimentados por uma obsessão sem limites de conseguir uma estrela do guia Michelin. Medo de assumir o homossexualismo. Pavor de uma paternidade indesejada. Pais que não aceitam o filho. Todos esses problemas guiam a trama para desfechos previsíveis recheados de diálogos e situações caricatas - aposto que só de olhar o pôster ao lado você consegue imaginar o que acontece no jogo de futebol entre pais e filhos.
E nessa mistura de Sem Reservas com Ratatouille vamos vendo que para fazer um bom prato, ou um bom filme, não bastam os ingredientes. É preciso saber prepará-los com algo mais do que apenas carinho e dedicação. Cozinhar - e fazer filmes - continua sendo uma arte.


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